Avaliação da eficácia terapêutica do peptídeo Octovespina em um modelo de Doença de Alzheimer induzido por beta-amiloide.
Alzheimer, peptídeo, neuroproteção.
A Doença de Alzheimer (DA) é uma doença neurodegenerativa progressiva, sendo a principal causa de demência em idosos. A patogênese da DA está associada à hipótese da cascata β-amilóide (βA-42), levando à disfunção sináptica, neuroinflamação e morte neuronal, principalmente em regiões como o hipocampo e córtex cerebral. Apesar dos avanços na compreensão da doença, os tratamentos atuais apresentam grandes limitações. Nesse contexto, compostos derivados de peçonhas animais têm se destacado como fontes promissoras de moléculas bioativas com alta especificidade para alvos do Sistema Nervoso Central. A octovespina, um peptídeo bioinspirado na occidentalina-1202, isolada da peçonha da vespa Polybia occidentalis, demonstrou, em modelos in vivo e in vitro, capacidade de reduzir a agregação de βA-42 e melhorar déficits cognitivos em camundongos. Porém, limitações farmacocinéticas, como baixa biodisponibilidade e dificuldade de atravessar a barreira hematoencefálica restringem sua aplicação clínica. Este projeto propõe a avaliação da octovespina administrada de forma intranasal para facilitar a entrega ao Sistema Nervoso Central, aumentando estabilidade, solubilidade e eficácia terapêutica, avaliando seus efeitos neuroprotetores em camundongos Swiss com modelo experimental de DA induzido por βA-42.