Banca de DEFESA: ROSÂNGILA DOMINGOS GUALBERTO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ROSÂNGILA DOMINGOS GUALBERTO
DATA : 14/08/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de Atos / FE 01 - Faculdade Educação - Campus Darcy Ribeiro / Asa Norte
TÍTULO:

LEI 10.639/2003 E EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: ENTRE PRESCRIÇÃO E SILENCIAMENTO NOS CURRÍCULOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL EM ARRAIAS (TO) (2023-2025)


PALAVRAS-CHAVES:

Lei 10.639/2003. Educação das Relações Étnico-Raciais. Currículo. Educação Infantil. Arraias (TO).


PÁGINAS: 190
RESUMO:

A presente investigação, fruto de bolsa de Demanda Social da CAPES, trata da relevância da Educação das Relações Étnico-Raciais (ERER) nos currículos escolares da Educação Infantil em Arraias (TO), lugar onde muitos negros e indígenas foram escravizados e submetidos ao trabalho forçado na extração do ouro e na cana de açúcar. O estudo tem por objetivo compreender como está sendo abordada a Educação das Relações Étnico-Raciais nos currículos escolares da Educação Infantil em Arraias (TO). Como tese baseada em nossas vivências, pode-se deduzir preliminarmente que a Educação das Relações Étnico-Raciais nos currículos escolares da Educação Infantil em Arraias (TO) é vista de maneira superficial e irrelevante para as crianças de zero a cinco anos de idade. Isso ocorre por considerar que elas ainda são pequenas e “inocentes” e, portanto, não entenderiam a temática. A ausência de estudos sobre a criança negra sob a ótica do currículo, na região onde a pesquisa se localiza, evidenciou a necessidade deste estudo. A pesquisa está sustentada em diferentes autores como: Gomes (2001, 2005, 2008, 2010, 2011, 2012, 2019); Munanga (2005, 2010); Cavalleiro (2020); Santomé (2011); Kuhlmann Jr. (2000); Veiga; Viana (2012), dentre outros. De natureza qualitativa, esta pesquisa fundamenta-se no método do Materialismo Histórico-Dialético idealizado por Karl Marx (1818-1883). O estudo de campo foi realizado em três escolas de Educação Infantil da zona urbana de Arraias (TO) e teve como interlocutores diretores, coordenadores e docentes de cada instituição. Dessa forma, para responder às questões da pesquisa e cumprir o objetivo principal, adotaram-se os seguintes procedimentos metodológicos: o “estado da arte”, a análise documental e a aplicação de questionário junto às professoras e gestoras das instituições de Educação Infantil de Arraias. Utilizou-se a Análise de Conteúdo na perspectiva de Bardin (2016) para examinar o corpus documental e as respostas dos participantes, relacionando-os criticamente com as discussões e eixos teóricos propostos. Os resultados apreendidos por meio da articulação entre a Análise de Conteúdo e o Materialismo Histórico-Dialético, permitiram a construção de categorias derivadas que conduziram ao concreto pensado do objeto investigado. Essas categorias evidenciaram que a Educação das Relações Étnico-Raciais ocupa um lugar tensionado no currículo da Educação Infantil em Arraias (TO), marcado pela contradição entre sua centralidade normativa e sua materialização periférica nas práticas pedagógicas. Embora reconhecida como princípio educativo pelas interlocutoras, a ERER permanece predominantemente associada a projetos isolados e datas comemorativas, revelando uma inserção curricular superficial e descontínua, característica do que Santomé (2011) denomina de “currículo turístico”.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 3056419 - FRANCISCO THIAGO SILVA
Interna - 3120022 - ETIENNE BALDEZ LOUZADA BARBOSA
Interna - 2000468 - LILIANE CAMPOS MACHADO
Externo à Instituição - ROMILSON MARTINS SIQUEIRA - PUC-Goiás
Externa à Instituição - THAÍS REGINA DE CARVALHO - UFG
Notícia cadastrada em: 28/07/2026 07:58
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