Banca de DEFESA: ANA CAROLINA DE SOUZA SILVA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANA CAROLINA DE SOUZA SILVA
DATA : 10/09/2026
HORA: 11:00
LOCAL: Instituto de Letras e Remoto
TÍTULO:

Pretuguês acadêmico: um estudo sobre terminologias decoloniais


PALAVRAS-CHAVES:

Pretuguês acadêmico, Terminologia, Epistemologias Negras, Linguagem acadêmica, Agenciamento;


PÁGINAS: 197
RESUMO:

Esta tese investiga a terminologia das epistemologias negras no contexto acadêmico brasileiro, considerando os termos como unidades linguísticas e políticas que participam da constituição e da circulação de sistemas de conhecimento. Partiu-se do pressuposto que a produção terminológica nomeia conceitos e contribui para legitimar experiências e saberes historicamente marginalizados pela colonialidade e pelo racismo. O corpus é constituído por 72 termos identificados em produções de autoria e de referência negra, analisados quanto à circulação acadêmica, à formação lexical, às definições e às relações semânticas. Para a análise da circulação, foi selecionada uma amostra correspondente a um terço do corpus, investigada no Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES e na SciELO, considerando anos de publicação e áreas de conhecimento. A análise linguístico-terminológica fundamenta-se, sobretudo, nos estudos da Terminologia de perspectiva comunicativa e socioterminológica, articulados a contribuições dos estudos lexicais, semânticos e das epistemologias negras. Os resultados evidenciam a expressiva interdisciplinaridade dos termos, sua circulação crescente na produção acadêmica recente e uma composição lexical africanas e híbridas. As definições e os campos semânticos revelam recorrências em torno do saber, da resistência, da ancestralidade, do corpo, da memória, da linguagem, da identidade e de críticas à colonialidade e aos sistemas de opressão. Conclui-se que a terminologia analisada constitui um repertório conceitual em expansão que, ao nomear experiências e produzir categorias interpretativas próprias, amplia os domínios da linguagem acadêmica e desloca sujeitos negros da condição de objetos de conhecimento para a posição de agência. Desse modo, os termos analisados atuam também como operadores políticos da língua, participando das disputas por legitimidade epistemológica e por espaços de poder no campo científico;


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 402767 - ENILDE LEITE DE JESUS FAULSTICH
Interna - 2703927 - FLAVIA DE OLIVEIRA MAIA PIRES
Interna - 2763099 - MICHELLE MACHADO DE OLIVEIRA VILARINHO
Externo à Instituição - JULWAITY QUARESMA CARDOSO PIMENTEL NETO - IFB
Externo à Instituição - NATIVAL ALMEIDA SIMOES NETO - UFBA
Notícia cadastrada em: 20/08/2026 11:37
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