A Comissão Própria de Autoavaliação (CPA) da Universidade de Brasília realiza periodicamente pesquisa sobre como os estudantes egressos da UnB, por meio de formatura ou desligados que se colocam no mercado de trabalho e como atuam. A pesquisa realizada acerca do curso de Ciências Econômicas, de onde os dados abaixo foram extraídos, pode ser consultada aqui: Pesquisa Ciências Econômicas. Isso permite que o curso avalie se os objetivos do curso em formar quadros coadunam com a realidade. A pesquisa realizada pela CPA é feita com base na RAIS, no caso específico se utilizará aqui, será a pesquisa de 2020 que utilizou dados da RAIS até 2018. A metodologia utilizada pela pesquisa foi a seguinte: “1) estudantes que ingressaram na UnB e saíram da graduação, por formatura ou evasão, até o ano de 2018, tendo como ponto de partida o início dos registros acadêmicos nos sistemas da UnB; e 2) profissionais que estão presentes na RAIS 2018, não sendo apresentados dados comparativos sobre remuneração mensal média dos egressos antes dos estudos de graduação na UnB” (DPO/DAI, 2018). No caso do curso de Ciências Econômicas, foram contabilizados 3.621 egressos até 2018, e deste total foi possível rastrear 1.078 nos dados da RAIS, apresentando vínculo formal. Logo, os dados que serão apresentados abaixo, são desses 1.078 egressos. Ressalte-se que dentro deste grupo estão tanto os que se formaram como os que não concluíram o curso. O total de formados é 669. Opta-se por fazer a análise somente sobre os formados porque eles tiveram acesso à proposta integral do curso. Segundo os dados da pesquisa, 392 dos egressos se encaixavam na tabela do CNAE em Administração Pública, Defesa e Seguridade Social, ou seja, quase 60%. Na sequência, 142 se encontravam ligados Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados1 , ou seja 21%. Em relação às profissões, sobre o total de formados de 669, as que mais se destacaram foram: Dirigente do serviço público federal, 98; Assistente Administrativo, 62; Administrador, 90; Analista de Redes e de Comunicação de Dados, 88; e Economista, 63. O tipo de vínculo também merece destaque: CLT, 258; Serviço público efetivo, 402; Serviço público não efetivo, 18; e Temporário ou avulso, 8. Ou seja, 62% são funcionários públicos. Observando a região em que trabalham, 612 permaneceram no Centro Oeste; 8 foram para o Nordeste; 3 para o Norte; 42 para o Sudeste; e 11 para o Sul. Ou seja, 91% ficaram no Centro Oeste. Pelos dados apresentados, nota-se que o objetivo geral de Brasília, de formar quadros para o serviço público federal, que faz parte da própria implementação do curso, tem sido cumprido. Os dados sobre o local em que atuam majoritariamente, o Centro Oeste, e a maior parte é funcionário público, evidenciam esse aspecto.
Em consonância com as Diretrizes curriculares do curso, o Egresso do Curso de Ciências Econômicas da Universidade de Brasília, deve desenvolver as seguintes competências e habilidades ao longo do Curso de Ciências Econômicas:
a) “Desenvolver raciocínios logicamente consistentes;
b) Ler e compreender textos econômicos;
c) Elaborar pareceres, relatórios, análises, trabalhos e textos na área econômica;
d) Utilizar adequadamente conceitos teóricos presentes nos diversos paradigmas fundamentais da ciência econômica;
e) Utilizar o instrumental econômico e o conhecimento histórico para analisar situações históricas concretas;
f) Utilizar formulações matemáticas e estatísticas na análise de fenômenos socioeconômicos;
g) Diferenciar correntes teóricas presentes nas distintas políticas econômicas”
Conforme prevê as DCN do curso de Graduação em Ciências Econômicas, no parágrafo único do artigo 9º, a metodologia do processo de ensino-aprendizagem utilizada no desenvolvimento das atividades pedagógicas do curso é indicada em planos de ensino fornecidos aos alunos antes do início de cada período letivo e aprovados em reunião colegiada do curso. As metodologias mais utilizadas compreendem: aulas expositivas e aprendizagem por problemas, realização seminários/sala invertida, participação em eventos de extensão, elaboração de trabalhos, estudo de casos, dentre outras.
Procedimentos de acompanhamento e de avaliação dos processos de ensinoaprendizagem
Os discentes são acompanhados por avaliações periódicas como: controles de leituras, provas, lista de exercícios, seminários e trabalhos, a depender da natureza da componente curricular. Tais avaliações buscam averiguar a assimilação teórica do discente e sua capacidade de realizar pontes com a prática econômica.
Gestão do Curso e os processos de avaliação interna e externa
Externamente o curso tem sido avaliado pelo Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE), desde 2006 e tem obtido conceito 5 (cinco). Em relação ao CPC - Conceito Preliminar de Curso (CPC), o qual carrega uma avaliação mais subjetiva do discente, o curso teve nota 5, nas edições do ENADE de 2009 e 2012, no entanto, nas edições de 2015 e 2018, obteve nota 4. O curso tem desenvolvido estratégias como melhorar a relação e proximidade entre professor e aluno, no entanto, tais iniciativas foram interrompidas pela Pandemia do Coronavírus deflagrada em 2020, o que distanciou profundamente o discente da Universidade e impediu o contato mais direto dos alunos com os professores. Além das avaliações externas, cujas análises dos resultados podem ser de grande valia para a implementação de melhorias por meio de políticas institucionais no curso, a Comissão Própria de Avaliação da UnB realiza o censo universitário e avalia o perfil dos egressos. Esses dados são fundamentais para verificar se o objetivo geral do curso está condizente com o planejado e o papel social do curso, ao analisar se o investimento social no curso está tendo retorno.
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