Para traçar o perfil profissional do egresso, o NDE da Engenharia Automotiva prosseguiu com as análises e discussões para compreender, de forma específica, quais seriam o conjunto de competências e habilidades necessárias para se alcançar o objetivo previamente estabelecido. O NDE concluiu que os egressos do curso de Engenharia Automotiva da Universidade de Brasília devem ser engenheiros automotivos plenos com um perfil generalista, com alta qualificação científica e tecnológica, éticos, socialmente responsáveis, humanistas, críticos e reflexivos; que sejam capazes de atuar em todo o ciclo de vida do produto automotivo (desde a concepção, análise de viabilidade, projeto, síntese, manufatura, pós-vendas e descarte), garantindo as características mencionadas no Art. 3 da Resolução CNE/CES n. 2/2019. O egresso deve ter as seguintes competências e habilidades:
Competências e Habilidades Gerais (Citação textual DCN, 2019):
1. Formular e conceber soluções desejáveis de engenharia, analisando e compreendendo os usuários dessas soluções e seu contexto:
a. ser capaz de utilizar técnicas adequadas de observação, compreensão, registro e análise das necessidades dos usuários e de seus contextos sociais, culturais, legais, ambientais e econômicos;
b. formular, de maneira ampla e sistêmica, questões de engenharia, considerando o usuário e seu contexto, concebendo soluções criativas, bem como o uso de técnicas adequadas;
2. Analisar e compreender os fenômenos físicos e químicos por meio de modelos simbólicos, físicos e outros, verificados e validados por experimentação:
a. ser capaz de modelar os fenômenos, os sistemas físicos e químicos, utilizando as ferramentas matemáticas, estatísticas, computacionais e de simulação, entre outras.
b. prever os resultados dos sistemas por meio dos modelos;
c. conceber experimentos que gerem resultados reais para o comportamento dos fenômenos e sistemas em estudo.
d. verificar e validar os modelos por meio de técnicas adequadas;
3. Conceber, projetar e analisar sistemas, produtos (bens e serviços), componentes ou processos:
a. ser capaz de conceber e projetar soluções criativas, desejáveis e viáveis, técnica e economicamente, nos contextos em que serão aplicadas;
b. projetar e determinar os parâmetros construtivos e operacionais para as soluções de Engenharia;
c. aplicar conceitos de gestão para planejar, supervisionar, elaborar e coordenar projetos e serviços de Engenharia;
4. Implantar, supervisionar e controlar as soluções de Engenharia:
a. ser capaz de aplicar os conceitos de gestão para planejar, supervisionar, elaborar e coordenar a implantação das soluções de Engenharia.
b. estar apto a gerir, tanto a força de trabalho quanto os recursos físicos, no que diz respeito aos materiais e à informação;
c. desenvolver sensibilidade global nas organizações;
d. projetar e desenvolver novas estruturas empreendedoras e soluções inovadoras para os problemas;
e. realizar a avaliação crítico-reflexiva dos impactos das soluções de Engenharia nos contextos social, legal, econômico e ambiental;
5. Comunicar-se eficazmente nas formas escrita, oral e gráfica:
a. ser capaz de expressar-se adequadamente, seja na língua pátria ou em idioma diferente do Português, inclusive por meio do uso consistente das tecnologias digitais de informação e comunicação (TDICs), mantendo-se sempre atualizado em termos de métodos e tecnologias disponíveis;
6. Trabalhar e liderar equipes multidisciplinares:
a. ser capaz de interagir com as diferentes culturas, mediante o trabalho em equipes presenciais ou a distância, de modo que facilite a construção coletiva;
b. atuar, de forma colaborativa, ética e profissional em equipes multidisciplinares, tanto localmente quanto em rede;
c. gerenciar projetos e liderar, de forma proativa e colaborativa, definindo as estratégias e construindo o consenso nos grupos;
d. reconhecer e conviver com as diferenças socioculturais nos mais diversos níveis em todos os contextos em que atua (globais/locais);
e. preparar-se para liderar empreendimentos em todos os seus aspectos de produção, de finanças, de pessoal e de mercado;
7. Conhecer e aplicar com ética a legislação e os atos normativos no âmbito do exercício da profissão:
a. ser capaz de compreender a legislação, a ética e a responsabilidade profissional e avaliar os impactos das atividades de Engenharia na sociedade e no meio ambiente.
b. atuar sempre respeitando a legislação, e com ética em todas as atividades, zelando para que isto ocorra também no contexto em que estiver atuando; e
8. Aprender de forma autônoma e lidar com situações e contextos complexos, atualizando-se em relação aos avanços da ciência, da tecnologia e aos desafios da inovação:
a. ser capaz de assumir atitude investigativa e autônoma, com vistas à aprendizagem contínua, à produção de novos conhecimentos e ao desenvolvimento de novas tecnologias.
b. aprender a aprender
Competências e Habilidades Específicas:
1. Conhecer e aplicar os materiais empregados na fabricação de veículos;
2. Conhecer e selecionar adequadamente os processos de fabricação associados a manufatura de veículos;
3. Desenvolver projeto mecânico do veículo e de suas partes com ênfase no comportamento mecânico de estruturas e dinâmica dos sistemas automotivos;
4. Compreender e aplicar os fundamentos de termodinâmica e fenômenos termomecânicos associados aos veículos automotivos;
5. Conhecer os sistemas de motorização de veículos convencionais (motores Otto e Diesel) e alternativos;
6. Aplicar os fundamentos de eletrônica e de engenharia de software veicular bem como nos mecanismos de controle e atuação associados;
7. Aplicar os conhecimentos em gestão da produção e os aspectos gerenciais, econômicos e comerciais vinculados ao setor automotivo;
8. Conhecer e aplicar os fundamentos de design industrial e avaliação de tendências no mercado automotivo;
9. Desenvolver software embarcado automotivo aplicando técnicas de projetos baseados em modelos
10. Desenvolver, na área de Segurança Veicular, funções ADAS (Sistemas Avançados de Auxílio à Condução).
2.1. Metodologia e Princípios Pedagógicos
A UnB, no seu Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2023-2028, apresenta os princípios e diretrizes em que estão baseadas as práticas acadêmicas: promoção da aprendizagem com garantia da acessibilidade metodológica; as formas de incentivo à autonomia do discente; a interdisciplinaridade, a articulação teórico-prática e a flexibilidade curricular; e a integração entre a graduação e a pós-graduação entre outras.
