OS DETERMINANTES DO TRATAMENTO TARDIO E INADEQUADO DE MALÁRIA FALCIPARUM NA AMAZÔNIA BRASILEIRA: UM ESTUDO TRANSVERSAL.
Malária; Plasmodium falciparum; Epidemiologia; Tratamento.
INTRODUÇÃO: Apesar de ser tratável, a malária tem provado ser de difícil controle, e persiste como um grande problema de saúde pública no mundo. A magnitude da doença é ainda maior nas populações mais vulneráveis, devido às dificuldades e/ou escassez de ações de controle. O tratamento oportuno e adequado não apenas age na prevenção de internações e mortes, mas também na interrupção da transmissão da doença, prevenindo ou reduzindo o aparecimento de formas sexuadas do parasito (gametócitos) no sangue periférico dos pacientes. Para malária por Plasmodium falciparum, a segunda espécie mais comum no Brasil e a que estar associada à forma grave da doença, a geração de gametócitos na corrente sanguínea pode acontecer em um período de 7 a 12 dias. A presença de casos de malária falciparum num território pode estar associada a possíveis deficiências no acesso e qualidade dos serviços de diagnóstico e tratamento e dificuldades na sustentabilidade das ações. Quanto mais precocemente a pessoa for tratada, menos vai disseminar a doença. OBJETIVOS: Analisar o cenário epidemiológico da malária por P. falciparum e malária mista, bem como os fatores associados ao tratamento tardio e inadequado, nos estados e municípios de maior transmissão da doença na Amazônia brasileira. MÉTODOS: Este foi um estudo epidemiológico observacional, com uso de dados secundários de malária registrados na Amazônia brasileira nos últimos 4 anos (2020 e 2023), dando ênfase aos indicadores relacionados ao tratamento. A pesquisa se desdobra em estudo descritivo e em seguida em estudo analítico transversal, utilizando a regressão logística simples e multivariada, para identificar os fatores associados ao tratamento tardio e inadequado de malária falciparum + mista.