DE CANDANGA A BRASILIENSE: TRAÇADOS SOCIOHISTÓRICOS E TRAÇOS SOCIOLINGUÍSTICOS DA VARIEDADE DE BRASÍLIA.
Sociolinguística; Variação Linguística; Percepção Linguística; Geração; Variedade Candanga; Variedade Brasiliense; Identidade.
A “invenção” do Distrito Federal se deu a partir do encontro de múltiplos sujeitos, de distintos recortes sociais, com diferentes práticas culturais, das mais variadas partes do país. Desse quadro de contato, diversos fenômenos linguísticos e sociais podem ser sublinhados, tanto como produtos do tempo da constituição de tal diverso espaço quanto como herança de uma história, igualmente, multiforme. Nesse sentido, o presente trabalho se ocupa de - levando em consideração tal contexto constitutivo e contrastando as Regiões Administrativas da Ceilândia e do Plano Piloto - examinar, a partir de uma perspectiva geracional, três dimensões da aspectologia sociolinguística associada a tais espaços do Distrito Federal: a autopercepção identitária de seus falantes; seu patamar de utilização de categorias lexicais e gramaticais; e indícios de processos de variação e mudança linguística que possam sinalizar a consolidação de uma variedade brasiliense do português. Assim, o trabalho se perfaz no paradigma quali-quantitativo com vistas a discutir se é possível afirmar a existência de uma variedade brasiliense da Língua Portuguesa e quais seriam os aspectos constituintes desse falar.