2.1.1. Princípios Pedagógicos
2.1.1.1. Interdisciplinaridade
A interdisciplinaridade e a dinâmica curricular integrada na UnB orientam a busca pela diversidade, pela criatividade e pela troca de conhecimento. Também amplia a formação dos estudantes e influencia na articulação e integração de diferentes instâncias que existem na Universidade, tais como diferentes campos de conhecimento e os diferentes contextos pedagógicos, acadêmicos, administrativo e social. Em particular, a concepção do campus incentiva a interdisciplinaridade entre os cursos oferecidos na graduação: Engenharia Automotiva, Engenharia Aeroespacial, Engenharia de Energia, Engenharia Eletrônica e Engenharia de Software.
A nova estrutura curricular proposta neste PPC amplia a interdisciplinaridade do curso através da introdução de disciplinas específicas ministradas a partir dos conceitos de aprendizagem baseada em projetos, trilhas de aprendizagem, atividades acadêmicas complementares, oportunidade de participação em projetos de extensão e estágio supervisionado obrigatório.
Alguns componentes curriculares possuem característica integradora e de alta multidisciplinaridade, e foram definidos como pertencentes ao conjunto de Conteúdos Transversais e Interdisciplinares, em que é determinada a obrigatoriedade de quatro trabalhos de síntese e integração dos conhecimentos adquiridos ao longo do curso de graduação: Trabalho de Conclusão de Curso 1 e 2 e os Projeto Integradores de Engenharia 1 e 2, descritos em tópicos anteriores.
2.1.1.2. Flexibilização
A flexibilidade curricular é essencial para garantir a adaptabilidade do curso as mudanças da sociedade e dum mercado de trabalho cada vez mais dinâmico. O curso de Engenharia Automotiva abrange áreas de conhecimento de diferentes cursos como a engenharia mecânica, eletrônica e elétrica, como por exemplo projetos mecânicos, estruturais e dinâmicos, termo-fluídos, materiais e manufatura, gestão da produção, design, eletrônica veicular, software automotivo e eletrificação. Com tantas áreas que o aluno pode se interessar a flexibilidade é fundamental para alcançar competências
pretendidas no perfil do egresso.
Quando o aluno tem um papel ativo na sua formação aumenta sua autonomia, já que pode escolher em que se aprofundar segundo sua área de interesse profissional, pode escolher as formas de aprendizagem que melhor se adaptem a sua realidade social, cultural e cognitiva, estimulando a inclusão, o que traz como consequência o aumento da motivação dele, diminuindo a possibilidade de evasão.
A flexibilização começa nos componentes obrigatórios desta estrutura curricular. Ainda que obrigatórias, as disciplinas e atividades interdisciplinares como Projetos Integradores, TCC e Estágio permitem que o aluno escolha a área de estágio ou tema do seu projeto segundo seu interesse. Consistente com o princípio de flexibilidade do curso, parte das atividades de extensão é de livre escolha do aluno e pode integralizar as mesmas através de Atividades Integralizadoras de Formação Autônoma, previstas na matriz curricular.
Os Componentes Optativos são disciplinas de conteúdo específico do curso que o aluno escolhe para complementar os conhecimentos em determinada área do conhecimento, por exemplo, projetos de veículos, termo fluidos, eletroeletrônica, materiais, processos etc. Para melhor orientar aos alunos segundo seu interesse o curso propõe trilhas de aprendizagem que incluem disciplinas e atividades focadas na formação de competências necessárias para o mercado de trabalho.
A formação livre, representada através dos componentes eletivos, constitui de componentes curriculares desenvolvidos pelo estudante com base em seus interesses pessoais, que não fazem parte das atividades do ciclo básico, nem das profissionalizantes, nem das optativas, nem das integradoras. Podem ser cursadas em qualquer um dos campis da Universidade de Brasília.
Além dos componentes curriculares, a carga horária pode ser distribuída em diferentes atividades geradoras de carga horária, como: participação em eventos; monitoria; iniciação científica; docência e extensão; estágio não supervisionado; projetos multidisciplinares; visitas técnicas; trabalhos em equipe; participação em empresas juniores; entre outras.
As atividades podem abranger programas como: o Programa de Iniciação Científica (PIBIC) ou Programa de Educação Tutorial (PET), que tem o objetivo de melhorar a qualidade do ensino de graduação oferecendo uma formação acadêmica de excelente nível. Este é um programa de caráter tutorial formado por um grupo composto de um tutor e doze bolsistas. Todos estes programas preveem bolsas remuneradas; comprovante de participação como voluntário nos programas PIBIC e PIBEX, além da concessão de carga horária eletiva. A integralização destas atividades no histórico escolar é dependente da submissão e aprovação do Colegiado de
Graduação da FCTE.
2.1.1.3. Articulação Teoria, Prática e Contexto de Aplicação
No âmbito do curso, as práticas curriculares que proporcionam a articulação entre a teoria, a prática e o contexto de aplicação encontram-se em:
· Disciplinas com aulas teóricas e práticas obrigatórias: na nova proposta curricular contida neste PPC, aproximadamente 30% do total de horas do curso correspondem a atividades práticas e laboratoriais, que incluem laboratórios de conteúdos básicos, como física, química, materiais, eletricidade aplicada, eletrônica, fenômenos de transporte, até atividades práticas nas disciplinas de Projetos (Design de Veículos, Projeto de Sistemas Automotivos etc.) e laboratoriais em disciplinas de ciclo profissionalizante (Acústica e Vibrações Veiculares, Métodos experimentais para Engenharia, Fundamentos de Software Automotivo etc.)
· Desenvolvimento de projetos (Projetos integradores, TCC);
· Estágios supervisionados, obrigatório e não obrigatório.
· Atividades complementares
· Uso de metodologias para aprendizagem ativa, como forma de promover uma educação mais centrada no aluno.
Estas práticas consideram os seguintes elementos de cunho pedagógico:
· Abordagem prática de problemas de engenharia: Um engenheiro necessita de dois pilares importantes em sua formação. O primeiro é a base forte de formação teórica, que permite acompanhar constantemente as transformações tecnológicas da profissão. O segundo componente relaciona-se ao saber fazer, ou seja, a incorporação individual do componente prático de operacionalização do conhecimento e da materialização de um projeto. O componente de aprender-fazendo deve ser incorporado necessariamente à práxis da formação. Propõe-se que a aprendizagem do estudante esteja voltada para o processo de investigação e obtenção de informações que leve o futuro profissional a buscar os meios necessários para produzir seu próprio conhecimento. É imprescindível que os novos recursos tecnológicos sejam utilizados neste novo processo, que o professor e os estudantes possam fazer uso de ferramentas multimídia, computadores, softwares, entre outros.
