Banca de DEFESA: JULIANA HARUMI CHINATTI YAMANAKA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JULIANA HARUMI CHINATTI YAMANAKA
DATA : 31/03/2025
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de Defesa do IREL
TÍTULO:

Estudo Discursivo sobre Práticas Interacionais de Migrantes no Distrito Federal/Brasil


PALAVRAS-CHAVES:

Translinguagem. Interseccionalidade. Interculturalidade Crítica.


PÁGINAS: 170
RESUMO:

Esta pesquisa qualitativa, de abordagem exploratória e interpretativista, investiga discursos sobre as práticas sociointeracionais entre um venezuelano e brasileiros, potencialmente atravessadas por marcadores sociais. Os objetivos específicos foram (i) investigar os discursos sobre linguagem que se constituem a partir de práticas sociointeracionais, (ii) compreender como tais discursos podem se articular a marcadores sociais e (iii) analisar a articulação entre discursos sobre linguagem, marcadores sociais e migração. Partindo de uma abordagem teórica crítica e decolonial, o estudo analisa como um jovem mobiliza seus repertórios linguísticos para desafiar hierarquias linguísticas e reivindicar espaços de pertencimento. A pesquisa foi realizada em um contexto urbano brasileiro, em Brasília/DF, caracterizado por tensões entre a língua nomeada hegemônica e repertórios linguísticos minoritários. A geração de dados ocorreu entre junho de 2022 a setembro de 2024 através dos seguintes instrumentos: (i) entrevistas semiestruturadas e (ii) notas reflexivas e diário de campo. Os dados foram segmentados e analisados, pela pesquisadora, a partir do arcabouço teórico ancorado em noções problematizadoras de ordens tradicionalmente estabelecidas, tais como Translinguagem (Makalela; Silva, 2023; Vogel; García, 2009), Interseccionalidade (Collins, 1993; Crenshaw, 1991) e Interculturalidade Crítica (Dietz, 2007; Olmos-Alcaraz, 2009; Walsh, 2010). Os dados apontaram que dentre os marcadores sociais da diferença, temos a língua, sistema heterogêneo cujas variações informam processos identificacionais e posicionalidades assumidas/atribuídas por atores em articulação com outros marcadores sociais. Em um contexto de crescente nacionalismo, os processos de classificação tornamse centrais na organização da alteridade, operando por meio da linguagem. Os discursos sobre a língua não apenas constroem diferenças sociais, mas também reforçam desigualdades ao se entrelaçarem com ideologias que naturalizam hierarquias linguísticas. Assim, a articulação entre linguagem, marcadores sociais e migração—eixos centrais desta pesquisa—revela como a diversidade linguística é frequentemente recontextualizada em meio a dinâmicas de poder que configuram pertencimentos e exclusões.

 


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - ANTONIA OLMOS ALCARAZ
Externa à Instituição - CLAUDIA HILSDORF ROCHA - UNICAMP
Externa à Instituição - Dllubia Santclair Matias - SEDUC
Presidente - 1713830 - KLEBER APARECIDO DA SILVA
Interna - 2504998 - VIVIANE CRISTINA VIEIRA
Notícia cadastrada em: 11/02/2025 12:45
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