É de se esperar que o discente, a despeito de optar por uma ou outra das habilitações oferecidas pela unidade, adquira durante o curso uma formação bastante sólida dentro de um âmbito geral que justamente lhe identificará como sendo, antes de mais nada, “geógrafo”. Uma armadilha da qual queremos fugir diz respeito, portanto, à tentação de sacrificar perspectivas e temáticas. Entendemos que só uma formação plural (a ser executada sobretudo em semestres iniciais – os quais denominaremos nosso “Núcleo Estruturante”) possibilitará que os discentes percebam a identidade essencialmente heterogênea e miscigenada da ciência geográfica. E, conscientes disso, terão condições de identificar seus âmbitos preferenciais para futura atuação profissional. Sendo assim, não é porque a legislação estipula uma carga horária mínima para esta ou aquela habilitação, que abreviaremos o quanto possível a formação intelectual dos acadêmicos. Sendo assim, nosso propósito vai de encontro, precisamente, ao discurso da “minimização” dos currículos. Nossa proposta e empenho será antes no sentido de otimizar o período de estada dos graduandos; não significando, contudo, que tenhamos de estender a duração habitual do curso de Graduação em Geografia (os corriqueiros oito semestres). Estamos convictos de que será apenas deste modo que os ingressantes no curso poderão tornar-se egressos de efetiva excelência – e sem que haja, por sinal, desperdício de dinheiro público com as até aqui “formações eficientes” (sic). Dissimuladas, sob o discurso do fast teaching, estas formações nos últimos anos têm lançado no mercado um impressionante contingente de “profissionais”. Se for de exaltar o quantitativo, o mesmo enaltecimento não se dá se verificamos o saldo qualitativo. Prevendo, então, uma formação integral (não reducionista), concebemos perfis de egresso contemplando tanto a aquisição de saberes e práticas especiais da habilitação, quanto à imperativa incorporação dos ideários e rotinas histórica e identitariamente inerentes à ciência geográfica como um todo. Assim, teríamos um perfil geral, além de um meramente específico. Como perfil geral ... Numa perspectiva reflexiva, compreensão dos elementos e processos concernentes aos quadros físico e humano, mediante o entendimento dos alicerces epistemológico (sistemas de pensamento) e metodológico (linguagens e técnicas) da ciência geográfica. Numa perspectiva executiva, atuações competentes (discernimento dos problemas e das opções teóricas), hábil (emprego seguro dos instrumentos), ética (respeito à pluralidade nos ambientes profissionais), crítica (autonomia intelectual) e criativa (intervenções propositivas). E como perfil específico ... Transmissão dos saberes num fito de formar novos professores que venham a municiar seus educandos com ideários e instrumentos que lhes facultem uma visão esclarecida, crítica e sagaz, dirigida às formas e processos socioespaciais. Simultaneamente, uma atenção concomitante às sofisticações recentes do pensamento científico (atualização interdisciplinar) e às preocupações de desenvolvimento humano (sensibilidade social), sob pena da formação restar pouco operacional, e ensejando práticas anacrônicas ou então meramente utilitaristas.
Na formação do futuro geógrafo licenciado deverão ser compreendidas, trabalhadas e absorvidas as seguintes competências e habilidades:
A) Competências Gerais e Específicas:
! selecionar a linguagem científica mais adequada para a abordagem do problema geográfico, considerando suas características e a natureza do problema em questão; ! articular os elementos empíricos e conceituais, concernentes ao tratamento científico dos processos espaciais, em suas imbricações política, econômica e cultural, e nas escalas local, regional, nacional e internacional; ! identificar, descrever e modelar teoricamente as organizações espaciais do meio físico (isto é, os sistemas ambientais ou geossistemas): • compreender a distribuição dos recursos naturais; • estabelecer o caráter relacional dos componentes do ambiente natural e entre este e o antropogênico; ! identificar, descrever e inferir nexos causais para as organizações espaciais da sociedade (isto é, os sistemas culturais, socioeconômicos e políticos): • compreender as diferentes concepções relativas ao processo de percepção cultural do espaço, identificando o papel das representações simbólicas nas práticas cotidianas; • compreender as diferentes práticas relativas ao processo de produção econômica do espaço, identificando o enquadramento das questões urbana e agrária; ! compreender as dimensões política e pedagógica dos ambientes escolares: • familiarizar-se com as questões pertinentes à legislação e gestão escolares.