· Aproximação contínua com a indústria: A atuação do Engenheiro pode se dar em diversas escalas do setor industrial e de serviços. Dessa forma, empresas de diversos portes, atuantes direta ou indiretamente no setor (em particular as instaladas no DF e região de influência) devem conviver com o ambiente acadêmico do curso. Esta interação deve ser fomentada pela realização de atividades diversas, contemplando visitas técnicas, estágio e pesquisa cooperativa;
· Inserção do grupo de docentes: Essa aproximação do corpo docente com empresas e intuições do setor deve ser fomentada por meio da pesquisa aplicada e do convívio institucional estimulado por conferências e encontros diversos envolvendo empresas do setor e o corpo docente e discente da Faculdade UnB Gama. É desejável também que os docentes responsáveis por disciplinas do ciclo básico, tais como as disciplinas de matemática e física, direcionem seus exemplos para aplicações em engenharia;
· Aprendizado por projeto: A estrutura curricular proposta contempla a inserção constante do estudante em atividades de projeto. Ao longo de toda a formação, são implementadas disciplinas integradoras que contemplem a execução de projetos afins
· Exemplos didáticos focados em temas de Engenharia Automotiva: A prática pedagógica em todas as disciplinas deve envolver exemplos ilustrativos, contemplando as diversas vertentes dessa especialidade;
· Relação com a pesquisa e pós-graduação: É necessário que o corpo docente atue fortemente em pesquisa, direta ou indiretamente direcionada para temas de Engenharia. Incentiva-se a atuação do corpo docente em programas de pós-graduação estabelecidos na Universidade de Brasília e que tenham relação com a temática. A inserção de estudantes de graduação no universo da pesquisa aplicada é importante, por meio da participação em projetos de iniciação científica;
· Projetos Integradores: A implantação de “projetos integradores”, a princípio, revelou- se como recurso essencial para complementar a formação profissional, como forma dos estudantes se beneficiarem de um ambiente de aprendizagem propício ao desenvolvimento de habilidades e competências usualmente pouco frequentes em disciplinas tradicionais. Assim visa-se a contemplar a participação dos estudantes das cinco engenharias, simultaneamente, em suas diversas competências de modo a proporcionar ao estudante a possibilidade de pôr em prática os conhecimentos teóricos já aprendidos, e instigando a pesquisa por assuntos ainda não abordados em sala de aula. Sendo assim, propõe-se a participação de tutores das cinco engenharias, incluindo os docentes de tronco comum (tais como, físicos, matemáticos e químicos) em cada grupo de forma a orientar esta integração;
· Monitoria: É esperado que a atividade proporcione ao monitor, considerando suas potencialidades, experiências relativas à docência e que estas não se limitem a um trabalho específico e repetitivo de apoio ao professor, como corrigir relatórios ou listas de exercícios. Sob a orientação do professor responsável, devem ser propostas tarefas ou projetos didáticos que demandem estudo, planejamento, elaboração, análise de resultados e síntese e, ainda, que proporcionem a melhoria do ensino, o desenvolvimento do monitor e desperte nele o interesse pela docência.
Para fomentar a articulação entre teoria e prática e contexto de aplicação, o curso
de Engenharia Automotiva reconhece a importância do desenvolvimento de atividades específicas no âmbito do curso. Estas atividades têm por finalidade permitir que os estudantes apliquem os conhecimentos adquiridos nas disciplinas em projetos práticos, com objetos específicos e metas a serem cumpridas. Neste sentido, o curso apoia formalmente as seguintes atividades como sendo atividades específicas do curso:
· Projeto UnBaja: Neste projeto, os estudantes devem aplicar os conhecimentos adquiridos em sala de aula em um projeto prático. Eles devem formar uma equipe para representar a UnB na competição BAJA SAE. Nesta competição, os estudantes se envolvem em um caso real de projeto de veículo do tipo BAJA, atuando na concepção, no projeto detalhado e na construção de um veículo a motor de combustão interna. Posteriormente, eles devem participar, ao menos de uma, das competições promovidas pelo BAJA SAE Brasil.
· Projeto Fórmula SAE Elétrico: Neste projeto, os estudantes devem aplicar os conhecimentos adquiridos em sala de aula em um projeto prático. Eles devem formar uma equipe para representar a UnB na competição Fórmula SAE Elétrico. Nesta competição, os estudantes se envolvem em um caso real de projeto de veículo, atuando na concepção, no projeto detalhado e na construção de um veículo elétrico. Por último, os estudantes devem participar, ao menos de uma, das competições promovidas pela Fórmula SAE Elétrico.
2.1.1.4. Acessibilidade Metodológica
A acessibilidade é um princípio da UnB e para isso são implementadas políticas especificas que garantam acessibilidade arquitetônica, metodológica, nas comunicações, entre outras.
O corpo docente de Engenharia Automotiva, com o objetivo de derrubar barreiras pedagógicas, trabalha com metodologias variadas que incluem a diversificação de métodos e recursos para viabilizar a formação de estudantes com deficiência. Tanto as metodologias ativas, que são fundamentais para adaptar cada necessidade a cada aluno, como os recursos da biblioteca que facilitam a acessibilidade a pessoas com problemas auditivos e a flexibilização de tempo nas avaliações, entre outras contribuem para uma formação inclusiva.
Para acompanhar as demandas, a instituição conta com a Diretoria de Acessibilidade (DACES) do Decanato de Assuntos Comunitários (DAC) que tem como objetivo principal garantir e promover a acessibilidade de forma transversal na Universidade de Brasília (UnB). Seu foco é ampliar as condições de acesso, participação e aprendizagem para estudantes com deficiência e/ou necessidades educacionais específicas. Conforme estabelecido no Decreto nº 7.611/2011, a DACES atua como o núcleo de acessibilidade da UnB, sendo responsável pela implementação, monitoramento e avaliação da Resolução CAD nº 50/2019, que institui a Política de
Acessibilidade da instituição.
Para maiores informações relacionadas à acessibilidade metodológica, digital, comunicacional, entre outros dentro do âmbito da UnB e no curso ver os tópicos 2.1.8, 2.6.2.2, 4.1.8 e 4.2.
2.1.2. Metodologias e Recursos para o ensino-aprendizagem
As metodologias e os recursos utilizados no curso de Engenharia Automotiva são adequados às especificidades de cada componente curricular e são descritos no Plano de Ensino disponibilizado no início das aulas de cada semestre.
Ainda as aulas expositivas são predominantes dentro da carga horária de teoria das disciplinas, mas as aulas práticas em sala de aula ou laboratórios chegam a ser aproximadamente um 30% da carga horária total do curso, promovendo a integração teoria e prática. Por outra parte as metodologias ativas são cada vez mais usadas pelos docentes para alcançar os objetivos de aprendizagem dos componentes curriculares.
