POSLIT PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LITERATURA INSTITUTO DE LETRAS Teléfono/Ramal: No informado https://www.unb.br/pos-graduacao

Banca de DEFESA: NAYANE CAROLINE LEANDRO SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : NAYANE CAROLINE LEANDRO SILVA
DATA : 06/03/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Plataforma Teams
TÍTULO:

DEIXE QUE EU FALE POR MIM: A palavração como autodeterminação negra em Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves


PALAVRAS-CHAVES:

Um defeito de cor; escrita de si; palavração; autodeterminação; Ana Maria Gonçalves.


PÁGINAS: 136
RESUMO:

Esta dissertação investiga a escrita de si na literatura afrobrasileira contemporânea a partir do romance Um defeito de cor (2020), de Ana Maria Gonçalves, tomando como eixo central a noção de palavração enquanto prática ética, estética e política de autodeterminação. Parte-se da problematização proposta por Gayatri Spivak (2010) acerca da possibilidade de a subalterna falar, deslocando a questão para o campo da autoria negra feminina e interrogando se, mais do que falar, a subalterna pode escrever-se. No primeiro capítulo, a análise insere o romance no campo da escrita autobiográfica ou autoficcional, compreendendo a escrita de si como estratégia de autorrecuperação, em diálogo com bell hooks (2019), ao instaurar Kehinde como sujeita histórica, política e narradora de si. No segundo capítulo, aprofunda-se a noção de palavração a partir da narratologia e da reflexão de Edward Said (1984) sobre a permissão para narrar, demonstrando como a assunção da primeira pessoa rompe com o estatuto de “não-pessoa” e constitui um devir-sujeito ético e categórico. No terceiro capítulo, a palavração é compreendida como ethos, estruturando um processo de autodeterminação que se desdobra em três eixos interdependentes: genealogia ancestral, reinvenção dos arquivos históricos e autorreflexão sobre o vivido. Em diálogo com Achille Mbembe (2021), Frantz Fanon (2020), Neusa Santos Souza (2021), Isildinha Baptista Nogueira (2021) e Stuart Hall (2003; 2024), a dissertação evidencia como a narração de si atua na desmontagem das imagens de controle (Collins, 2019) e do ideal do ego branco, produzindo efeitos psíquicos e simbólicos de autorrecuperação. Conclui-se que a palavração, em Um defeito de cor (2020), reafirma a escrita de si como espaço privilegiado de resistência, elaboração subjetiva e afirmação da humanidade negra, ampliando os horizontes críticos da literatura brasileira contemporânea

 


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 2194693 - ADRIANA DE FATIMA ALEXANDRINO LIMA BARBOSA
Externa ao Programa - 3115650 - NORMA DIANA HAMILTON - nullPresidente - 1467761 - PAULO PETRONILIO CORREIA
Externa à Instituição - TARSILLA COUTO DE BRITO - UFG
Notícia cadastrada em: 06/02/2026 15:04
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