Banca de DEFESA: DANIELLE SOUSA FORRESTER

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : DANIELLE SOUSA FORRESTER
DATA : 11/11/2024
HORA: 09:00
LOCAL: Sala 35 IL
TÍTULO:

Características sintáticas e semânticas do verbo aspectual deixar no Português Brasileiro


PALAVRAS-CHAVES:

Verbo aspectual deixar; Preposição aspectual; Verbo auxiliar; Infinitivo; Nomes deverbais; Interpretação pejorativa,


PÁGINAS: 203
RESUMO:

O objetivo desta dissertação é analisar o uso do verbo aspectual deixar nas estruturas [deixar de VINFINITIVO ...] do Português Brasileiro. Como aspectual, esse verbo expressa a noção de cessamento/ abandono de uma situação, que aparece sob a forma de um infinitivo. A análise aqui apresentada se desenvolve tomando como quadro teórico de referência a Teoria de Princípios e Parâmetros da Teoria Gerativa (Chomsky 1981, 1986), especificamente a sua versão mais recente, denominada Programa Minimalista (Chomsky 1995). Como a estrutura em que deixar aparece envolve um domínio infinitivo, estudamos inicialmente a possibilidade de esse verbo ser um verbo de controle, de alçamento e auxiliar. A partir da análise do comportamento desse verbo frente a diagnósticos, proponho que, na estrutura [deixar de VINFINITIVO ...], o verbo deixar seja um verbo auxiliar de natureza lexical (combinando as propostas de Lobato 1975; Laca 2002, 2004; Bravo, García Fernández & Krivochen 2015, 2017). Observando as características da derivação com o verbo deixar, propomos que ela apresenta um AspP (sintagma aspectual), encabeçado pela preposição funcional de, seguido de um sintagma verbal, formando a estrutura [VAUXP deixar [AspP de [VINFINITIVO ...]]]. Com base no modelo de Adger (2003) e no de Lunguinho (2011) para a derivação das estruturas com verbos auxiliares, assumimos que o domínio infinitivo apresenta um traço flexional não valorado, o que o torna um Alvo para operações de valoração. A preposição aspectual apresenta um traço categorial não valorado [uV] que força a sua combinação com sintagma verbal. Ao se combinar com o sintagma verbal, o traço [uV] é valorado. O verbo deixar, por sua vez, também apresenta um traço categorial não valorado [uV], que faz com que esse verbo também se combine com o sintagma verbal. Ao se combinar com esse sintagma, deixar satisfaz o seu traço [uV] e, ao mesmo tempo, valora o traço flexional do sintagma verbal como infinitivo. Buscando ir além da estrutura [deixar de VINFINITIVO ...], analisamos também a possibilidade de deixar ser complementado por um nominal na estrutura [deixar de NP]. Diferentemente do que acontece com outros aspectuais quando são complementados por constituintes nominais, a preposição de, que acompanha o verbo deixar, é mantida. Nessa estrutura, deixar impõe restrições ao NP que o complementa: esse nominal deve ser um constituinte deverbal. O verbo que fornece a base morfológica para esse nominal é do tipo intransitivo inergativo. A partir de trabalhos como Silva (1999), detectamos que a estrutura [deixar de NP] está associada a uma noção pejorativa, na qual o NP expressa uma ação negativa, que causa incômodo.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2503858 - MARCUS VINICIUS DA SILVA LUNGUINHO
Interno - 2255401 - PAULO MEDEIROS JUNIOR
Externo à Instituição - ROBERLEI ALVES BERTUCCI - UTFPR
Interna - 1552210 - ROZANA REIGOTA NAVES
Notícia cadastrada em: 06/11/2024 10:14
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