2.1.2.1. Uso de Metodologias para Aprendizagem Ativa
Nos modelos de ensino convencional o professor é o centro do processo de aprendizagem, já que geralmente faz uso de aulas expositivas para passar o conhecimento aos alunos, que tem um papel passivo. Já nos modelos que usam as metodologias para aprendizagem ativa as atividades realizadas têm como objetivo tornar ao aluno protagonista no processo de construção do seu próprio conhecimento. Umas das vantagens das metodologias ativas são maior envolvimento, engajamento e autonomia por parte do aluno se comparado ao ensino tradicional.
Levando em consideração essas e outras vantagens as novas Diretrizes Curriculares dos cursos de Engenharia estabelece no Art. 6: “...Os projetos pedagógicos dos cursos de graduação em Engenharia devem especificar e descrever claramente:...
“§ 6º Deve ser estimulado o uso de metodologias para aprendizagem ativa, como forma de promover uma educação mais centrada no aluno...”
Seguindo esta tendencia na educação e cumprindo com as DCNs de Engenharia dentro do curso de Engenharia Automotiva já são usados alguns tipos dessas metodologias, exemplos:
· Aprendizado por problemas: a metodologia tem como objetivo que os alunos resolvam uma situação-problema, geralmente de forma colaborativa, usando a teoria apresentada pelo professor em sala, buscando outras informações através da pesquisa, discutindo entre eles para chegar a uma solução e verificando posteriormente com o professor se foram alcançados os objetivos de ensino-aprendizagem.
· Estudo de Casos: Metodologia onde o aluno é exposto a problemas reais.
Comummente usada nas disciplinas de cursos de engenharia também está presente no curso.
· Aprendizado por Projetos: ainda que com princípios similares ao aprendizado por problemas, esta metodologia é mais abrangente já que o aluno deve dar solução a uma situação em que deve especificar “O quê?”, “Para quem?”, “Por que?”, “Como?”.
· Sala de Aula Invertida: fazendo uso das plataformas tecnológicas disponíveis na UnB é disponibilizado conteúdo (seja em artigo, vídeos, entre outras) para estudar antes do horário de aula. Dessa forma o tempo de aula é usado para fazer atividades práticas relacionadas ao conteúdo.
· Pesquisas de campo: outra metodologia muito usada na engenharia e que vincula a teoria com a extensão universitária. Usado em disciplinas que incluem visitas técnicas para posteriormente elaborar relatórios e/ou laudos.
· Aprendizagem entre pares (ou times): é uma metodologia ativa que incentiva o debate e a reflexão em conjunto. Para isso, a turma de alunos é dividida entre pares ou grupos com o objetivo de gerar a troca de ideias sobre o conteúdo estudado. No ensino de engenharia é usualmente combinada esta metodologia com a aprendizagem por problemas/projetos.
Algumas das disciplinas do curso que já usam as metodologias por aprendizagem ativa são: Projeto Integrador 1 e 2, Desenho Industrial Assistido por Computador, Mecânica dos Sólidos 2, Engenharia de Manutenção, Gestão da Produção e Qualidade, Gestão Automotiva, Integração e Teste, Projeto de Elementos Automotivos, Análise Estrutural Método de elementos Finitos, entre outras.
2.1.2.2. Trilhas de Aprendizagem
O curso de Engenharia Automotiva tem como objetivo formar um engenheiro com perfil generalista. As disciplinas obrigatórias do curso abrangem tanto as áreas clássicas da engenharia mecânica automotiva como novas áreas que foram surgindo, acompanhando a evolução dos veículos. Devido à abrangência do mercado de trabalho e considerando as preferencias de cada aluno é proposto ao discente uma formação seguindo Trilhas de Aprendizagem. Estas são ferramentas importantes para a orientação do aluno, dando a este um papel mais ativo no processo de sua própria educação e aumentando sua motivação e responsabilidade. A maior vantagem para o curso é que as trilhas permitem adaptar a formação do discente às demandas reais da indústria, ajustando a oferta de disciplinas e atividades segundo a evolução do mercado de trabalho sem mudar significativamente a estrutura curricular.
As trilhas de aprendizagem na graduação em Engenharia Automotiva são caminhos estruturados com o objetivo de desenvolver competências nas áreas de
interesse. A trilha somente sugere um caminho a seguir e o aluno escolhe quando cursar as disciplinas, se vai complementar com componentes de outra trilha ou eletivos ou participar de projetos de extensão vinculados à área de estudo, como equipes de competição. Por meio de sua escolha o aluno pode personalizar sua formação, atendendo a seus interesses e objetivos, mas garantindo a aquisição de conhecimentos e habilidades necessários no mercado do trabalho da área de estudo. O NDE do curso recomenda que o aluno percorra várias trilhas para aprimorar sua formação e para isso foi criada uma tabela com sugestões de integração de trilhas. (Tabela 8)
A definição das trilhas no curso foi planejada usando construção reversa. Ao analisar as mudanças no mercado de trabalho e quais seriam o conjunto de competências e habilidades necessárias que o egresso deve ter, o NDE em conjunto com
o Colegiado do curso propôs trilhas que incluem disciplinas, atividades e projetos onde
o aluno trabalharia as ditas competências. Ainda que na descrição das trilhas são sugeridas somente disciplinas do currículo é fundamental integrar estas com outras atividades realizadas dentro e fora do curso, tais como: participação em Empresas Juniors, Equipes de Competição, pesquisa (IC ou projetos de pesquisa), minicursos, eventos, oficinas, visitas técnicas e outros formatos, que preparam ao aluno para a atuação profissional. Independentemente da trilha escolhida, os Projetos Integradores 1 e 2 são consideradas atividades essenciais.
A seguir as trilhas propostas:
· Trilha 01: Concepção e Design de Veículos centrados no ser humano
Usando conceitos de Desenho Universal, o Design Automotivo tem uma influência significativa na experiência do usuário com o veículo. Este envolve a criação de soluções funcionais, estéticas e centradas no usuário, considerando aspectos complexos como forma, função, materiais e ergonomia, exigindo um trabalho em equipe para criar ferramentas e sistemas que maximizam a usabilidade e a satisfação. Especificamente o estudo de Ergonomia do Produto desempenha um papel essencial na adequação dos veículos às necessidades dos usuários, promovendo conforto, segurança e eficiência no uso. O objetivo desta trilha é que ao final do percurso o estudante seja capaz de pesquisar e integrar questões teóricas e práticas no design utilizando abordagens centradas no ser humano, podendo trabalhar na abordagem de questões importantes da indústria automotiva relacionadas à otimização da experiência do usuário.
Disciplinas incluídas na trilha:
· DESENHO INDUSTRIAL ASSISTIDO POR COMPUTADOR (Disciplina
Obrigatória): Desenvolvimento de habilidades em representação técnica e uso de ferramentas CAD para modelagem de componentes automotivos.
