Projeto Pedagógico do Curso

O curso de Engenharia Florestal segue as Diretrizes Curriculares Nacionais, expressas na Resolução MEC/CNE/CES nº 3, de 2 de fevereiro de 2006 que indicam os componentes curriculares, abrangendo a organização do curso, o projeto pedagógico, o perfil desejado do formando, as competências e habilidades, os conteúdos curriculares, o estágio curricular obrigatório, as atividades complementares, o acompanhamento e a avaliação bem como o trabalho de curso como componente obrigatório sem prejuízo de outros aspectos que tornem consistente o projeto pedagógico e a formação profissional. O egresso do curso de Engenharia Florestal deve, entre outras, ter desenvolvido das seguintes habilidades e competências estabelecidas pelas atribuições que confere a Lei Federal n o 5.194 de 1966, a Resolução nº 218/1973 - CONFEA (artigo 10) e, também, pela Resolução nº 1010/2005 - CONFEA, incluindo os Anexos I e II, do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia destacancadas a seguir: Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Engenharia Florestal (Resolução nº 3, de 02/02/2006 MEC/CNE/CES) institui as seguintes Habilidades e Competências do Engenheiro Florestal:  Art. 5º O curso de Engenharia Florestal deve ensejar como perfil: I - sólida formação científica e profissional geral que possibilite absorver e desenvolver tecnologia; II - capacidade crítica e criativa na identificação e resolução de problemas, considerando seus aspectos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais, com visão ética e humanística, em atendimento às demandas da sociedade; III - compreensão e tradução das necessidades de indivíduos, grupos sociais e comunidade, com relação aos problemas tecnológicos, socioeconômicos, gerenciais e organizativos, bem como utilização racional dos recursos disponíveis, além da conservação do equilíbrio do ambiente; e IV - capacidade de adaptação, de modo flexível, crítico e criativo, às novas situações.  Art. 6º O curso de Engenharia Florestal deve possibilitar a formação profissional que revele, pelo menos, as seguintes competências e habilidades: a) estudar a viabilidade técnica e econômica, planejar, projetar, especificar, supervisionar, coordenar e orientar tecnicamente; b) realizar assistência, assessoria e consultoria; 2 c) dirigir empresas, executar e fiscalizar serviços técnicos correlatos; d) realizar vistoria, perícia, avaliação, arbitramento, laudo e pareceres técnicos; e) desempenhar cargo e função técnica; f) promover a padronização, mensuração e controle de qualidade; g) atuar em atividades docentes no ensino técnico profissional, ensino superior, pesquisa, análise, experimentação, ensaios e divulgação técnica e extensão; h) conhecer e compreender os fatores de produção e combiná-los com eficiência técnica e econômica; i) aplicar conhecimentos científicos e tecnológicos; j) conceber, projetar e analisar sistemas, produtos e processos; k) identificar problemas e propor soluções; l) desenvolver, e utilizar novas tecnologias; m) gerenciar, operar e manter sistemas e processos; n) comunicar-se eficientemente nas formas escrita, oral e gráfica; o) atuar em equipes multidisciplinares; p) avaliar o impacto das atividades profissionais nos contextos social, ambiental e econômico; q) conhecer e atuar em mercados do complexo agroindustrial e de agronegócio; r) compreender e atuar na organização e gerenciamento empresarial e comunitário; s) atuar com espírito empreendedor; t) conhecer, interagir e influenciar nos processos decisórios de agentes e instituições, na gestão de políticas setoriais. 17  Art. 7º Os conteúdos curriculares do curso de Engenharia Florestal serão distribuídos em três núcleos, sendo recomendada a integração entre os mesmos:  I - O núcleo de conteúdos básicos será composto por campos de saber que forneçam o embasamento teórico necessário para que o futuro profissional possa desenvolver seu aprendizado. Esse núcleo será integrado por: Biologia, Estatística, Expressão Gráfica, Física, Informática, Matemática, Metodologia Científica e Tecnológica, e Química.  II - O núcleo de conteúdos profissionais essenciais será composto por campos de saber destinados à caracterização da identidade do profissional. O agrupamento desses campos gera grandes áreas que definem o campo profissional e o agronegócio, integrando as subáreas de conhecimento que identificam o Engenheiro Florestal. Esse núcleo será constituído por: Avaliação e Perícias Rurais; Cartografia e Geoprocessamento; Construções Rurais; Comunicação e Extensão Rural; Dendrometria e Inventário; Economia e Mercado do Setor Florestal; Ecossistemas Florestais; Estrutura de Madeira; Fitossanidade; Gestão Empresarial e Marketing; Gestão dos Recursos Naturais Renováveis; Industrialização de Produtos Florestais; Manejo de Bacias Hidrográficas; Manejo Florestal; Melhoramento Florestal; Meteorologia e Climatologia; Política e Legislação Florestal; Proteção Florestal; Recuperação de Ecossistemas Florestais Degradados; Recursos Energéticos Florestais; Silvicultura; Sistemas Agrossilviculturais; Solos e Nutrição de Plantas; Técnicas e Análises Experimentais; e Tecnologia e Utilização dos Produtos Florestais.  III - O núcleo de conteúdos profissionais específicos deverá ser inserido no contexto do projeto pedagógico do curso, visando a contribuir para o aperfeiçoamento da qualificação profissional do formando. Sua inserção no currículo permitirá atender às peculiaridades locais e regionais e, quando couber, caracterizar o projeto institucional com identidade própria.

