“ESTRATÉGIA DE MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO PARA A REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL: PROPOSTA DE MODELO LÓGICO E INDICADORES.”
“Atenção Psicossocial. Serviços de Saúde Mental. Monitoramento. Avaliação de programa. Indicadores de Gestão.”
“O Brasil possui uma Política Nacional de Saúde Mental (PNSM) instituída desde 2001, pautada no modelo de atenção psicossocial e tendo como princípios o respeito aos direitos humanos, a valorização da participação social, a promoção da cidadania e a garantia do acesso universal aos serviços. A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) desde 2011 compõe a PNSM como estratégia de integração e articulação serviços e ações de saúde mental dos três níveis de atenção de forma coordenada e resolutiva. Este estudo adotou uma abordagem metodológica, dividida em duas etapas principais. A primeira etapa consistiu na construção de um modelo lógico para a RAPS, elaborado a partir da técnica de pesquisa documental de normas, relatórios técnicos e diretrizes relacionadas à política de saúde mental e à organização da RAPS. O modelo foi estruturado com os elementos: componente, insumo, atividade, produto e resultado, abrangendo sete componentes principais: gestão e governança, atenção primária, atenção especializada, atenção hospitalar, urgência e emergência, atenção residencial transitória, desinstitucionalização e reabilitação psicossocial. Na segunda etapa, foi realizada uma revisão de escopo nas bases LILACS, PubMed, Web of Science e Scopus para identificar indicadores de estrutura, processo e resultado. A revisão de escopo identificou um conjunto robusto de indicadores, incluindo aqueles relacionados à disponibilidade de serviços, capacitação de profissionais, continuidade do cuidado, resolutividade e impacto nos desfechos clínicos e sociais. Esses indicadores foram então alinhados ao modelo lógico, compondo uma proposta integrada de monitoramento e avaliação da rede. A proposta reforça a necessidade de instrumentos que não apenas avaliem a oferta e uso de serviços, mas também capturem os resultados no âmbito da reabilitação psicossocial e na reinserção social. Além disso, a pesquisa aponta para lacunas na disponibilidade de indicadores padronizados e recomendações sobre a integração de sistemas de informação para fortalecer o acompanhamento longitudinal da rede.”