B) Habilidades Gerais e Específicas:
! reconhecer as diferentes escalas de ocorrência e manifestação dos fenômenos geográficos; ! planejar e realizar atividades de campo referentes à investigação geográfica; ! dominar técnicas instrumentais e laboratoriais que auxiliem a aplicação, a testabilidade e/ou a representação simbólica dos conhecimentos: • produzir, ler e interpretar os produtos do sensoriamento remoto, dos sistemas de informação geográfica, bem como outros documentos gráficos e matemático-estatísticos; ! analisar e representar os sistemas naturais e sua interface com as intervenções antrópicas; ! interpretar as causas e consequências da manifestação espacial dos sistemas socioeconômicos; ! ensaiar táticas de transposição dos conhecimentos geográficos científicos, adequando-o aos expedientes didáticos facilitadores de sua aprendizagem: • produzir artefatos (maquetes, protótipos, etc.) cuja manipulação favoreça a assimilação de conceitos e processos antes tratados (ou a serem tratados em seguida) teoricamente; • conceber dinâmicas interativas em sala de aula, úteis à assimilação das informações em questão, bem como ao compartilhamento de juízos críticos quando de sua análise.
A metodologia de condução do Curso de Licenciatura em Geografia a Distância baseia-se no ambiente virtual de aprendizagem. Durante curso são realizados encontros presenciais e seminários temáticos, estudos a distância e avaliações. O estudo a distância é pelo estudante por meio de leituras individuais e coletivas, da participação nas videoconferências, na interação com o sistema de acompanhamento e também pela realização de atividades, individuais e coletivas no ambiente virtual de aprendizagem (AVA), Moodle. Para os cursos de graduação a distancia é exigido a realização de encontros presenciais para avaliação dos alunos de acordo com o Decreto 9.057/2017. Conforme o artigo 4o do Decreto 9.057/2017, (25/05/2017), as atividades presenciais, como tutorias, avaliações, estágios, práticas profissionais e de laboratório e defesa de trabalhos, previstas nos projetos pedagógicos ou de desenvolvimento da instituição de ensino e do curso, serão realizadas na sede da instituição de ensino, nos polos de educação a distância ou em ambiente profissional, conforme as Diretrizes Curriculares Nacionais.
