Banca de DEFESA: Mariana Oliveira Medeiros

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : Mariana Oliveira Medeiros
DATA : 23/08/2023
HORA: 14:00
LOCAL: Meio virtual
TÍTULO:

MULTIPLICAÇÃO CLONAL E CONSERVAÇÃO IN VITRO DE ESPÉCIES DE BAUNILHA (Vanilla sp.)


PALAVRAS-CHAVES:

Orchidaceae, estabelecimento, limpeza clonal, micropropagação.


PÁGINAS: 100
RESUMO:

A Baunilha ou Vanila é uma planta do gênero Vanilla pertencente à família Orchidaceae, e comporta aproximadamente 110 espécies, algumas em extinção. Apesar do Brasil apresentar condições favoráveis para o cultivo da baunilha, a produção é baixa e dispendiosa com as técnicas de propagação convencionais. A cultura in vitro se torna uma ferramenta viável podendo proporcionar a produção em larga escala de mudas, com economia de tempo e espaço, gerando mudas de qualidade e livres de doenças, além de proporcionar a criação de coleções de trabalho ou de germoplasma in vitro. Neste contexto, o presente trabalho busca aperfeiçoar técnicas e protocolos para a propagação in vitro de espécies do gênero Vanilla para produção de mudas em larga escala, além de estabelecer um protocolo para a conservação in vitro de acessos das espécies de baunilha em estudo. De início foi realizado o estabelecimento in vitro de explantes de acessos retirados de casa de vegetação, em meio de cultura básico MS. Devido a alta contaminação epifítica e endofítica, mesmo passados por processo de assepsia, os explantes passaram por processo de limpeza clonal com adição de Ampicilina Sódica, antibiótico de amplo espectro, ao meio de cultura. As bactérias presentes no cultivo do estabelecimento foram isoladas, extraídos os DNA e sequenciadas a partir da sequência 16S rRNA. Para a multiplicação clonal foram realizados três experimentos, o primeiro foi o teste de diferentes consistências de meio MS suplementado com 2 mg.L-1 de BAP (líquido, dupla-fase e semissólido), o segundo teste foi para identificar qual melhor recipientes de vidro (tubo de ensaio, frasco de 120 mL, 250 mL ou 550 mL) para multiplicação de espécies de baunilha em meio MS, e o terceiro foi para identificar qual melhor modelo de biorreator, com sistema de imersão temporária (RITA, Ralm ou BIT) e meio MS suplementado com 2 mg.L-1 de BAP, para multiplicação em larga escala de mudas. As mudas produzidas foram aclimatizadas em uma mistura de substrato comercial e fibra de coco, em BOD. Por último foi realizado um experimento para identificação do melhor carboidrato a ser utilizado no meio de cultura e a melhor temperatura para conservação de espécies de baunilha. Para isso foram testados dois tipos de carboidratos (sacarose e sorbitol) e suas combinações em meio MS, e três temperaturas (10, 20 e 25°C). A limpeza clonal com Ampicilina sódica resultou em uma redução significativa da carga bacteriana no cultivo comparado ao estabelecimento. O sequenciamento a partir do primer 16S rRNA mostrou possíveis identidades a nível de gêneros para as bactérias isoladas do estabelecimento. O meio dupla-fase se mostrou como a melhor alternativa para multiplicação das espécies, gerando maior número de brotações por explante. Não houve diferenças no desenvolvimento das brotações em diferentes recipientes, mostrando que a multiplicação in vitro de espécies de baunilhas pode ser otimizada. Dentre os modelos de biorreatores testados, o Ralm foi o que gerou melhores resultados na multiplicação clonal em larga escala de mudas, proporcionando maior número de brotações por explantes. A combinação de 15 g.L-1 de sacarose com 15 g.L-1 de sorbitol na temperatura de 20°C é a melhor condição para se conservar espécies de baunilha in vitro, proporcionando crescimento lento das brotações sem perder capacidade fotossintética.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - Rosete Pescador - UFSC
Presidente - ***.320.220-** - JONNY EVERSON SCHERWINSKI PEREIRA - EMBRAPA
Externo à Instituição - ROBERTO FONTES VIEIRA - EMBRAPA
Interna - 1549282 - SUELI MARIA GOMES
Notícia cadastrada em: 10/08/2023 11:55
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