Banca de DEFESA: Larissa Cardoso Beltrão

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : Larissa Cardoso Beltrão
DATA : 26/01/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Plataforma Teams
TÍTULO:

Corredor da geopoesia entre Goiás e Tocantins: território e desigualdade nas vozes de Tião Pinheiro e José Godoy Garcia


PALAVRAS-CHAVES:

Geopoesia; Corredor da Geopoesia; Godoy Garcia; Tião Pinheiro.


PÁGINAS: 199
RESUMO:

Esta Tese parte do conceito de “corredor da geopoesia” para discutir a geopoesia de Sebastião Pinheiro (Tião Pinheiro) e José Godoy Garcia. Situada na fronteira entre Goiás e Tocantins, articulamos território, memória e educação para compreender as vozes que se inscrevem simbolicamente e politicamente no espaço. Mobilizando operadores teóricos, direta e indiretamente, da geopoesia (Silva Junior, 2015) examinamos José Godoy Garcia como primeiro andarilho de um Goiás profundo que depois vai se abrir para a fundação de Brasília e vai se dividir para a criação de um novo estado. Essa escrita do interior já problematizava esses campos propícios para grandes bolsões de miséria e exploração de indivíduos. Godoy Garcia já problematizava as desigualdades socioeconômicas e mapeava tradições e manifestações populares da região. A leitura de Tião Pinheiro evidencia a condição fronteiriça entre Monte Alegre/Campos Belos (GO) e Arraias (TO). Em uma constelação afetiva de rios, caminhos, pessoas e lugares, se palavras atua como gesto estético, político, comunitário. A Tese problematiza o imaginário (politizado e explorado) do “corredor da miséria”, sustentando que, apesar das desigualdades, a região reúne tradições e saberes ancorados na oralidade e em manifestações artísticas e pensamentais que vão se constituindo e se firmando. Ao mesmo tempo, trazemos vozes das Comunidades Quilombolas Kalunga de Goiás e do Tocantins também situados nessa fronteira e, também, rexistindo fortemente contra aqueles que querem manter a miséria na região. Nessa afirmação identitária reverberam os mestres dos saberes, dos fazeres e dos dizeres – verdadeiros narradores da geopoesia (Alves, 2020). Com conceitos de raizama e enfronteiramento buscamos mapear os elementos de pertencimento e fortalecimento cultura que atravessam os versos de Tião Pinheiro (nascido em Monte Alegre e hoje vivendo em Palmas) e José Godoy Garcia (nascido em Jataí; radicado em Goiânia e, depois, em Brasília – onde faleceu em 1999). Por fim, a tese apresenta um encarte pedagógico com propostas didáticas ancoradas na literatura e memória coletiva, entendendo o espaço escolar como a possibilidade de recepção desses textos e de reconhecimento do próprio lugar e dos seus habitantes como parte, também, de algo artístico. Ao dialogar com essas poéticas precursoras e contínuas, no encontro de saberes populares (ao exemplo de Iaiá Procópia), com a sabedoria acadêmica quilombola (Rodrigues – Tuia Kalunga; Vercilene Pereira) e pensadores da região que são basilares para esse trabalho (Correia, Moura, Gandara), o estudo desloca-se do estigma da carência e afirma uma amplidão simbólica do lugar, reconhecendo a palavra literária como prática coletiva de pertencimento, conhecimento, educação e revolução nesses brasis liminares e interiores – niemares – longe do mar (que também é chamado de kalunga!).


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1706706 - AUGUSTO RODRIGUES DA SILVA JUNIOR
Externa à Instituição - ELIZETH DA COSTA ALVES - IFTO
Externo à Instituição - LEMUEL DA CRUZ GANDARA - IFG
Interno - 1467761 - PAULO PETRONILIO CORREIA
Externa à Instituição - Sílvia Adriane Tavares - UFT
Notícia cadastrada em: 23/01/2026 10:26
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