Sistema de Acompanhamento ao Estudante a Distância
Considerando a posição de privilegiar sempre o processo educacional descreveremos a seguir a metodologia empregada para o curso, levando em conta as particularidades da UnB no que diz respeito ao emprego dos meios para a EaD. Para o desenvolvimento do Curso existe uma rede de comunicação que possibilita a ligação dos vários polos regionais onde é oferecido o curso. Para tanto, é preparada uma a organização de estrutura física, pedagógica e acadêmica, com a garantia de: Manutenção de equipe multidisciplinar para orientação nas diferentes áreas do saber que compõem o curso; • Coordenador do Curso, que apoiado pelos integrantes do Curso, é responsável pelo acompanhamento do curso tanto administrativa como pedagogicamente; Manutenção de núcleos tecnológicos na UnB e nos polos para o suporte à rede comunicacional prevista para o curso; • Formação permanente da equipe de gestão do curso. Por meio do Sistema de Acompanhamento cada estudante recebe retorno individualizado sobre o seu desempenho, disponibilizado no Moodle, bem como orientações e trocas de informações complementares relativas aos conteúdos abordados em exercícios desenvolvidos, principalmente aqueles que tenham sido respondidos de forma incorreta, propiciando-se novas elaborações e encaminhamentos de reavaliação. Por meio da tutoria é possível garantir o processo de interlocução necessário ao projeto educativo. O sistema de comunicação é composto por professores com experiência em coordenação pedagógica, responsáveis pelo planejamento do desenho instrucional dos cursos e pela criação e implementação de meios que facilitem e estimulem a aprendizagem dos estudantes. Conta com uma equipe de professores pesquisadores, formado por profissionais das várias áreas, que são responsáveis: Pelo acompanhamento dos processos didático-pedagógicos dos cursos de EaD; • Pela formação de educandos para o estudo a distância; • Pelo desenvolvimento de pesquisa e produção científica na área de EaD. Para o acompanhamento da aprendizagem dos estudantes o sistema de comunicação conta com professor e Tutores a distância. O Professor é responsável pela elaboração e atualização da disciplina e trabalha diretamente com os tutores auxiliando-os nas atividades de rotina. Disponibiliza o feedback sobre o desenvolvimento do curso, buscando proporcionar a reflexão em equipe sobre os processos pedagógicos e administrativos, e com isso, viabilizar novas estratégias de ensino- aprendizagem. Os Tutores ocupam um papel importante no sistema de comunicação, atuam como um elo de ligação entre os estudantes e a instituição. Cumprem o papel de facilitadores da aprendizagem, esclarecendo dúvidas, reforçando a aprendizagem, coletando informações sobre os estudantes para a equipe e principalmente na motivação. O acompanhamento ao estudante se dará em vários níveis, a saber: • Pelo professor da disciplina - a distância com cronograma de atendimento; • Pelos Tutores – a distância. • Pelo Coordenador do Curso – presencial e a distância. Os tutores serão escolhidos por processo seletivo, que terá como critérios para o candidato à função: Graduado na área de conhecimento do conteúdo, com especialização, mestrado ou doutorado, e/ou ser estudante de pós-graduação regularmente matriculado. • Ter dedicação de carga horária compatível com seu contrato, incluindo possíveis atividades inerentes à tutoria fora do seu horário normal de trabalho; • Ter facilidade de comunicação; • Ter conhecimentos básicos de informática; • Participar de Cursos de Formação Após a seleção, os candidatos participam do processo de formação com a participação em um curso sobre EAD, a participação de grupos de estudo sobre o material didático do curso e questões relativas ao processo de orientação. Todos os tutores serão certificados ao final do Curso. Juntamente com o professor do módulo, cada equipe de tutores se responsabiliza pelo processo de acompanhamento da vida acadêmica dos alunos em todos os níveis. No que diz respeito à dimensão do acompanhamento e avaliação do processo ensinoaprendizagem, são funções do tutor: • Participar dos cursos e reuniões para aprofundamento teórico relativo aos conteúdos trabalhados nas diferentes áreas; • Auxiliar o aluno em seu processo de estudo; orientando-o individualmente ou em pequenos grupos; • Estimular o aluno a ampliar seu processo de leitura, extrapolando o material didático; • Auxiliar o aluno em sua auto-avaliação; • Detectar problemas dos alunos, buscando encaminhamentos de solução; • Estimular o aluno em momentos de dificuldades para que não desista do curso; • Participar ativamente do processo de avaliação de aprendizagem; • Também são funções de tutoria: • Avaliar com base nas dificuldades apontadas pelos alunos, os materiais didáticos utilizados no curso; • Apontar as falhas no sistema de tutoria; • Mostrar problemas relativos à modalidade da EaD, a partir das observações e das críticas recebidas dos alunos; • Participar do processo de avaliação do curso.
