ÓLEOS VEGETAIS FLORESTAIS AMAZÔNICOS EM BIOCOSMÉTICOS
Bioeconomia; floresta em pé; comunidades tradicionais; extrativismo sustentável;pesquisa; regulamentação cosmética; inovação sustentável; biodiversidade amazônica.
AAmazônia abriga uma biodiversidade única. Com óleos vegetais florestais como andiroba, buriti, copaíba, pracaxi e açaí, que oferecem compostos bioativos para biocosméticos sustentáveis. No entanto, o desconhecimento sobre esses produtos limita sua adoção, influenciando o valor percebido por grupos demográficos e o potencial para bioeconomia da floresta em pé. Utilizou-se pesquisa que adotou abordagem mista: exploratória e descritiva. Com análise de dados secundários (bioativos, cadeias sustentáveis) e primários (survey com N=178, amostragem por conveniência e snowball, questionário online via Google Forms). O objetivo, foi propor o uso de óleos da Floresta Nacional de Caxiuanã em biocosméticos sustentáveis, valorizando benefícios, fomentando bioeconomia inclusiva, renda para comunidades e conservação, alinhado aos ODS’s. Os resultados revelam perfis bioativos robustos (ex.: andiroba, anti-inflamatória 60%; buriti, antioxidante 85%), cadeias bem-sucedidas (ex.: 679 famílias beneficiadas por andiroba), público de alta escolaridade (60.7% pós-graduados), conhecimento moderado (55.6%), DAP favorável (74.1% pagariam a mais por sustentabilidade) e preferência por cremes (70.2%). Hipóteses não rejeitadas: escolaridade influencia conhecimento negativamente; faixas avançadas priorizam saúde; apoio local eleva DAP. Conclui-se que, os óleos vegetais florestais catalisam harmonia entre beleza, saúde e sustentabilidade. A modernização proposta (mini-usina, secadores solares, capacitação) supera burocracia. Gerando renda e conservação, replicável em Flonas, posicionando a Amazônia como líder em inovação verde.