Correferência Exclusiva: descrição e análise de expletivos e cópias múltiplas
Linguística, Teoria Gerativa, Sintaxe, Expletivos, Teoria do Movimento como Cópia
O presente estudo consiste na análise da derivação de sujeitos expletivos e cópias múltiplas na Teoria Gerativa. Na década de 90, foi cunhada a Teoria do Movimento como Cópia e, mais adiante, a Teoria do Controle como Movimento. Nessas teorias, alguns casos de correferência exclusiva foram interpretados como derivados por movimento. Por exemplo, Jairo Nunes propõe que, na derivação de “João viu ele mesmo”, “ele” é uma cópia de “João”, derivada por movimento. Nesta dissertação, propôs-se que essa mesma maquinaria pode ser estendida aos casos de sujeito expletivo do tipo there. Chomsky (1995) assume que, nesses casos, o expletivo mantém uma relação com um nominal denominada “relação expletivo-associado”. Nesta pesquisa, mostrou-se haver paralelismo entre a relação expletivo associado e as anáforas, na Teoria da Ligação. Dessa forma, defendeu-se que a derivação dos expletivos, na verdade, não requer uma “relação especial” com nominais na sentença; tal e qual o caso de “ele mesmo”, esses expletivos são derivados por movimento.