AVALIAÇÃO DA ACURÁCIA DE MODELOS DIGITAIS DE ELEVAÇÃO E SIMULAÇÃO DE INUNDAÇÃO EM PLANÍCIES DE INUNDAÇÃO DO BIOMA PANTANAL
Geoestatística; Aprendizado de máquina; Sensoriamento remoto; Simulação hidrologia; Manchas de inundação.
O Pantanal é uma das maiores áreas úmidas do mundo, com dinâmica hidrológica forte mente controlada pela topografia, o que torna a escolha de Modelos Digitais de Elevação (MDEs) um fator crítico para estudos hidrológicos e ambientais. Este trabalho avaliou a acurácia de doze MDEs globais (ALOS PALSAR, ANADEM, ASTER GDEM, AW3D30, Copernicus DEM, FABDEM, GEDTM30, NASADEM, Sentinel-1, SRTM, TanDEM-X e TOPODATA) na planície do rio Paraguai, utilizando dados do ICESat-2 como referência. Os resultados indicaram melhor desempenho dos modelos GEDTM e ANADEM em escala regional, enquanto o ASTER GDEM apresentou maiores erros em áreas de baixa declividade. Observou-se ainda que a precisão dos MDEs varia conforme a cobertura do solo e as características da superfície, evidenciando influência significativa do ambiente nos erros altimétricos. Os MDEs foram aplicados em simulações hidrodinâmicas no HEC-RAS e comparados a mapas de água derivados de sensoriamento
remoto (MNDWI e Random Forest). As análises mostraram que diferenças altimétricas influenciam a extensão das áreas inundadas simuladas, com baixa concordância espacial entre os métodos, atribuída às diferenças conceituais entre observação remota e modelagem hidráulica. Conclui-se que, a representação adequada da dinâmica de inundação no Pantanal depende não apenas da qualidade altimétrica, mas também da capacidade dos MDEs em representar processos de armazenamento, conectividade e fluxo característicos de planícies inundáveis.