· INTRODUÇÃO AO DESIGN E CONCEPÇÃO DE VEÍCULOS (Disciplina
Obrigatória): Fundamentos teóricos e práticos do design de produto, abordando princípios de forma, função e estética aplicados ao contexto automotivo.
· ERGONOMIA DO PRODUTO (Disciplina Optativa): Estudo das interações entre humanos e veículos, focando em conforto, segurança e eficiência na experiência do usuário.
· TÓPICOS ESPECIAIS EM ENGENHARIA AUTOMOTIVA (Disciplina Optativa):
Disciplina de ementa variável que pode ser utilizada para temas transversais com outras áreas como: Prototipagem e desenvolvimento de experiências veiculares como Mockup, Interfaces multimodais Homem-Máquina, Avaliações heurísticas e testes de usabilidade, O Veículo como "Terceiro Espaço" (Third Living Space), Design Universal e Inclusivo, Monitoramento Biométrico e Saúde (Well-being), Confiança e Transição de Controle para Veículos Autônomos entre outros.
As competências desenvolvidas no transcurso desta trilha podem ser usadas em empregos relacionados ao Design como: Designer de Experiência do Usuário, Designer de Interface de Usuário, Designer de Interação, Analista de Usabilidade e Designer de Produto. Nesse campo, o aluno será um agente propulsor para o desenvolvimento de veículos centrados no ser humano.
· Trilha 02: Sistemas Avançados de Propulsão de Veículos (Powertrain)
Na Engenharia Automotiva um dos sistemas que passam por constante mudança e inovação é o Sistema de Propulsão (Powertrain). As pesquisas nesta área são fundamentais para o futuro da mobilidade, garantindo que esta seja ambientalmente sustentável e econômica. Nesta trilha o aluno aprenderá sobre os avanços em motores, transmissões, combustão e transferência de calor, novos combustíveis, veículos elétricos e híbridos. Se espera que ao final da mesma o aluno seja capaz de otimizar Sistemas de Powertrain considerando critérios de desempenho, eficiência e sustentabilidade, além de conhecer e aplicar conceitos de Eletrificação, Combustão Interna, Híbrido, Célula a Combustível, Combustível Alternativo e Tecnologias de Transmissão. Também estão incluídos nesta trilha conhecimentos teóricos e práticos vinculados aos equipamentos termo fluídos encontrados nos veículos, participando de pesquisas vinculada à gestão térmica destes equipamentos, incluindo o aproveitamento de energia em veículos híbridos e elétricos.
Disciplinas incluídas na trilha:
· FENOMENOS DE TRANSPORTE (Disciplina Obrigatória): Fundamentos teóricos que explicam os mecanismos de transferência relacionados à mecânica
dos fluidos, energia e massa.
· TEORIA E LABORATÓRIO DE ELETRICIDADE APLICADA (Disciplinas
Obrigatórias): Fundamentos teóricos e práticos relacionados aos componentes elétricos, incluindo a análise de circuitos e funcionamento de máquinas elétricas.
· EQUIPAMENTOS TERMOFLUIDOS AUTOMOTIVOS (Disciplina Obrigatória): Fundamentos de termodinâmica, transferência de calor e mecânica dos fluidos aplicados a sistemas automotivos, tais como: sistemas de refrigeração, arrefecimento do motor, sistemas de alimentação de combustível, direção hidráulica e de conforto térmico, entre outros.
· FUNDAMENTOS DE VEÍCULOS ELETRICOS (Disciplina Obrigatória): Introduz conceitos relacionados aos veículos elétricos, como sistemas de propulsão elétrica, armazenamento e gerenciamento de energia, desempenho, autonomia e infraestrutura etc.
· ARQUITETURA DE MOTORES DE COMBUSTÃO INTERNA (Disciplina
Obrigatória): Fundamentos do funcionamento e das estratégias de projeto dos motores alternativos de combustão interna, princípios da engenharia e da termodinâmica na análise de desempenho, na modelagem básica de sistemas de propulsão e na resolução de problemas técnicos.
· TÓPICOS ESPECIAIS EM ENGENHARIA AUTOMOTIVA (Disciplina Optativa):
Disciplina de ementa variável que pode ser utilizada para temas como: Novas tecnologias de combustão, Geração e Armazenamento de Energia em Veículos, Otimização de Desempenho de Motores de Combustão Interna, Controle de Powertrain por Inteligência Artificial, entre outros.
As competências desenvolvidas no transcurso desta trilha podem ser usadas em no mercado de trabalho nas áreas de Eletrificação, Calibração e Testes, Projetos e Simulação, Pesquisa e Inovação etc.
· Trilha 03: Soluções para Engenharia em Materiais e Manufatura
A trilha de aprendizagem em Soluções para Engenharia em Materiais e Manufatura no curso de Engenharia Automotiva busca estruturar a formação do estudante a partir de uma progressão lógica de disciplinas que conectam os fundamentos científicos à aplicação prática na indústria automotiva. Entre as competências centrais, destacam-se: capacidade de selecionar e caracterizar materiais para diferentes aplicações automotivas, domínio dos principais processos de fabricação além da integração entre seleção de materiais, visão detalhada dos fundamentos e práticas relacionadas ao comportamento térmico, dinâmico-mecânico e mecanismos de degradação de materiais automotivos, processos de fabricação e requisitos de projeto,
que prepara o estudante para dimensionar e aplicar diferentes tipos de materiais em componentes reais de veículos.
Disciplinas incluídas na trilha:
· MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO TEÓRICA E EXPERIMENTAL (Disciplina
Obrigatória): Introduz conceitos sobre propriedades e comportamento dos diferentes tipos de materiais.
· MATERIAIS COMPÓSITOS E PLÁSTICOS (Disciplina Obrigatória): Fundamentos de materiais poliméricos e compósitos, processamento e aplicação na engenharia.
· TECNOLOGIAS DE FABRICAÇÃO 1 e TECNOLOGIAS DE FABRICAÇÃO 2
(Disciplinas Obrigatórias): Apresentam os processos, materiais, equipamentos e sistemas utilizados para transformar matérias-primas em produtos.
· INTRODUÇÃO AO DESGASTE (Disciplina Optativa): Fundamentos de Tribologia e de engenharia de superfícies em aplicações de projetos de Engenharia: atrito, desgaste e lubrificação.
· TÓPICOS ESPECIAIS EM ENGENHARIA AUTOMOTIVA (Disciplina Optativa):
Disciplina de ementa variável que pode ser utilizada para temas como: Noções práticas de Usinagem, Análise Térmica de Materiais, Seleção de Materiais para Projetos, Processos avançados de Fabricação, Manufatura sustentável, Materiais inovadores na indústria automotiva, Fabricação de veículos, Modelagem de Montagem para Design e Fabricação, Fundamentos em Manufatura Aditiva Inteligente, Sistemas de Manufatura Inteligentes, Cadeia de Suprimentos e Manufatura Global entre outros.
