Banca de DEFESA: JEANE MARIA DA SILVA XAVIER

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JEANE MARIA DA SILVA XAVIER
DATA : 04/05/2026
HORA: 10:00
LOCAL: Instituto de Letras
TÍTULO:

REPRESENTAÇÕES FEMININAS E ETÁRIAS NO AMBIENTE ESCOLAR


PALAVRAS-CHAVES:

Discurso, Feminismo, Etarismo, Raça.


PÁGINAS: 75
RESUMO:

O estudo a que este projeto se propõe objetiva verificar, com base na Análise de Discurso Crítica (ADC), as representações femininas em sala de aula, considerando estereótipos de raça, de gênero e etárias, o que possibilita o reconhecimento identitário e representacional feminino e lança um olhar sobre o interesse de mulheres mais velhas em ocuparem ambientes formais de educação. Para isso, esta análise se dá no Centro Interescolar de Línguas do Paranoá (CIL). Olhar para a subjetividade dessas mulheres é dar lugar ao reconhecimento de suas identidades, buscando reconhecer os preconceitos que estruturam suas visões de mundo e as forçam a carregar nas memórias o estereótipo da mulher, mais velha, dona de casa e mãe. A personificação dessa figura no imaginário dessas mulheres fica deslocado no ambiente de sala de aula, o que pode gerar nelas uma sensação de não pertencimento. Assim, surge a curiosidade de entender o porquê de, ainda imperar a visão da mulher subserviente e relegada às funções domésticas e e lhe atribuir um lugar carregado de estereótipos. Segundo Bourdieu e Passeron (1975), a escola reproduz essa cultura dominante e, em vez de diminuir as desigualdades sociais, ela as salienta. Analisando o constructo social dessas mulheres, consideramos aqui que elas se mostram pertencentes a construções familiares tipicamente patriarcais, nas quais a mulher ainda é a “dona de casa” e, mesmo que trabalhem fora ou frequentem a escola, são responsáveis pelos afazeres domésticos. Crescendo nesses ambientes, reverberam tanto os discursos quanto os comportamentos com os quais convivem, se comportando, muitas vezes, de maneira acrítica diante dos fenômenos. Nesse contexto, cresceu a curiosidade de investigar como o discurso a que essas mulheres estão expostas interfere no reconhecimento de sua/s identidade/s e como o letramento crítico pode romper esse/s padrão/ões de reconhecimento. O discurso produz a linguagem e se relaciona com a história e com as construções sociais dos indivíduos. Fairclough (2001) argumenta que a sociedade estabelece os discursos a partir das relações de classe, gênero, raça, mas também por instituições, como a escola e, dialeticamente, o discurso também molda a sociedade. Discursos estão imbricados nas práticas sociais dos indivíduos, essa visão coaduna com Van Dijk (2009), que afirma que o discurso é analisado como uma interação situada num contexto, assim as concepções relativas a raça, classe, gênero ou idade implica na construção de sujeitos e, consequentemente, na constituição das suas identidades. Desse modo, intenciona-se explorar representações discursivas, em uma pesquisa de cunho etnográfico, como uma forma de construção epistemológica, que pode resultar no reconhecimento dessas identidades. Transformar, em estratégias pedagógicas futuras, a realidade com a qual essas mulheres estão familiarizadas motiva esta proposta de análise, a fim de que sejam desconstruídos esquemas discursivos que resultam na visão superficial do papel feminino negro na sociedade.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - Juliana Araujo Ribeiro - SEEDF
Presidente - 1171102 - MARIA LUIZA MONTEIRO SALES COROA
Interna - 1745749 - MARIANA ROSA MASTRELLA DE ANDRADE
Externa à Instituição - Sila Marisa de Oliveira - INSPER
Notícia cadastrada em: 24/04/2026 13:19
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