GESTÃO DE PARQUES URBANOS: UMA ANÁLISE DO PARQUE DA CIDADE SARAH KUBITSCHECK
Modelos de Gestão; Parques Urbanos; Efetividade Administrativa; Experiências de Gestão Compartilhada; Parque da Cidade Sarah Kubitscheck.
O presente trabalho estudou como modelos inovadores de gestão de Parques Urbanos podem melhorar a experiência do usuário, ao mesmo tempo em que reduzem a dependência de recursos públicos, considerando boas práticas nacionais e internacionais na gestão desses importantes espaços. Os governos possuem diversas demandas, tais como as relacionadas à segurança, saúde, educação e infraestrutura, que requerem investimentos contínuos, nem sempre resultando no alcance das metas almejadas. Desse modo, a adoção de modelos de gestão compartilhada, capazes de ampliar a eficácia, a eficiência e a efetividade da ação pública na administração desses espaços, torna-se premente. A ausência de diretrizes adequadas de gestão que conciliem inovação, tecnologia e sustentabilidade, somada à escassez de recursos financeiros e humanos, além da fragmentação dos processos de governança, compromete a efetividade da atuação pública e limita o potencial desses espaços de promover bem-estar urbano e sustentabilidade de forma integrada. Para a elaboração deste trabalho, foi realizada uma revisão da literatura sobre o tema, com análises documentais e estudos de casos comparativos de modelos nacionais e internacionais, com o objetivo de compreender de forma abrangente os impactos trazidos por essas inovações. Para tanto, foram empregadas técnicas como entrevistas semiestruturadas e levantamento de dados socioeconômicos, tendo como estudo de caso central o Parque da Cidade Sarah Kubitschek, em Brasília, Distrito Federal. Verificou-se a inadequação dos modelos convencionais, puramente burocráticos e normativos, para lidar com a complexidade intrínseca desses espaços, ao mesmo tempo em que foram identificadas experiências consideradas bem-sucedidas. Concluiu-se que a concessão do Parque da Cidade Sarah Kubitschek configura-se como financeiramente viável e atrativa, conciliando a melhoria de um equipamento público relevante com a possibilidade de lucro para o parceiro privado em um arranjo mutuamente vantajoso, desde que bem executada e monitorada ao longo de sua vigência.