OS ECOS DE NOSSAS VOZES: letramentos críticos reflexivos como prática discursivo-identitária de (re)existência
Letramentos reflexivos. Prática discursiva. Identidades. Análise de Discurso Crítica.
Esta pesquisa pretende investigar como práticas decoloniais de leitura e escrita vivenciadas no contexto da Universidade Aberta do Brasil dialogam com mudanças nas práticas discursivas identitárias de mulheres participantes. Nesse sentido,seus resultados são relevantes e contribuem com os estudos do Grupo de Estudos Autoria Criativa (GECRIA/UnB), visando mudanças identitárias do ponto de vista pessoal, social (estudante universitária e futura professora) e de agência de mudança. A investigação utilizará referenciais teórico-metodológicos dos Estudos Críticos do Discurso, sobretudo a Análise de Discurso Crítica (Chouliaraki; Fairclough, 1999; Fairclough, 2003, 2016; Kress; Leeuwen, 2006; Resende, 2019; Vieira; Resende, 2016), em diálogo com os Estudos do Letramento (Barton, 1994; Barton e Hamilton, 1998; Street, 1993, 2014; Freire, 1987, 2005; Kleiman, 1995; Soares, 2003;Ribeiro, 2003; Jesus, 2017; Rios, 2013; Borges, 2015, 2017; Sousa, 2018; Monte Mor, s.d.; bem como as perspectivas póscoloniais e as decoloniais (Quijano, 2005; Maldonado‑Torres, 2007; Resende, 2019; Vieira, 2019); e as pesquisas de escrita autoral e criativa realizadas no âmbito do GECRIA. A primeira etapa deste projeto empreende uma pesquisa bibliográfica acerca do referido repertório teórico, conjuntural e metodológico. A segunda fase será degeração de dados, por meio de entrevistas com estudantes da Universidade Aberta do Brasil (UAB/UnB). Os dados gerados serão analisados com base no repertório teóricometodológico da ADC, e nos diálogos transdisciplinares com os Estudos do Letramento, com os estudos decoloniais e com as pesquisas sobre autoria criativa, realizadas no Grupo de Estudos Autoria Criativa. A compreensão poderá contribuir com a reflexão de sobre mudanças identitárias do ponto de vista pessoal, social (estudante universitária e futura professora) e de agência de mudança no âmbito da universidade a partir do trabalho com letramentos críticos reflexivos como prática discursiva e identitária de (re)existência.