Quando o sentido cai e deixa (a) desejar: a metáfora e a dimensão criadora da palavra na praxis analítica
metáfora; condensação; efeito poético; desejo; prática clínica
A presente dissertação investiga a metáfora na clínica da neurose, articulando-a ao potencial criativo das palavras e aopoético, com o objetivo de contribuir para o fazer analítico e demonstrar que ir além da significação pode favorecer o advir do sLacan defende que ao pensar a transmissão, a apreensão e a execução da técnica psicanalítica, não se pode prescindir dos fundamda fala e da linguagem. Propomos, então, um percurso desde o conceito freudiano de condensação (Verdichtung) até o plinguístico estabelecido por Lacan, a saber, a metáfora, aqui entendida como um processo de substituição significante que culminganho de sentido. Salientamos que existe uma afinidade entre os conceitos de condensação, metáfora e criação poética, produzinesperado a partir das brechas de sentido. Com o auxílio de vinhetas clínicas, reiteramos que o que se escuta em análise é o sujeinconsciente, aquele que ao falar, sempre diz mais do que pretende, rompendo a linearidade da significação. A partir disso, defenque um analista perspicaz não visa ao restabelecimento dessa linearidade, mas à abertura de um espaço onde o sentido possa csujeito se depare com o vazio do Real – o indizível. Na ausência da palavra, surge a oportunidade de o sujeito aparecer enqdesejante e criativo, movimento possível via transferência. O analista, suporte da transferência, precisa estar aberto às surprtropeços da fala, preservando a função de evocação da linguagem.