Pedagogias de terreiro e educação antirracista: saberes e ensinagens no Memorial Vó Severina
Pedagogias da ancestralidade; Oralitura; Memória ancestral; Lei 10.639/2003; Educação antirracista; Decolonialidade.
Esta pesquisa investiga como os processos educativos construídos nos terreiros de religiões de matriz africana, por meio da memória ancestral, da oralitura e das experiências comunitárias, contribuem para a produção de conhecimentos e para a construção de práticas educativas antirracistas em diálogo com a Lei 10.639/2003. O estudo toma como referência o Templo de Umbanda e Jurema Rosa Branca, localizado em Samambaia, Distrito Federal, com especial atenção ao Memorial Vó Severina e às ações educativas desenvolvidas nesse território. Fundamentada em uma perspectiva decolonial, trata-se de uma pesquisa desenvolvida por meio de um estudo de caso de caráter etnográfico, sedimentado na oralitura, na memória e na vivência. A investigação organiza-se em três eixos interligados: a memória dos pilares do terreiro, vó Severina, Mãe Cícera e Pai Dagoberto e seus processos de transmissão de saberes; o diálogo entre terreiro e escola por meio das visitas ao Memorial Vó Severina e as minhas vivências e perspectivas enquanto médium, cambone e pesquisadora. O estudo busca contribuir para o fortalecimento das pedagogias da ancestralidade, para a implementação da Lei 10.639/2003 e para a construção de práticas educativas comprometidas com a pluralidade epistemológica e a luta antirracista.