Banca de DEFESA: FLAVIA REGINA DA SILVA DO ESPIRITO SANTO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : FLAVIA REGINA DA SILVA DO ESPIRITO SANTO
DATA : 13/11/2025
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório 3 do IB
TÍTULO:

Estabelecimento in vitro de Chamaecostus subsessilis (Costaceae): estratégias de assepsia para subsidiar micropropagação e conservação ex situ


PALAVRAS-CHAVES:

Chamaecostus subsessilis, Contaminação endofítica, Assepsia, Oxidante, Antibiótico, Cultura in vitro.


PÁGINAS: 71
RESUMO:

Chamaecostus subsessilis (Costaceae) é uma espécie rara do Cerrado cuja redução populacional demanda estratégias de conservação ex situ. Este estudo avaliou estratégias de introdução in vitro a partir de explantes foliares como etapa habilitadora à micropropagação. Testaram-se: pré-pulverização com Cercobin® 1% por 7 ou 10 dias; desinfestação sequencial (álcool 70%, NaClO 0,2–0,5% e HgCl₂ 0– 0,05%); imersões em Cercobin® 0,2% (2, 5 e 10 h); antimicrobianos (meio MS com/sem ampicilina 500 mg L⁻¹; e, em ensaios separados, espectinomicina 150 mg L⁻¹); H₂O₂ 3–12% por 10–20 min; Dioxiplus®; além de meios MS suplementados, conforme o ensaio, com BAP/cinetina ou 2,4-D e PVP. Os explantes foram mantidos a 23 °C, no escuro, e avaliados quanto à contaminação fúngica/bacteriana e oxidação; estruturas suspeitas foram analisadas anatomicamente; contaminantes foram isolados em BDA e submetidos à extração de DNA (CTAB 1% ou 3%) visando PCR-ITS. No experimento inicial, a contaminação fúngica foi de 100%. A pré- pulverização por 10 dias reduziu a contaminação no curto prazo (7º dia), mas houve recrudescimento aos 30 dias. H₂O₂ e Dioxiplus® não reduziram a contaminação nas condições testadas; ampicilina exibiu efeito limitado e, com espectinomicina, a contaminação persistiu. A oxidação foi frequente (até 79%). A extração/quantificação indicou DNA insuficiente e/ou com pureza aquém do ideal para identificação molecular por PCR-ITS (a despeito de melhor integridade pontual com CTAB 3%). Conclui-se que a falta de sucesso no estabelecimento decorreu de contaminação recorrente (provavelmente endofítica) e oxidação. Recomenda-se: (i) recalibrar a assepsia (pré-pulverização mais longa e ajuste de dose/tempo de esterilizantes), (ii) selecionar antibióticos/fungicidas com base em suscetibilidade local, e (iii) aperfeiçoar a extração/purificação de DNA para viabilizar a identificação dos contaminantes antes de avançar para etapas morfogênicas.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - CHRISTINA CLEO VINSON WILLIAMS - UFPA
Interna - 1556591 - CRISTIANE DA SILVA FERREIRA
Externo à Instituição - Rennan Oliveira Meira - EMBRAPA
Presidente - 1143211 - THIAGO JOSE DE CARVALHO ANDRE
Notícia cadastrada em: 12/11/2025 10:54
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