Banca de DEFESA: LUCIANA PEREIRA FREIRE MARTINS

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LUCIANA PEREIRA FREIRE MARTINS
DATA : 04/08/2026
HORA: 08:30
LOCAL: Plataforma TEAMS
TÍTULO:

POSITIVIDADE TRANSITÓRIA DO kDNA CIRCULANTE DE LEISHMANIA NO SANGUE PERIFÉRICO DE PACIENTES IMUNOSSUPRIMIDOS EXPOSTOS À LEISHMANIOSE E SUA RELAÇÃO COM A EXPRESSÃO GÊNICA DA VIA JAKSTAT


PALAVRAS-CHAVES:

Leishmaniose, Imunologia, Biologia Molecular, Diagnóstico.


PÁGINAS: 80
RESUMO:

Introdução: A leishmaniose é uma doença tropical negligenciada (DNTs) e endêmica em 99 países. A epidemiologia das DTNs, em geral, está relacionada às condições ambientais, como a limitação de acesso ao saneamento adequado, à água potável e aos cuidados de saúde. Além disso, a imunossupressão pode acarretar um maior risco de infecção e adoecimento pela Leishmania. Há relatos, na literatura, de casos de leishmaniose em imunossuprimidos induzidos por medicamentos. Objetivos: O presente estudo tem como objetivo, rastrear a ocorrência da leishmaniose em pacientes imunossuprimidos, tratados no Hospital Universitário de Brasília (HUB), considerando o perfil das respostas próinflamatórias e anti-inflamatórias, assim como a via de sinalização JAK-STAT (Janus Quinase-transdutor de sinal). Metodologia: Foram incluídos, consecutivamente, pacientes imunossuprimidos atendidos no HUB. Estes pacientes foram examinados por consulta clínica dermatológica. A pesquisa de Leishmania no sangue periférico foi feita por meio de reação em cadeia da polimerase (PCR) em tempo real com alvo no DNA do cinetoplasto (kDNA) em 2 ocasiões durante o acompanhamento clínico dos pacientes por 6 meses. Análise das expressões gênicas de diversas citocinas, incluindo a via JAK-STAT das células mononucleares (PBMCs) foram realizadas, sendo comparados os casos de pacientes com kDNA circulante no sangue de Leishmania com aqueles quenão apresentaram este achado (grupo controle). Resultados: Foram incluídos 488 pacientes no estudo, com média de idade de 49,28 anos. Dos 488 pacientes incluídos no estudo, 295 estavam em uso de terapias imunossupressoras sistêmicas. Durante todo o período de acompanhamento, não foram diagnosticados casos de leishmaniose ativa, tanto na forma visceral quanto na forma tegumentar.No entanto, a análise molecular dos pacientes revelou a presença de kDNA de Leishmania no sangue periférico de 45 pacientes, detectada em pelo menos um dos momentos avaliados, seja no recrutamento ou após seis meses de acompanhamento. Observou-se que 8 dos 30 pacientes (26,67%) que utilizava corticosteróides sistêmicos de forma isolada apresentaram kDNA circulante de Leishmania positivo no sangue, enquanto entre os pacientes em uso dos demais tratamentos agrupados apenas 19 de 265 (7,17%) apresentaram positividade (p = 0,001). Na análise ajustada, a positividade para o kDNA circulante de Leishmania no momento do recrutamento mostrou-se um fator de risco independente para a positividade após seis meses (Risco reltivo = 26,00, intervalo de confiança de 95% = 8,77 – 77,11, p < 0,001. A análise da quantificação relativa da expressão gênica dos mediadores imunológicos avaliados evidenciou regulação negativa de tirosina quinase 2 (TYK2) e interleucina (IL) 12A nos pacientes com detecção de kDNA circulante de Leishmania em sangue periférico. Conclusões: Pode-se concluir que o kDNA de Leishmania no sangue periférico pode ser um achado persistente em pacientes imunossuprimidos que vivem em área endêmica. O uso de corticosteróides sistêmicos parece ter maior influência nesta positividade. Estudos mais abrangentes, com longo tempo de acompanhamento são necessários para elucidação do papel destes achados no desenvolvimento da leishmaniose clinicamente ativa.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - ADA AMÁLIA AYALA URDAPILLETA - SESDF
Presidente - 2676451 - CIRO MARTINS GOMES
Externo à Instituição - GILBERTO SANTOS MORAIS JUNIOR - UnB
Interna - 3088161 - JULIANA LOTT DE CARVALHO
Externa à Instituição - MARIANA MAGALHÃES NÓBREGA - IFG
Notícia cadastrada em: 10/07/2026 13:46
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