Arquitetura e (re)criação: imagem arquetípica, arquétipo e arche
Arquétipo; Arche; Psique; Estética; Torre Bollingen.
A obra arquitetônica, quando apreciada esteticamente, é capaz de aproximar e de conectar sua composição com as emoções do espectador que a convive. Dessa premissa, a pesquisa visa verificar de que maneira a arquitetura pode (re)criar psiquicamente o conviva, segundo certos princípios que Jung tratou como arquétipo e que Platão tratou como arche, demonstrando interinfluências psíquicas entre arquitetos-artistas e convivas de suas obras. A pesquisa tem a intenção de concentrar esforços na teoria dos arquétipos junguianos, e, primeiramente, é necessário elucidar a teoria platônicas sobre arche e a teoria freudiana sobre psique, que norteiam a e sustentam a teoria de Jung. Em seguida, faz-se necessário compreender a importância dos mythoi como expressão das emoções, das sensações e das intuições humanas, a fim de reconhecer que a aisthesis é fundamental para os arquétipos. Adiante, a residência de Jung, conhecida como Torre Bollingen, será analisada morfologicamente e esteticamente, frente às transformações psíquicas relatadas pelo próprio psicólogo, a fim de demonstrar como as imagens arquetípicas presentes na obra se manifestavam por meio da psique de Jung e, ao mesmo tempo, as transformava. Ao final da pesquisa, busca-se avaliar a possibilidade de (re)criação psíquica do conviva por meio da arquitetura, a partir das interpretações e análises feitas anteriormente, evidenciando como as obras arquitetônicas atuam como transformadores ativos da psique tanto do arquiteto-artista como dos convivas.