“PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA MALÁRIA EM GESTANTES NA REGIÃO AMAZÔNICA ENTRE 2012 E 2023."
“Malária; Vigilância epidemiológica; Gravidez; Região Amazônica.”
“A malária é um grave problema de saúde pública, especialmente na região Amazônica, onde a transmissão permanece elevada. As gestantes compõem um grupo de risco, pois a infecção pode resultar em complicações maternas e neonatais. Este estudo teve como objetivo descrever o perfil epidemiológico da malária em gestantes na região Amazônica entre 2012 e 2023, analisando fatores de risco, padrões de distribuição e acesso ao diagnóstico e tratamento. Trata-se de um estudo descritivo, baseado em dados secundários do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Malária (Sivep-Malária), do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (Sinasc). Foram analisadas variáveis sociodemográficas, clínicas e epidemiológicas, considerando fatores como faixa etária, raça/cor, escolaridade, período gestacional, espécie do parasito e tempo para início do tratamento. Os resultados indicaram que a maioria dos casos ocorreu entre mulheres pardas e indígenas, refletindo a distribuição populacional da região. Além disso, a malária por Plasmodium vivax foi predominante, representando aproximadamente 81% dos casos. Foi observada uma redução na incidência ao longo do período, embora o acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento oportuno ainda sejam um desafio, especialmente em áreas remotas. O estudo reforça a necessidade de aprimoramento da vigilância epidemiológica, ampliação do acesso à atenção pré-natal e desenvolvimento de estratégias específicas para minimizar os impactos da malária gestacional. Os achados podem subsidiar ações do Programa Nacional de Controle da Malária, com vistas à eliminação da doença como um problema de saúde pública.