Abordagens para o ensino de testes de hipótese no Ensino Médio: uma revisão sistemática e implicações para o currículo brasileiro
Inferência estatística. Testes de hipótese. Educação estatística. Integração tecnológica. Raciocínio estatístico.
Em um contexto globalizado e de fácil acesso à informação, os indivíduos, incluindo o jovem brasileiro, passaram a conviver diariamente com diversos tipos de gráficos, pesquisas e indicadores, principalmente por conta do avanço das redes sociais. Nesse cenário, a capacidade de interpretação desses dados se alinha diretamente com o desenvolvimento do letramento estatístico na base da sociedade, ou seja, na educação básica. Esta pesquisa parte da percepção que embora a Base Nacional Comum Curricular brasileira apresente uma certa progressão de complexidade com a Estatística Descritiva ao longo dos níveis da Educação Básica, ainda apresenta de forma limitada os conteúdos ligados à Inferência Estatística, que são importantes no desenvolvimento do raciocínio estatístico e na tomada de decisão. Por isso, este trabalho teve como objetivo geral investigar como diferentes métodos de ensino podem favorecer a aprendizagem de Estatística no Ensino Médio, com foco na introdução de testes de hipótese. A investigação seguiu o método PICO para a construção da pergunta de pesquisa e uma Revisão Sistemática da Literatura foi conduzida seguindo as diretrizes do protocolo PRISMA 2020. Os resultados indicam que currículos internacionais vêm introduzindo, de maneira gradual, conceitos mais avançados de inferência estatística já na Educação Básica, frequentemente associados ao desenvolvimento do raciocínio estatístico e à interpretação de dados em contextos reais. Além disso, os estudos apontam que metodologias ativas e colaborativas, com foco em investigações em contextos reais e o uso de recursos tecnológicos podem favorecer uma aprendizagem mais significativa e significante da estatística inferencial. Também foram identificados desafios relacionados à formação de professores, assimilação de conteúdo pelos estudantes e às limitações estruturais enfrentadas por sistemas educacionais da América latina.