Banca de DEFESA: ROGÉRIO ALVES BARBOSA DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ROGÉRIO ALVES BARBOSA DA SILVA
DATA : 27/08/2025
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório do Instituto de Geociências
TÍTULO:

Integração do Modelo Swat com Projeções do ETA-HADGEM2-ES para simulação hidrológica na Unidade Hidrológica do Riacho Fundo, Distrito Federal


PALAVRAS-CHAVES:

SWAT, Eta-HadGEM2-ES, mudanças climáticas, recursos hídricos, Distrito Federal, modelagem hidrológica.


PÁGINAS: 125
RESUMO:

As mudanças climáticas impõem pressões significativas à gestão dos recursos hídricos, especialmente em regiões estratégicas como o Cerrado brasileiro. A modelagem hidrológica constitui ferramenta essencial para compreender e antecipar impactos, permitindo subsidiar ações de adaptação. Este estudo integrou o modelo hidrológico SWAT (Soil and Water Assessment Tool) a projeções climáticas regionais do modelo Eta-HadGEM2-ES, com o objetivo de avaliar os impactos do cenário RCP4.5 sobre o regime hidrológico da bacia do Riacho Fundo (Distrito Federal) no período de 2025 a 2099. A ausência de dados climáticos regionais de alta resolução e a necessidade de pré-processamento adequado constituem lacunas críticas para a modelagem no Cerrado. Para superá-las, foram utilizadas projeções com resolução espacial de 5 km e escala diária, aplicando-se correção de viés via Quantile Mapping (QM). O SWAT foi calibrado com dados observados (2000–2024), apresentando NSE de 0,50 e R² de 0,568. As simulações indicaram redução média de 22% nas vazões anuais e até 40% na estação seca, além de declínio estatisticamente significativo nas tendências futuras. A classificação hidroclimática projetou desaparecimento de anos úmidos e aumento expressivo de anos secos. Os resultados confirmam a robustez da integração entre modelos climáticos e hidrológicos para projeções de cenários futuros, oferecendo base metodológica sólida para análises regionais. Este trabalho contribui ao evidenciar a vulnerabilidade hídrica do Cerrado frente à intensificação da variabilidade climática e à redução das vazões, fornecendo subsídios técnicos para o planejamento hídrico e a formulação de políticas públicas de adaptação. As conclusões reforçam a necessidade de estratégias de gestão que incorporem projeções climáticas de alta resolução, de modo a promover a sustentabilidade hídrica no Distrito Federal e fortalecer a resiliência das comunidades locais diante das mudanças climáticas.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ANDRÉ LUIZ FARIAS DE SOUZA - SEMA
Externo à Instituição - FRANCISCO DE ASSIS DOURADO DA SILVA - UERJ
Presidente - 1495411 - HENRIQUE LLACER ROIG
Interna - 1732111 - REJANE ENNES CICERELLI
Notícia cadastrada em: 18/08/2025 12:12
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