Meios utilizados na tutoria
Os recursos da Internet são empregados para disseminar informações sobre o curso, abrigar funções de apoio ao estudo, proporcionar acesso ao correio eletrônico, fóruns e “chats”. O "Ambiente Virtual de Aprendizagem" – Moodle possui um site específico organizado para o curso. A videoconferência também poderá ser utilizada como ferramenta para a interlocução professor-aluno-tutor.
Recursos Educacionais: tecnologias aplicadas ao ensino
A estruturação dos materiais didáticos tem como base o princípio de que são recursos utilizados por todos os envolvidos no processo educacional. Em se tratando de curso a distância, os materiais se transformam em importantes canais de comunicação entre estudantes, professores, tutores, a partir das diretrizes e princípios da proposta políticopedagógica do curso. Por isso, a necessidade de serem dimensionados, respeitando as especificidades inerentes à realidade de acesso do público-alvo a esta modalidade de educação.
Videoconferências
Durante o semestre são realizados dois encontros presenciais, um no primeiro e outro no ultimo mês. Nos quatro meses restantes, serão desenvolvidas diferentes atividades para facilitar o processo de interação entre os professores e os alunos. Semanalmente, os alunos poderão ir ao polo para tirar dúvidas, realizar pesquisas e estudos, trabalhos coletivos, uso do laboratório etc. A videoconferência é utilizada pela UnB e polos e permite a interação entre os estudantes situados na mesma sala remota, mas também em inter-salas e com o professor autor da disciplina.
Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA)
Possibilita aos participantes dispor de uma ampla variedade de recursos que visam criar um ambiente colaborativo entre os estudantes, professores, coordenadores de Polo, tutores etc. O endereço eletrônico para acessar o ambiente virtual de aprendizagem é http://www.uab.unb.br. Para este curso o ambiente é planejado com o objetivo de integrar todas as mídias, oferecer apoio, permitindo que, no conteúdo online, o estudante possa fazer uma leitura hipertextual e multimídia, bem como propiciar a interatividade síncrona e assíncrona na busca da construção de uma comunidade em rede. A programação permite que cada tipo de usuário possa acessar de forma independente o ambiente e os conteúdos, incluindo textos, links, imagens, sons de acordo com a forma de comunicação estabelecida. Os usuários cadastrados são: professor, tutor, estudante e administrador. Cada usuário recebe um login e uma senha. A plataforma possibilita integrar todos estes recursos em um só ambiente de aprendizagem. Vejamos alguns recursos do Moodle que são usados no curso:
Fóruns
Os fóruns são espaços de interlocução não hierarquizado, no qual os participantes opinam e expressam suas ideias, conceitos e experiências de forma assíncrona.
Diálogos
O diálogo torna possível um método simples de comunicação entre dois participantes da disciplina. O professor pode abrir um diálogo com um aluno, um aluno pode abrir um diálogo com o professor, e ainda podem existir diálogos entre dois alunos.
Testes
Os testes podem ter diferentes formatos de resposta (V ou F, escolha múltipla, valores, resposta curta, etc.) e é possível, entre outras coisas, escolher aleatoriamente perguntas, corrigir automaticamente respostas e exportar os dados para Excel. O criador tem apenas de construir a base de dados de perguntas e respostas. É ainda possível importar questões de ficheiros txt seguindo algumas regras.
Trabalhos
Os Trabalhos permitem ao professor classificar e comentar na página materiais submetidos pelos alunos, ou atividades 'offline' como por exemplo apresentações. As notas são do conhecimento do próprio aluno e o professor pode exportar para Excel os resultados.
Wikis
O Wiki, para quem não conhece a Wikipedia, torna possível a construção de um texto (com elementos multimídia) com vários participantes, onde cada um dá o seu contributo e/ou revê o texto. É sempre possível aceder às várias versões do documento e verificar diferenças entre versões.
Glossários
O glossário permite aos participantes da disciplina criar dicionários de termos relacionados com a disciplina, bases de dados documentais ou de ficheiros, galerias de imagens ou mesmo links que podem ser facilmente pesquisados.
