Banca de DEFESA: FERNANDO LUIZ CONCEIÇÃO ALVES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : FERNANDO LUIZ CONCEIÇÃO ALVES
DATA : 05/12/2025
HORA: 14:00
LOCAL: link: General | Defesas LudeQ | Microsoft Teams
TÍTULO:

A MOTIVAÇÃO DE ESTUDANTES NA CRIAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE JOGOS PARA O ENSINO DE QUÍMICA: UM OLHAR A PARTIR DA TEORIA DA AUTODETERMINAÇÃO


PALAVRAS-CHAVES:

Criação de jogos; Motivação; Teoria da Autoderminação


PÁGINAS: 113
RESUMO:

A falta de motivação dos estudantes ainda se mostra um dos grandes desafios no ensino de Ciências, principalmente quando o trabalho em sala segue formatos tradicionais e pouco participativos. Entre as alternativas que têm surgido para enfrentar esse cenário, o uso de jogos vem chamando atenção por criar novas possibilidades de envolvimento. Embora façam parte da cultura humana há muito tempo, os jogos, quando trazidos para a escola, ganham outro sentido: o de favorecer a interação, a liberdade e a expressão dos alunos. Esta pesquisa teve como referência a Teoria da Autodeterminação, que entende a autonomia, a competência e o pertencimento como necessidades básicas para que o engajamento aconteça de forma genuína. O estudo envolveu 56 estudantes do Ensino Médio de uma escola pública de perfil militarizado, dos quais 41 permaneceram até o fim do projeto. Os próprios alunos foram responsáveis pela criação dos jogos, decidindo temas, regras e formatos de acordo com seus interesses. A investigação combinou instrumentos qualitativos e quantitativos, permitindo observar diferentes dimensões do processo. Os resultados mostraram medianas altas nos três constructos analisados: autonomia (5,0), pertencimento (4,75) e competência (4,0). Isso indica que os estudantes se sentiram livres para decidir, acolhidos pelo grupo e confiantes em suas capacidades. As respostas abertas reforçaram esse quadro, revelando entusiasmo, cooperação e orgulho pelas próprias criações. Também ficou evidente o papel do professor como mediador, alguém que acompanha e estimula, mas não interfere na autonomia dos alunos. Em um ambiente escolar ainda dominado por práticas tradicionais, o projeto acabou se destacando por abrir espaço para o protagonismo juvenil e por fortalecer os laços entre os participantes. De modo geral, a experiência mostrou que, quando os jovens têm oportunidade de criar, escolher e se expressar, a motivação passa a surgir de dentro e tende a se sustentar com mais força. Esses resultados sugerem que iniciativas fundamentadas na Teoria da Autodeterminação podem contribuir para a construção de práticas mais humanas, participativas e sensíveis às necessidades reais dos estudantes.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ADRIANO JOSÉ DE OLIVEIRA - UEG
Presidente - 1700130 - EDUARDO LUIZ DIAS CAVALCANTI
Interno - 418913 - GERSON DE SOUZA MOL
Interna - 1525511 - JEANE CRISTINA GOMES ROTTA
Notícia cadastrada em: 28/11/2025 18:46
SIGAA | Secretaria de Tecnologia da Informação - STI - (61) 3107-0102 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - app21.sigaa21