Banca de DEFESA: LUANA ALBUQUERQUE DE MEDEIROS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LUANA ALBUQUERQUE DE MEDEIROS
DATA : 06/03/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Laboratório de termobiologia
TÍTULO:

Aumento da temperatura do solo e seus efeitos na emergência e sobrevivência de plântulas de gramíneas do cerrado.


PALAVRAS-CHAVES:

Banco de sementes, flutuações de temperatura, gramíneas nativas, mudanças climáticas


PÁGINAS: 68
RESUMO:

O incremento da temperatura atmosférica advindo das mudanças climáticas impacta a temperatura do solo, e isso pode afetar a emergência e sobrevivência de plântulas através dos seus efeitos no banco de sementes. Neste trabalho, investigamos como a exposição de sementes de gramíneas nativas a flutuações de temperaturas no solo, simulando cenários climáticos futuros, afeta a emergência e sobrevivência das plântulas. Foram selecionadas sementes de três espécies nativas do Cerrado (Aristida longifolia Trin, Aristida riparia Trin e Loudetiopsis chrysothrix (Ness) Conert) de ampla ocorrência em formações abertas do Cerrado. Dados sobre regimes térmicos atuais do solo na região de coleta das sementes foram retirados da literatura, e os regimes térmicos futuros foram estimados em dois cenários de mudanças do clima, intermediário e pessimista. As sementes foram expostas a 45°C, 49°C e 52°C durante as sete horas mais quentes do dia e mantidas a 20°C no restante do período. Os tratamentos foram comparados com um experimento controle (22°C constante). Avaliamos a porcentagem de emergência (%), tempo médio de emergência (TME), índice de velocidade de emergência (IVE) e sobrevivência (%) das plântulas ao longo de 60 dias após os tratamentos. O grupo controle apresentou a maior porcentagem de emergência em A. longifolia (91%) e a menor em A. riparia (40%) em comparação aos tratamentos (85% em A. longifolia à 49°C e 40% em A. riparia à 52°C). Não foram observadas diferenças significativas entre os cenários atual, intermediário e pessimista para a emergência das plântulas. Em L. chrysothrix, as flutuações de temperatura favoreceram a quebra de dormência das sementes. O aumento da temperatura acelerou a emergência em A. longifolia, mas a 52 °C houve retardamento, indicando possível dano às sementes. O grupo controle em A. riparia e L. chrysothrix teve uma taxa de sobrevivência significativamente superior aos demais tratamentos (com controle variando de 20% - 47% e 59°C entre 0 e 1%) enquanto a taxa de sobrevivência de A. longifolia foi inferior nas plântulas submetidas à 52°C. Estresses térmicos sofridos pelas sementes no solo provocam mudanças no processo de emergência e sobrevivência das plântulas, podendo acelerar ou retardar a velocidade de germinação de maneira espécie-específica, mesmo sem alterar a porcentagem de emergência. A sobrevivência das plântulas foi mais sensível às altas temperaturas do que a emergência, possivelmente correlacionando-se positivamente com a massa das sementes.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 405276 - FABIAN BORGHETTI
Externo à Instituição - LEANDRO CARVALHO RIBEIRO - IF Goiano
Externo à Instituição - LUÍS FELIPE DAIBES DE ANDRADE - UFMS
Interno - ***.879.211-** - MARCELO FRAGOMENI SIMON - UOX
Notícia cadastrada em: 06/03/2026 09:46
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