Banca de DEFESA: LUCAS VINICIUS MONTEIRO DE BARROS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LUCAS VINICIUS MONTEIRO DE BARROS
DATA : 08/05/2026
HORA: 08:30
LOCAL: Auditório nº 01 do Instituto de Ciências Biológicas - IB
TÍTULO:

"Estratégias de invasão de Arundo donax L.: Ajustes sazonais no status hídrico foliar e nos atributos fotossintéticos."


PALAVRAS-CHAVES:

Arundo donax; Cerrado antropizado; relações hídricas; ajuste osmótico; rigidez tecidual; fotossíntese sazonal; plasticidade diurna; invasão biológica.


PÁGINAS: 85
RESUMO:

A gramínea invasora Arundo donax L. tem causado impactos significativos em ecossistemas antropizados, mas suas estratégias ecofisiológicas em savanas tropicais sazonalmente secas ainda são pouco compreendidas. Este estudo avaliou, em um gradiente sazonal (seca e chuva) e, para os parâmetros fotossintéticos, também em três horários do dia, as respostas hídricas e fotossintéticas de A. donax estabelecida em uma paisagem antropizada do Cerrado no Distrito Federal, Brasil. No primeiro capítulo, testamos as hipóteses de ajuste osmótico com aumento da elasticidade celular e de margens hidráulicas estreitas. Medimos potenciais hídricos foliares (antes do amanhecer e ao meio-dia) e construímos curvas pressão-volume para estimar π₀, ΨTLP, RWCTLP, ε e capacitância hidráulica. Apesar de cinco meses sem chuva, Ψ antemanhecer manteve-se relativamente alto (–0,19 a –0,66 MPa), enquanto Ψ meio-dia atingiu cerca de –2,0 MPa no fim da seca. Ocorreu ajuste osmótico (π₀ e ΨTLP mais negativos), mas, contrariamente ao esperado, a elasticidade (ε) aumentou (rigidez tecidual) e a capacitância diminuiu. Essa combinação inédita – ajuste osmótico com rigidez – permite manter o turgor e tolerar a seca prolongada. No segundo capítulo, avaliamos trocas gasosas, capacidade fotossintética (curvas A/Ci: Vcmax, Jmax, TPU), eficiência do uso da luz (Φ, LCP) e respiração no escuro (Rd) nas duas estações e três períodos do dia. Surpreendentemente, as maiores taxas de assimilação de CO₂ e a maior capacidade fotossintética ocorreram na estação seca. Houve interação significativa entre data e período do dia, indicando que o padrão diurno da fotossíntese se reorganiza sazonalmente: picos pela manhã no início da chuva, ao meio-dia no fim da chuva e à tarde na transição seco-chuvoso. Vcmax manteve ritmo diurno constante, mas Jmax dobrou no fim da seca/início da chuva. A abertura estomática alternou entre comportamento conservador (fechamento ao meio-dia na chuva) e oportunista (abertura à tarde na seca). O ponto de compensação de luz aumentou na seca, indicando maiores custos respiratórios. Em conjunto, os resultados mostram que A. donax combina ajuste osmótico com rigidez tecidual (capítulo 1) e uma plasticidade fotossintética contínua nas escalas diurna e sazonal (capítulo 2), mantendo ou mesmo aumentando o ganho de carbono sob estresse hídrico. Essas estratégias integradas, possivelmente associadas ao acesso a água profunda, explicam o sucesso de invasão da espécie em ambientes degradados do Cerrado.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 404584 - AUGUSTO CESAR FRANCO
Externo à Instituição - EMMA MAE DOCHERTY - UL
Externo à Instituição - PAULO EDUARDO DE MENEZES SILVA - IF Goiano
Interno - 1986215 - THOMAS CHRISTOPHER RHYS WILLIAMS
Notícia cadastrada em: 05/05/2026 16:16
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