Para além das musas e do patrimônio: gira museal, arquivos pessoais e Cartografias Afetivas para autogestão de memórias
Museu; Patrimônio; Arquivo Pessoal; Cartografia Afetiva.
Tendo como pontos de partida a mitologia grega e o conceito de desejo numa perspectiva Esquizoanalítica e pontos de chegada a mitologia yorubá e conceitos da Ciência da Informação e da Museologia numa perspectiva Descolonial, Decolonial e Contracolonial, a busca desta pesquisa é por brechas que possibilitem novos agenciamentos entre museus e patrimônio, duas instâncias institucionais diretamente ligadas à preservação e comunicação de memórias. O objetivo principal é deslocar a importância da agência formal e colocar cada pessoa como enunciadora de discursos museais potentes, legítimos e independentes; capaz de usar outras terminologias e epistemologias para criar, a partir de arquivos pessoais construídos com objetos referentes ao passado ou ao presente, suas próprias prioridades para seleção de acervos e novas estratégias, materialidades e fisicalidades para autogestão de suas memórias a fim de torná-las (ou não) heranças culturais. A estratégia/ferramenta aqui analisada é a Cartografia Afetiva Rizomática Bruta (CARB): suporte físico-digital informacional-museal criado para registrar e comunicar memórias afetivas, individuais ou coletivas, passadas ou futuríveis.