Aprender Informalmente no Trabalho: O Papel da Insegurança no Emprego
Insegurança no emprego; Aprendizagem informal; Estratégias de aprendizagem no trabalho; Desenvolvimento profissional; Psicologia organizacional
Esta tese investigou a relação entre a Insegurança no Emprego (IE) e os Comportamentos de Aprendizagem Informal (CAIs), considerando diferentes formas contratuais e contextos organizacionais. O objetivo foi compreender como a percepção de ameaça ao emprego afeta estratégias de aprendizagem autodirigidas, fundamentais à adaptação contínua no trabalho contemporâneo. A pesquisa envolveu duas revisões integrativas — uma sobre CAIs e outra sobre IE — e dois estudos empíricos. O Estudo 1, com 304 trabalhadores brasileiros, analisou associações entre diferentes dimensões da IE e as EATs (estratégias de aprendizagem no trabalho). Os resultados mostraram que a IE cognitiva esteve negativamente correlacionada às EATs, indicando que a ameaça percebida compromete o engajamento em ações de desenvolvimento profissional. O Estudo 2, com delineamento longitudinal durante um processo de reestruturação organizacional, revelou que a IE cognitiva esteve associada especialmente à redução da reflexão, sugerindo um padrão de retraimento diante da ameaça percebida. A tese avança ao demonstrar que a IE impacta não apenas o bem-estar, mas também prejudica mecanismos autorregulatórios da aprendizagem informal. Conclui-se que compreender como diferentes formas de IE afetam os CAIs é crucial para organizações que desejam promover adaptabilidade, empregabilidade e desenvolvimento em contextos marcados pela instabilidade.