PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA SÍFILIS CONGÊNITA NO DISTRITO FEDERAL: ANÁLISE DOS CASOS NOTIFICADOS ENTRE 2015 E 2024.
Sífilis congênita; Transmissão vertical; Pré-natal; Gestante
A sífilis em gestante e a sífilis congênita são indicadores sensíveis de impacto para a saúde das mulheres e das crianças, considerado, portanto, um problema de saúde pública no Brasil, apesar dos avanços na cobertura do pré-natal e no acesso ao diagnóstico. Os dados epidemiológicos apontam a persistência de altos índices de incidência, mesmo em regiões com cobertura de pré-natal ampliada, como é o caso do Distrito Federal. Nesse contexto, a persistência de casos de sífilis congênita indica falhas no diagnóstico oportuno, tratamento adequado das gestantes e parceiros, e na vigilância efetiva dos casos notificados. Objetivo: Analisar os fatores associados à ocorrência de sífilis congênita em filhos de residentes do Distrito Federal, com base nos casos notificados entre 2015 e 2024. Métodos: Trata-se de uma pesquisa epidemiológica, observacional, descritiva e retrospectiva, com abordagem quantitativa, utilizando dados secundários provenientes do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). A população do estudo é composta por todos os casos notificados de sífilis congênita no período delimitado, sem amostragem, visando à análise censitária. As variáveis investigadas abrangem características sociodemográficas, dados sobre o acompanhamento pré-natal, diagnóstico e tratamento da sífilis, tratamento da parceria sexual e desfechos neonatais. Resultado: A partir da análise e sistematização dos dados, espera-se traçar o perfil sociodemográfico de gestantes, parturientes e puérperas notificadas com sífilis cujos filhos evoluíram para sífilis congênita, identificando fatores clínicos, obstétricos e epidemiológicos associados ao agravo no Distrito Federal. Além disso, pretende-se reconhecer falhas na linha de cuidado materno-infantil.