Banca de DEFESA: JOSUE BEZERRA BONFIM FILHO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JOSUE BEZERRA BONFIM FILHO
DATA : 15/01/2026
HORA: 10:00
LOCAL: Sala virtual do Teams
TÍTULO:

Avaliação do impacto biomecânico de equipamento de segurança para motociclistas em simulações de caminhada


PALAVRAS-CHAVES:

Biomecânica, Simulação Musculoesquelética, Análise de Marcha, Equipamento de Proteção Individual.


PÁGINAS: 79
RESUMO:

Motociclistas de aplicativo compõem um grupo com alta exposição a acidentes de trânsito e, ao mesmo tempo, realizam parte significativa de sua jornada de trabalho caminhando em calçadas, rampas e escadas. Neste contexto, esta dissertação avaliou, por meio de simulações musculoesqueléticas preditivas, o impacto biomecânico do uso de uma caneleira de proteção tibial sobre a marcha humana. Foi utilizado um modelo bidimensional no plano sagital, integrado aos softwares OpenSim, SCONE e HyFyDy, em dez cenários de locomoção, cada um simulado nas condições sem EPI e com EPI. A caneleira foi modelada como uma massa rígida de 350 g acoplada à tíbia (e, em um cenário adicional, 500 g), e seu efeito foi quantificado por meio de métricas de erro entre as curvas angulares articulares (RMSD e MAE) e de análise estatística de sujeito único. Na caminhada em terreno plano a 1,0 m/s, os valores de RMSD global permaneceram inferiores a 2° para quadril, joelho e tornozelo, abaixo do limiar de referência de 5° adotado na literatura. Em aclive de 10°, os RMSD atingiram aproximadamente 14° para quadril e joelho, enquanto na subida de escada o RMSD do joelho alcançou cerca de 29°, indicando alterações expressivas no padrão de movimento. No declive de 5°, o RMSD do quadril chegou a aproximadamente 15°, ao passo que no declive de 10° retornou a valores próximos de 4,5°, sugerindo uma estratégia de marcha mais rígida em descidas íngremes. O aumento da massa da caneleira para 500 g por perna resultou em RMSD superiores a 5° em todas as articulações e cenários avaliados. Os resultados indicam que a caneleira de 350 g por perna é compatível com a manutenção do padrão cinemático da marcha em terreno plano, mas produz alterações angulares em aclives, escadas, declives suaves e terreno acidentado. O incremento de massa intensifica esses desvios, apontando a massa do equipamento como parâmetro crítico para o projeto de EPIs para motociclistas de aplicativo.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1652569 - MANUEL NASCIMENTO DIAS BARCELOS JUNIOR
Externa ao Programa - 3132850 - CLAUDIA PATRICIA OCHOA DIAZ - UnBExterna à Instituição - ANA CAROLINA CARDOSO DE SOUSA - UPC
Externo à Instituição - VITOR BERNOLI NASCIMENTO - PUC-PR
Notícia cadastrada em: 06/01/2026 12:55
SIGAA | Secretaria de Tecnologia da Informação - STI - (61) 3107-0102 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - app09.sigaa09