Lições
A lição tenta associar a uma lógica de delivery uma componente interativa e de avaliação. Consiste num número de páginas ou slides, que podem ter questões intercaladas com classificação e em que o prosseguimento do aluno está dependente das suas respostas.
Books
Os books permitem construir sequências de páginas muito simples. É possível organizá-las em capítulos e sub-capítulos ou importar arquivos html colocados na área de arquivos da sua página. Caso as referências dentro destes html (imagens, outras páginas, vídeo, áudio) sejam relativas, o livro apresentará todo esse conteúdo.
Inquéritos
Os inquéritos consistem num conjunto de instrumentos de consulta de opinião aos alunos inscritos numa página, fornecendo uma forma de acesso da aprendizagem bastante rápida.
Questionários
Os questionários permitem construir inquéritos quer a participantes de uma página, quer a participantes que não estão inscritos no sistema. É possível manter o anonimato dos alunos, e os resultados, apresentados de uma forma gráfica, podem ser exportados para Excel.
Material didático
O material didático consistirá principalmente de hipertextos disponibilizados na Moodle que se organizam em unidades temáticas. Também estarão disponíveis atividades de aprendizagem para fortalecer a autonomia dos alunos.
Ferramentas de Interação
Na UAB/UnB são utilizadas algumas ferramentas de comunicação com os seguintes objetivos: e-mail: comunicações diversas com os alunos (informe sobre inscrições e início dos cursos, envio de atividades que lhe serão solicitadas, avisos sobre a participação nos fóruns e chats, retorno das atividades entregues ao tutor, informações sobre novas fontes de pesquisas) além de servirem para a troca de informações entre os participantes do curso. fóruns de discussão: oportunizar a discussão de assuntos pertinentes aos estudos, principalmente aqueles que possam oferecer dúvidas ou que necessitem de um maior aprofundamento. Será a ferramenta ideal para que os alunos construam o seu próprio conhecimento, porque, uma vez que o tema levantado ficará na tela por mais tempo, fará com que eles se aprofundem em suas pesquisas; chat: discussão de temas relevantes de pequenos grupos. Procura-se utilizá-lo em horário de aceitação da maioria dos participantes. O espaço reservado ao professor deverá contar com alguns menus: Apresentação – Espaço onde o professor apresenta e motiva o estudante para o conteúdo da sua disciplina. Plano de ensino – Neste espaço o professor disponibiliza o plano com todas as atividades que serão desenvolvidas na disciplina. Metodologia – Local onde o professor disponibiliza todas as informações referentes a forma como vai trabalhar o conteúdo com os estudantes e as questões relacionadas a avaliação. Cronograma – Espaço onde o professor disponibiliza o cronograma para os momentos presenciais e à distância, bem como o cronograma para as atividades individuais e coletivas. Adicionais – Espaço onde o professor pode disponibilizar mais informações. Tutor – Trata-se de um espaço onde tutor e estudante mantêm contato permanente durante todo o curso. Neste espaço o estudante pode enviar as atividades de avaliação, questionamentos, opiniões e acompanhar o histórico de suas interações com o tutor da disciplina. O histórico estará integrado com o Sistema de Acompanhamento ao Estudante a Distância. Fórum - trata-se de um espaço de comunicação permanente, onde professor, tutor e estudante podem estar trocando ideias a partir de temas previamente agendados . Chat- Espaço onde o estudante poderá se comunicar com os tutore em tempo real durante horário pré-estabelecido. A estrutura de cada semestre permite que cada aluno usufrua de tempos e espaços individualizados e personalizados, mas com forte ênfase na colaboração e cooperação. Cada semestre consiste em um conjunto de materiais que podem utilizar uma diversidade de mídia. Haverá uma organização textual específica do módulo a partir do “hipertexto” dos objetos de aprendizagem necessários a essa composição particular, sempre aberta à inclusão adjunta de novos componentes.