O egresso que percorre esta trilha estará preparado para atuar em áreas estratégicas como P&D em novos materiais e processos de fabricação, projetos de eficiência energética e sustentabilidade automotiva utilizando novos materiais, além de inovação em materiais compósitos, polímeros, cerâmicos e ligas metálicas, posicionando-se como um profissional diferenciado e de alta relevância para a indústria automotiva.
· Trilha 04: Modelagem de Elementos e Estruturas de Veículos
As estruturas do veículo têm um papel essencial no desempenho do veículo e na segurança e conforto dos ocupantes. Atualmente os estudos estão focados na leveza das estruturas como forma de alcançar melhor eficiência de combustível e dirigibilidade. Os sistemas CAE (Computer-Aided Engineering ou Engenharia Assistida por Computador) utilizam simulações computacionais para calcular e otimizar projetos com menos custos e tempo de execução, sendo amplamente usados na indústria
automotiva. Integrado aos projetos em CAE a trilha inclui disciplinas que fornecem aos estudantes os fundamentos para compreender, modelar e analisar sistemas veiculares complexos. Ao finalizar a trilha o aluno deve ser capaz de aplicar conceitos estruturais avançados e métodos de análise de projeto para estruturas do veículo, incluindo projetos com o objetivo de minimizar a ocorrência e as consequências de colisões de trânsito envolvendo veículos motorizados.
Disciplinas incluídas na trilha:
· DINÂMICA DOS MECANISMOS (Disciplina Obrigatória): fundamentos teóricos necessários para o estudo do movimento plano de corpos rígidos, desenvolvendo no estudante habilidades na modelagem de sistemas mecânicos, em seu aspecto cinemático e dinâmico.
· PROJETO DE ELEMENTOS AUTOMOTIVOS (Disciplina Obrigatória): Fundamentos teórico e práticos relacionados ao projeto de elementos de máquinas.
· PROJETO DE SISTEMAS AUTOMOTIVOS (Disciplina Obrigatória): Projetos de Sistemas Automotivos via aplicação CAD/CAE; utilizando modelagem computacional para posterior verificação e validação via técnicas experimentais no desenvolvimento de autopeças, elementos automotivos e estruturas automotivas completas.
· ACÚSTICA E VIBRAÇÕES VEICULARES (Disciplina Obrigatória): Conhecimento teórico e prático necessário para compreender, modelar, analisar e controlar fenômenos de vibrações e acústica na engenharia, permitindo diagnosticar problemas vibracionais e acústicos em sistemas mecânicos, propor soluções técnicas eficazes, e aplicar as normativas pertinentes, considerando os aspectos de conforto e segurança.
· DINÂMICA DE VEÍCULOS (Disciplina Obrigatória): Princípios fundamentais da dinâmica veicular, incluindo aceleração, frenagem, estabilidade, vibração e interação pneu-solo, com foco na análise e otimização do desempenho de veículos automotivos.
· ANÁLISE ESTRUTURAL MÉTODO DOS ELEMENTOS FINITOS (Disciplina
Optativa): Fundamentos do Método dos Elementos Finitos, MEF, aplicados na avaliação dos efeitos das cargas que incidem sobre os elementos de uma estrutura.
· ANÁLISE DINÂMICA MÉTODOS DOS ELEMENTOS FINITOS (Disciplina
Optativa): Fundamentos da análise dinâmica de estruturas e sistemas mecânicos, com ênfase na formulação via elementos finitos, capacitando ao aluno a modelar e interpretar respostas dinâmicas estruturais sob excitações diversas, utilizando
métodos numéricos e ferramentas computacionais profissionais.
· PROJETO DE ESTRUTURAS DE VEICULOS (Disciplina Optativa): Desenvolvimento de estruturas mecânicas usando modelagem computacional aplicáveis ao projeto de veículos com uma visão criativa e reflexiva.
· PROJETO DE VEÍCULOS (Disciplina Optativa): Fornece ao aluno ferramentas direcionadas à elaboração e análise de projetos de veículos automotores, com detalhamento dos principais componentes e subsistemas automotivos envolvidos.
· TÓPICOS ESPECIAIS EM ENGENHARIA AUTOMOTIVA (Disciplina Optativa):
Disciplina de ementa variável que pode ser utilizada para temas como: Simulação computacional de acidente de veículos, Testes experimentais de colisões em veículos, Inovações no projeto de estrutura de veículos, Novos materiais na fabricação de estruturas de veículos etc.
Os egressos que seguirem esta trilha poderão atuar em indústrias automotivas, empresas de consultoria em engenharia estrutural, setores de desenvolvimento de novos materiais e simulação computacional aplicada ao projeto de veículos
· Trilha 05: Dinâmica, Acústica e Vibrações Veiculares (NVH - Noise, Vibration and Harshness)
O estudo da Dinâmica, Acústica e Vibrações Veiculares (NVH) é importante para melhorar a experiencia e segurança do usuário, o desempenho do veículo, sua integridade estrutural e auxiliar no diagnóstico de falhas. Ao finalizar a trilha o aluno será capaz de compreender os princípios da dinâmica veicular, otimizar o desempenho da dinâmica do veículo dentro de sistemas maiores do veículo, analisar e interpretar fenômenos vibroacústicos em veículos, empregar técnicas experimentais e computacionais para caracterização de NVH, projetar soluções de controle de ruído e vibração considerando desempenho subjetivo e objetivo, entre outros.
Disciplinas incluídas na trilha:
· ACÚSTICA E VIBRAÇÕES VEICULARES (Disciplina Obrigatória): Conhecimento teórico e prático necessário para compreender, modelar, analisar e controlar fenômenos de vibrações e acústica na engenharia, permitindo diagnosticar problemas vibracionais e acústicos em sistemas mecânicos, propor soluções técnicas eficazes, e aplicar as normativas pertinentes, considerando os aspectos de conforto e segurança.
· DINÂMICA DE VEÍCULOS (Disciplina Obrigatória): Princípios fundamentais da dinâmica veicular, incluindo aceleração, frenagem, estabilidade, vibração e interação pneu-solo, com foco na análise e otimização do desempenho de veículos
automotivos.
· SENSORES E TRANSDUTORES (Disciplina Optativa): Fundamentos de instrumentação, sensores e transdutores e suas especificações e aplicações na Engenharia Automotiva.
· INTEGRAÇÃO E TESTE (Disciplina Optativa): Introdução de conhecimentos aplicados à produtividade usando ferramentas direcionadas à elaboração, análise e experimentação de projetos de engenharia, incluindo novos conceitos da estatística aplicada à engenharia para melhorar da qualidade e a redução do tempo na experimentação, integrando conhecimentos com o objetivo de validar modelos de engenharia e protótipos e solucionando problemas multidisciplinares.