Competências e Atribuições Profissionais da Engenharia Florestal (Resolução nº 218 de 29/06/1973 do CONFEA/CREA) estabelece Competências e Atribuições da Engenharia Florestal:  Supervisão, coordenação e orientação técnica; Estudo, planejamento, projeto e especificação; Estudo de viabilidade técnico-econômica; Assistência, assessoria e consultoria; Direção de obra e serviço técnico; Vistoria, perícia, avaliação, arbitramento, laudo e parecer técnico; Desempenho de cargo e função técnica; Ensino, pesquisa, análise, experimentação, ensaio e divulgação técnica; extensão; Elaboração de orçamento; Padronização, mensuração e controle de qualidade; Execução de obra e serviço técnico; Fiscalização de obra e serviço técnico; Produção técnica e especializada; Condução de trabalho técnico; Condução de equipe de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção; Execução de instalação, montagem e reparo; Operação e manutenção de equipamento e instalação; Execução de desenho técnico referentes a engenharia rural; Construções para fins florestais e suas instalações complementares; Silvimetria e inventário florestal; Melhoramento florestal; Recursos naturais renováveis; Ecologia, climatologia, defesa sanitária florestal; Produtos florestais, sua tecnologia e sua industrialização; Edafologia; Processos de utilização de solo e de floresta; ordenamento e manejo florestal; Mecanização na floresta; Implementos florestais; Economia e crédito rural para fins florestais; Seus serviços afins e correlatos.

Em acordo com o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2018-2022 da Universidade de Brasília, a metodologia do curso de Engenharia Florestal se baseia em princípios que promovem a observação e refiexão da realidade, aprofundando a articulação entre a teoria e a prática, contribuindo para a integralização das atividades acadêmicas por meio da oferta de componentes curriculares obrigatórios com conteúdos técnico-científicos e práticos de forma ordenada visando estabelecer sequencia que favoreça o ensino, a aprendizagem e demais atributos fortalecedores da formação profissional e pessoal. O Estágio em Engenharia Florestal tem por objetivo proporcionar contato direto com empresas públicas e privadas bem como o despertar do empreendorismo e geração de emprego, trabalho e renda. O discente é estimulado a participar de atividades extracurriculares (projetos de pesquisa, iniciação científica, atividades de extensão, atividades complementares, eventos técnicocientíficos, visitas técnicas e empresas juniores), e juntamente ao cursar componentes curriculares optativos e de módulo livre favorece a aplicação dos conhecimentos de maneira transversal e interdisciplinar.

A Comissão Própria de Avaliação (CPA), instituída pela Lei Nº 10.861/2004, é a comissão responsável por coordenar os processos de avaliação interna das Instituições de Ensino Superior e pelo fornecimento de informações solicitadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). A CPA da Universidade de Brasília foi instituída pela resolução do Conselho Universitário (CONSUNI) Nº 31/2013, e atua de forma autônoma em relação aos órgãos da instituição. Anualmente, a CPA elabora um Relatório de Autoavaliação Institucional, com ações voltadas a avaliar os eixos e dimensões conforme instrumento de avaliação institucional externa utilizado pelo INEP. Os institutos, faculdades e departamentos da UnB recebem relatórios com resultados das pesquisas socioe- conômicas relativas aos discentes, evasão, avaliação dos componentes e dos docentes feitas pelos discentes, entre outros. Tais informações são importantes para o acompanhamento e diagnóstico do Curso dentro de um processo permanente de avaliação. Além disto, ao final de cada semestre letivo é realizada, junto aos discentes, a avaliação dos componentes cursados e dos professores que as ministraram. Alguns dos aspectos avaliados pelos discentes são: programa do componente, desempenho do professor, autoavaliação do discente e satisfação com o componente e com o suporte à execução do mesmo. Esses dados coletados são tratados estatisticamente e depois enviados aos departamentos na forma de relatórios individuais por componente. O Exame Nacional de Desempenho dos Discentes (ENADE) avalia o rendimento dos concluintes dos cursos de graduação em relação aos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares dos cursos, o desenvol- vimento de competências e habilidades necessárias ao aprofundamento da formação geral e profissional, e o nível de atualização dos discentes com relação à realidade brasileira e mundial. Os resultados do Enade, aliados às respostas do Questionário do Discente, são insumos para o cálculo dos Indicadores de Qualidade da Educação Superior. A inscrição é obrigatória para discentes ingressantes e concluintes habilitados de cursos de bacharelado e superiores de tecnologia vinculados às áreas de avaliação da edição. O Ciclo Avaliativo do Enade determina as áreas de avaliação e os cursos a elas vinculados. O histórico das avaliações do Curso de Engenharia Florestal da UnB neste sistema é dado no quadro abaixo. O Núcleo Docente Estruturante (NDE) do Curso utiliza os relatórios da CPA e da avaliação semestral discente para efetuar avaliações periódicas e propor ações buscando aprimorar o processo de ensino-aprendizagem no âmbito do Curso. Utiliza os relatórios da avaliação do Exame Nacional de Desempenho dos Discentes (ENADE), que avalia o rendimento dos concluintes dos cursos de graduação, em relação aos conteúdos programáticos, habilidades e competências adquiridas em sua formação em relação à realidade brasileira. O desempenho dos estudantes de engenharia florestal 49 abaixo é um importante balizador de ações do NDE. Ainda são utilizadas as informações decorrentes do processo de avaliação de Estágio em Engenharia Florestal para identificar os conhecimentos em demanda no mercado, que influenciaram a reformulação curricular. Desta forma o NDE cápta informações de forma contínuas para orientações de ações de avalição do Curso conforme determinação da CONAES nº 1/2010.

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