O processo de avaliação é democrático, de ampla divulgação e participação aos discentes do curso e das disciplinas oferecidas e alunos de outros cursos que participem da oferta. Ao final de cada semestre é disponibilizado no ambiente virtual de aprendizagem e na página da Universidade de Brasília a avaliação que os discentes fazem a respeito dos docentes responsáveis pelas disciplinas cursadas. O endereço para participação na avaliação é http://academico.unb.br/login.html. O discente participa de forma voluntária e tem a sua identificação protegida pela avaliação virtual. O docente receberá o resultado final de sua avaliação com o quantitativo de discentes participantes sem identificar quais são as suas identidades. Sobre o desempenho dos professores e tutores, serão observados os itens relativos a domínio do conteúdo programático, adequação das atividades para o alcance da aprendizagem, integração entre teoria e aspectos da realidade, auto-avaliação e satisfação com a disciplina e suporte à execução da disciplina (qualidade do material didático, do ambiente digital, entre outros). Especificamente serão observadas a competência e a habilidade do professor na condução nos processos de aprendizagem na modalidade a distância. Cabe ao Decanato de Ensino de Graduação organizar, implementar e aplicar a avaliação interna, sendo que a gestão do curso deverá apoiar a ampla divulgação e participação dos discentes. Após a aplicação, o Decanato prepara os resultados finais de cada disciplina/ docente responsável informando posteriormente à gestão do curso e aos docentes os resultados. Tais ações internas de avaliação orientam à gestão do curso, bem como os docentes quanto as ações de melhoria no sentindo de aumentar as menções da avaliação docente (utilizadas inclusive para fins de promoção da carreira) e resolução de eventuais problemas envolvendo discentes/ docentes no transcorrer das disciplinas, melhorando assim a qualidade do curso e dos profissionais formados. As avaliações externas refletem de certa forma, a qualidade do ensino, pesquisa e extensão oferecidos ao discentes no transcorrer do curso. Desde a criação do Curso de Licenciatura em Geografia pelo Programa UAB, os resultados das avaliações institucionais permitiram identificar problemas ou fragilidades na adequação e abordagem metodológica dos conteúdos, incluindo as práticas pedagógicas, os processos avaliativos, bem como os procedimentos de acompanhamento da aprendizagem. O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) avalia o rendimento dos concluintes dos cursos de graduação em relação aos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares dos cursos, o desenvolvimento de competências e habilidades necessárias ao aprofundamento da formação geral e profissional, e o nível de atualização dos estudantes com relação à realidade brasileira e mundial. Aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) desde 2004, o Enade integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), composto também pela Avaliação de cursos de graduação e pela Avaliação institucional. Juntos eles formam o tripé avaliativo que permite conhecer a qualidade dos cursos e instituições de educação superior brasileiras. Os resultados do Enade, aliados às respostas do Questionário do Estudante, são insumos para o cálculo dos Indicadores de Qualidade da Educação Superior. A inscrição é obrigatória para estudantes ingressantes e concluintes habilitados de cursos de bacharelado e superiores de tecnologia vinculados às áreas de avaliação da edição. A situação de regularidade do estudante é registrada no histórico escolar. O Ciclo Avaliativo do Enade determina as áreas de avaliação e os cursos a elas vinculados. As áreas de conhecimento para os cursos de bacharelado e licenciatura derivam da tabela de áreas do conhecimento divulgada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Já os eixos tecnológicos são baseados no Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia (CNCST), do Ministério da Educação. Os cursos de Geografia Licenciatura (Presencial e EAD) e Bacharelado, todos no nível de graduação participaram da última aplicação do ENADE no ano letivo de 2017. Participaram do último ENADE 48 concluintes do curso de Bacharelado em