· TÓPICOS ESPECIAIS EM ENGENHARIA AUTOMOTIVA (Disciplina Optativa):
Disciplina de ementa variável que pode ser utilizada para temas como: Vibroacústica Computacional, Acústica Subjetiva, Características e testes de Pneus, Diagnóstico de falhas usando métodos NVH etc.
O profissional formado poderá atuar em departamentos de P&D automotivo, empresas de consultoria em acústica e vibrações, empresas que desenvolvem suspensões, pneus e sistemas de isolamento térmico e acústico, laboratórios de certificação de veículos e fornecedores de componentes acústicos e antivibratórios.
· Trilha 06: Veículos Autônomos: Dinâmica, Controle e Software Automotivo
O setor automotivo aposta que o futuro da mobilidade está vinculado à direção autônoma e conectada. Para ser parte desta transição na indústria o estudante de Engenharia Automotiva precisa integrar conhecimentos de diversas áreas como dinâmica, elétrica, eletrônica, controle e software. As mudanças positivas que acontecem na indústria automotiva relacionadas com a segurança dos ocupantes nos veículos estão associadas à otimização dos sistemas dinâmicos do veículo e a integração destes com sistemas de controle, incluindo os Sistemas de Assistência ao Condutor e Sistemas de Direção Totalmente Autônoma para maior capacidade de resposta, estabilidade e controle. Ao concluir a trilha o estudante estará apto a: compreender os princípios da dinâmica veicular, otimizar o desempenho da dinâmica do veículo integrando com sensores, atuadores e algoritmos de controle, aplicar conhecimentos de hidráulica, pneumática e software automotivo em sistemas avançados. O estudante será capaz de integrar estes conhecimentos para concepção, prototipagem, implantação e validação de sistemas usados em Veículos Autônomos como por exemplo sistemas embarcados aproveitando o poder da visão computacional para aumentar a segurança, eficiência e capacidade de resposta. Também conhecerão os princípios das complexas
arquiteturas de software, fusão de sensores e algoritmos de tomada de decisão que possibilitam capacidades de direção autônoma, além dos protocolos de comunicação.
Disciplinas incluídas na trilha:
· TEORIA E LABORATÓRIO DE ELETRICIDADE APLICADA (Disciplinas
Obrigatórias): Fundamentos teóricos e práticos relacionados aos componentes elétricos, incluindo a análise de circuitos e funcionamento de máquinas elétricas.
· ELETRÔNICA VEICULAR (Disciplina Obrigatória): Apresenta os conceitos básicos associados ao entendimento e compreensão dos principais sistemas eletroeletrônicos veiculares.
· FUNDAMENTOS DE VEÍCULOS ELETRICOS (Disciplina Obrigatória): Introduz conceitos relacionados aos veículos elétricos, como sistemas de propulsão elétrica, armazenamento e gerenciamento de energia, desempenho, autonomia e infraestrutura etc.
· DINÂMICA DE VEÍCULOS (Disciplina Obrigatória): Princípios fundamentais da dinâmica veicular, incluindo aceleração, frenagem, estabilidade, vibração e interação pneu-solo, com foco na análise e otimização do desempenho de veículos automotivos.
· SISTEMAS DE CONTROLE AUTOMOTIVO (Disciplina Obrigatória): Apresenta os conceitos básicos da teoria de controle linear, a aplicação da teoria no projeto e desenvolvimento de sistemas de controle do veículo, como por exemplo, freios ABS, Controle Eletrônico de Estabilidade e Direção Elétrica.
· FUNDAMENTOS DE SOFTWARE AUTOMOTIVO (Disciplina Obrigatória): Introdução dos conceitos básicos que norteiam o desenvolvimento de software embarcado automotivo.
· SENSORES E TRANSDUTORES (Disciplina Optativa): Fundamentos de instrumentação, sensores e transdutores e suas especificações e aplicações na Engenharia Automotiva.
· ENGENHARIA DE SOFTWARE AUTOMOTIVO (Disciplina Optativa): Aplicação dos conceitos estudados na disciplina de Fundamentos de Software Automotivo em projetos de desenvolvimento de software empregados pelo setor automotivo, incluindo estudos de confiabilidade, segurança, monitoramento e diagnóstico automotivo.
· TÓPICOS ESPECIAIS EM ENGENHARIA AUTOMOTIVA (Disciplina Optativa):
Disciplina de ementa variável que pode ser utilizada para temas como: Modelagem de Sistemas Dinâmicos, Carros Autônomos: Percepção e Controle, Dinâmica e Controle de Veículos Conectados, Tecnologias avançadas de
assistência ao motorista e operação autônoma, Visão computacional aplicada, IA para Veículos, Conectividade em Veículos Autônomos, Desafios de Direção Autônoma e Conectada, Simulação de Sistemas Avançados de Assistência ao Condutor, Mobilidade e Infraestrutura etc.
O egresso estará apto a atuar em empregos vinculados à calibração de suspensão, desenvolvimento de sistemas de freios (ABS/ESC), integração de ADAS (Sistemas Avançados de Assistência ao Condutor) e validação de dinâmica em pista, também em empresas que desenvolvem os componentes e o software de controle para as montadoras e empresas de consultoria que prestam serviços especializados de simulação e testes para fabricantes, Empresas de tecnologia automotiva e departamentos de P&D de segurança ativa, Centros de Integração e Desenvolvimento de Software Automotivo etc.
· Trilha 07: Liderança, Gestão, Inovação e Empreendedorismo na Engenharia Automotiva
Esta trilha pode ser considerada complementar às anteriores, já que utilizando disciplinas e atividades, são trabalhadas as Competências Socioemocionais, Empreendedoras e Gerenciais do futuro engenheiro. A liderança de um engenheiro não se define apenas em passar ordens para subordinados, mas guiar processos e pessoas em ambientes complexos, para isso são trabalhadas na trilha as habilidades de gestão de conflito, trabalho em equipe, capacidade de delegar, comunicação assertiva etc. Por outra parte também são trabalhadas competências gerenciais relacionadas à organização de recursos (tempo, dinheiro, pessoas e materiais) para atingir um objetivo com eficiência. Por último são trabalhadas competências relacionadas ao empreendedorismo e inovação para que o egresso consiga identificar oportunidades, seja proativo, tenha visão de mercado e foco na solução de problemas.
Disciplinas incluídas na trilha:
· GESTÃO DA PRODUÇÃO E QUALIDADE (Disciplina Obrigatória): Fundamentos e princípios econômicos que determinam a competição entre empresas, que incluem estratégia corporativa e de manufatura, logística empresarial, Planejamento, Programação e Controle da Produção (PPCP) além de ferramentas para o controle, garantia e gestão da qualidade.
