Banca de DEFESA: BRENDA GONÇALVES DOS REIS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : BRENDA GONÇALVES DOS REIS
DATA : 03/09/2026
HORA: 16:00
LOCAL: LABTEX- Módulo 7 sala 2- ICC sul- UnB
TÍTULO:

ENTRE A NORMA E A NARRATIVA, ENTRE A RESOLUÇÃO E A EXPERIÊNCIA, ENTRE A INSTITUIÇÃO E O CORPO QUE CUIDA: uma análise crítica do discurso sobre mães universitárias e permanência acadêmica


PALAVRAS-CHAVES:

maternidade universitária; Análise de Discurso Crítica; permanência materna; políticas institucionais; Coletivo de Mães da UnB.


PÁGINAS: 114
RESUMO:

Esta dissertação investiga, à luz da Teoria Social do Discurso e da Análise de Discurso Crítica, os modos pelos quais a maternidade universitária é discursivamente construída, regulada e disputada em documentos institucionais brasileiros, tomando a Política Materna e Parental da Universidade de Brasília como corpus central. O trabalho articula três camadas analíticas: a norma, compreendida como o conjunto de resoluções, leis, portarias e políticas que nomeiam, administram ou silenciam a maternidade; a experiência situada da pesquisadora-mãe, mobilizada por meio do diário da pesquisadora-mãe como dispositivo de reflexividade crítica; e a disputa político-discursiva produzida por coletivos de mães universitárias, especialmente o Coletivo de Mães da UnB. Metodologicamente, a pesquisa combina análise documental, levantamento lexical-comparativo e interpretação crítica do significado representacional, observando como diferentes universidades produzem distintas imagens institucionais da mãe: sujeito da assistência, da produtividade, da matrícula, da permanência ou da política maternoparental ampla. A leitura do Atlas da Permanência Materna no Ensino Superior Federal Brasileiro permite ampliar a discussão para uma conjuntura nacional marcada por avanços recentes, desigualdades regionais, baixa extensão de políticas à pós-graduação e insuficiência de infraestrutura de cuidado. A comparação entre UnB e UFOPA aprofunda o embate entre reconhecimento e administrabilidade, evidenciando que a institucionalização da maternidade é conquista política, mas também campo de disputa sobre quem é nomeada, que cuidado é reconhecido e quais maternidades permanecem ainda parcialmente apagadas. Conclui-se que a permanência materna não pode ser reduzida a vínculo acadêmico, prazo ou benefício: ela exige rede, infraestrutura, dados, escuta, corresponsabilização institucional e transformação da própria ideia de universidade.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - Diana Loureiro Valls Gallo - UnB
Presidente - 1719965 - JULIANA DE FREITAS DIAS
Interna - ***.382.869-** - MARIA LUIZA MONTEIRO SALES COROA - UNICAMP
Notícia cadastrada em: 31/08/2026 14:08
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