Geografia com nota final 4 (quatro) e 27 concluintes do curso de Licenciatura em Geografia com nota final 5. Na versão anterior do ENADE no ano de 2013, o curso de Bacharelado obteve nota final 2 em razão de boicote por parte dos discentes quanto à participação no exame e o curso de licenciatura obteve nota final 3,8. A melhoria dos resultados de um exame para outro mostra que as ações institucionais das diferentes gestões do curso caminham no sentido de utilizar as avaliações internas e externas como instrumentos de melhoria contínua. Posterior ao ENADE de 2013 houve avaliação presencial de cursos tanto para a licenciatura (presencial e EAD) quanto para o bacharelado. Em todas as avaliações, as comissões em seus relatórios reconheceram os esforços na modernização e adaptação do PPC às normas atuais e foram de parecer favorável à renovação do reconhecimento. No caso da licenciatura na modalidade EAD, a avaliação presencial deu-se em razão da formação da primeira turma. No caso do curso de bacharelado, se deu em razão da nota abaixo de 3 no exame de 2013. O curso de licenciatura presencial em razão das notas dos exames de 2013 e principalmente 2017 teve a renovação do reconhecimento automático. O curso de licenciatura EAD em razão da nota dos exames de 2017 teve a renovação do reconhecimento automático. Pelo fato de ter recibo nota 5, não houve necessidade de ser realizada a visita in loco do INEP.
Ações resultantes da avaliação do INEP
A seguir são relatadas as ações decorrentes resultantes da avaliação do INEP de acordo com o relatório de avaliação para o reconhecimento do curso. Optou-se por relatar as ações em três blocos: 1) organização didático pedagógica, 2) corpo docente e tutorial e 3) Infraestrutura. Sobre a organização-didático pedagógica do curso (bloco 1), foram levantadas questões a respeito: da articulação entre a gestão institucional e a gestão do curso; da implementação das políticas institucionais para o curso; dos objetivos pretendidos pelo curso e o perfil do egresso; dos conteúdos curriculares propostos nas fichas de disciplina; da metodologia utilizada no desenvolvimento das atividades do curso; e do sistema de avaliação proposto para a verificação de desempenho dos estudantes. Essas questões foram identificadas pela coordenação do curso, apresentadas ao NDE e discutidas, em suas diversas reuniões, com objetivo de sanar os pontos que foram indicados como suficientes. O resultado das discussões foram incluídos no item 2 deste PPC. Com relação ao bloco 2, que se refere ao corpo docente e tutorial, as principais questões trazidas pela avaliação do INEP dizem respeito à atuação do NDE e o tempo de experiência dos tutores em EAD. Na ocasião, o NDE havia sido implementado há pouco tempo e não ocorreram muitas reuniões. Após a avaliação, o NDE se mostrou mais atuante nas discussões sobre o curso e com a adoção de um número maior de reuniões. Com relação ao corpo de tutores, a avaliação que consta no edital para contratação de novos tutores foi reestruturada de forma que os novos tutores a serem contratados possuam uma maior experiência em EAD. No bloco 3, referente à infraestrutura do curso, foi indicado que o curso deveria melhorar os laboratórios especializados e o material didático. Aos coordenadores dos laboratórios especializados foi solicitado que, na medida do possível, incluíssem atividades que poderiam ser incluídas na categoria de atividades pedagógicas a fim deatender aos alunos do curso EAD. O material didático, por sua vez, tem sido reformulado e ampliado juntamente com o os professores das disciplinas. Ressalta-se que a disciplina de Libras foi incorporada ao currículo como disciplina obrigatória, que as questões étnico-raciais e indígenas serão atendidas, como já foi citado no item 2.5.2.3, por meio das disciplinas Geografia Africana e Afro brasileira, Cartografia e Educação 1 e 2, Geografia Rural, Cultura e Espaço e Geografia da População. Todas questões foram identificadas pela coordenação do curso, apresentadas ao NDE e discutidas, em suas diversas reuniões, com vistas às melhorias esperadas. Os resultados das discussões foram sistematizados e resultou na reformulação do PPC que ora é apresentado.
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