· ENGENHARIA DE MANUTENÇÃO (Disciplina Obrigatória): Fundamentos da engenharia de manutenção com foco na confiabilidade, mantenabilidade e desempenho de sistemas, desenvolvendo competências para propor e implementar políticas e estratégias eficazes de manutenção industrial.
· GESTÃO DA PRODUÇÃO AUTOMOTIVA (Disciplina Optativa):
Aprofundamento dos fundamentos de GPEQ aplicados a cadeias produtivas automotivas e os tipos de relacionamentos entre seus membros. Gerenciamento do processo de desenvolvimento de produtos e conceitos associados: engenharia simultânea, gestão do ciclo de vida do produto, processo de mudança de engenharia, remanufatura, entre outros. Avaliação de impactos ambientais ao longo da cadeia produtiva no setor automotivo
· TÓPICOS ESPECIAIS EM ENGENHARIA AUTOMOTIVA (Disciplina Optativa):
Disciplina de ementa variável que pode ser utilizada para temas como: Empreendedorismo e Inovação, Gestão da Produção 4.0 e Liderança de Equipes Ágeis, Manutenção Preditiva e Prescritiva com Foco em IA, Inovação em Processos de Manutenção de Veículos Elétricos e Autônomos, Desenvolvimento Sustentável e Empreendedorismo, Fundamentos de Negócios Empreendedores para Cientistas e Engenheiros, Gestão de Ciclo de Vida de produtos automotivos, Empreendedorismo Social, Análise de Viabilidade de Projetos, Gestão de equipe, Engenharia Simultânea, entre outros.
O estudante que optou por esta trilha encontra um mercado de trabalho diversificado. Pode trabalhar como especialista em Engenharia de Produto ou Gestão da Produção em empresas do setor automotivo, Departamentos de P&D, Consultorias especializadas em inovação e design industrial para o setor automotivo, Startups de mobilidade e tecnologia automotiva etc. Também está preparado para trabalhar em órgãos governamentais propondo políticas públicas que transformarão a mobilidade de nosso país.
A Avaliação Institucional consiste no acompanhamento das atividades desenvolvidas na instituição de ensino dentro de uma abordagem construtiva, visando à análise e ao aperfeiçoamento do desempenho acadêmico. A Comissão Própria de Avaliação (CPA), instituída pela Lei 10.861/2004, é a comissão responsável por coordenar os processos de avaliação interna das Instituições de Ensino Superior e pelo fornecimento de informações solicitadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).
Anualmente a CPA da UnB elabora um Relatório de Autoavaliação Institucional, com informações sobre as dez dimensões de avaliação do SINAES. Por meio da autoavaliação institucional, a UnB analisa suas ações, avalia seus desafios e busca mecanismos para servir melhor a comunidade. É um processo utilizado pela Universidade para reflexão coletiva e, diagnóstico a respeito do conjunto de atividades institucionais, o que resulta em subsídios para a tomada de decisão e a definição de prioridades, bem como aprimoramentos e mudanças de trajetória. Dessa forma, o processo avaliativo carrega um sentido tanto formativo quanto construtivo, pois, à medida que a UnB pratica a reflexão, adquire conhecimentos, fortalece a visão a respeito das atividades avaliadas e subsidia mudanças em prol de melhorias. Os principais instrumentos utilizados pela CPA para a avaliação dos cursos da UnB são:
· Instrumentos de Avaliação Interna;
· Avaliação Discente;
· Consulta à Comunidade Acadêmica: Discente, Docente e Técnico;
· Instrumentos de Avaliação Externa;
· Instrumento de Avaliação de Cursos de Graduação presencial e a distância;
· Instrumento de Avaliação Institucional.
· Fórum de Avaliação da Comissão Própria de Avaliação da UnB (AVAL).
Na UnB, a Comissão Própria de Avaliação (CPA) da UnB foi instituída para conduzir os processos de avaliação internos da instituição e realizar a sistematização das informações. Os institutos, faculdade e departamentos da Universidade recebem relatórios com resultados das pesquisas socioeconômicas relativas aos estudantes, evasão, avaliação de disciplinas e dos docentes feitas pelos discentes, entre outros. Tais informações são importantes para o acompanhamento e diagnóstico do curso dentro de um processo permanente de avaliação. Atualmente esses dados são encontrados principalmente nos Anuários Estatísticos da UnB, esses dados são analisados pela coordenação do curso com o objetivo de traçar estratégias para melhoria dos indicadores de educação.
Ao final de cada semestre letivo, com o apoio institucional da UnB, é realizada junto aos alunos a avaliação das disciplinas cursadas e dos professores que as ministraram. Alguns dos aspectos avaliados pelos alunos são: programa da disciplina, desempenho do professor, autoavaliação do aluno e satisfação com a disciplina e com o suporte à execução da disciplina. Esses dados coletados são tratados estatisticamente e depois enviados aos departamentos na forma de relatórios individuais por disciplina.
O NDE do curso também utiliza as informações disponibilizadas pela coordenação do curso, para analisar, monitorar e fazer avaliações periódicas sobre o andamento do curso, propondo ações que possibilitem aprimorar de forma contínua o processo de ensino-aprendizagem no âmbito do curso, sugerindo a implementação de estratégias com o objetivo de atualizar a proposta curricular, as práticas acadêmicas, infraestrutura e capacitação de docentes, entre outras. Ver tópico 3.3 para conhecer melhor o trabalho do NDE dentro do curso.
Considerando estes dados em junho de 2025 foi criada no curso a Comissão para Estudo de novas tecnologias/metodologias (metodologias de aprendizagem ativa, IAs, Impressão 3D, IoT, etc) no âmbito da Engenharia Automotiva com o objetivo de planejar as atividades que serão realizadas para a implementação de metodologias de aprendizagem ativas fazendo uso, sempre que possível, das novas tecnologias disponíveis visando um ensino inovador, o protagonismo e responsabilidade do aluno sobre sua formação técnica e humanística, e o desenvolvimento de habilidades para suprir as demandas do século XXI.
Também foi criada uma comissão com vários objetivos: planejar e divulgar eventos que contribuam com a formação do aluno e implementar um acompanhamento de egressos pelo curso, já que os dados obtidos pelo RAES não são considerados dinâmicos o suficiente para acompanhar o mercado de trabalho e as demandas sociais.
No mesmo período foi criada uma comissão para revisão dos procedimentos e documentos dos Laboratórios do curso, com o objetivo de padronizar e atualizar os procedimentos laboratoriais, normas de segurança e outros documentos para o melhor funcionamento dos laboratórios.