Banca de DEFESA: Johan Robert Slätis

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : Johan Robert Slätis
DATA : 12/12/2025
HORA: 10:00
LOCAL: virtual através do endereço: meet.google.com/jxm-wext-pkx
TÍTULO:

Proliferação de lianas e crescimento de árvores após a exploração madeireira e desbaste em uma floresta manejada na Amazônia oriental


PALAVRAS-CHAVES:

Sustentabilidade, manejo florestal, dinâmica de árvores


PÁGINAS: 64
RESUMO:

A recuperação florestal após a exploração madeireira na Amazônia é mais lenta do
que o previsto. As causas incluem danos causados a mudas e árvores jovens pela
exploração, áreas sem crescimento e competição por recursos com lianas. Neste
estudo, analisamos o impacto das lianas após a exploração madeireira e o desbaste.
Quantificamos as mudanças na proporção de árvores com lianas (prevalência de
lianas) ao longo de 20 anos e analisamos dados de cerca de 6.000 árvores para
estimar as diferenças de crescimento entre árvores afetadas e livres de lianas, com
base em dados do inventário de 30 anos na Floresta Nacional do Tapajós, Brasil. A
prevalência de lianas aumentou proporcionalmente à redução da área basal (AB),
dobrando em sete anos após a exploração madeireira. Doze anos após a exploração,
espécies não comerciais foram submetidas a desbaste por anelamento. Essas
reduções de AB resultaram em níveis elevados de prevalência de lianas, 37% após a
exploração madeireira e 52% após o desbaste. Para uma quantidade equivalente de
redução na área basal, o efeito no aumento de lianas foi maior após o desbaste do
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que após o corte raso. Uma seca prolongada entre 2003 e 2007 reduziu
temporariamente a prevalência de lianas, mas não afetou significativamente o
crescimento das árvores em áreas exploradas.
O impacto negativo das lianas no crescimento anual das árvores foi de 4% a 15%
após a exploração, quando o crescimento do grupo ecológico foi desconsiderado. O
efeito das lianas reduziu o crescimento anual das árvores mais em parcelas
desbastadas do que em parcelas sem desbaste. As respostas de crescimento das
árvores às lianas variaram conforme o tempo decorrido desde a redução da AB, o tipo
de exposição (explorada, desbastada ou perturbada) e o grupo ecológico das
espécies. O efeito positivo do desbaste no crescimento das árvores foi anulado após
apenas 14 anos devido à proliferação de lianas. Esses resultados reforçam a
necessidade de uma supressão de lianas economicamente e ecologicamente
sustentável e de um tempo de recuperação suficiente entre os ciclos de exploração
florestal em florestas manejadas, a fim de manter a produtividade florestal e o
sequestro de carbono.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - ***.566.941-** - LUCAS JOSÉ MAZZEI DE FREITAS - Engref
Interno - 1713998 - ERALDO APARECIDO TRONDOLI MATRICARDI
Externo à Instituição - FRANCIS E. PUTZ - UFL
Externa à Instituição - MARÍA GENOVEVA GATTI - CONICET
Externo à Instituição - MARKKU LARJAVAARA - UH
Notícia cadastrada em: 19/12/2025 11:20
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