Banca de QUALIFICAÇÃO: MARIA EDUARDA CHAVES RIBEIRO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARIA EDUARDA CHAVES RIBEIRO
DATA : 03/06/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório IB
TÍTULO:

"Caracterização de coleção de microalgas e avaliação do potencial antimicrobiano


PALAVRAS-CHAVES:

microalgas, antimicrobianos, biocontrole, patógenos, biofilme.


PÁGINAS: 45
RESUMO:

A resistência a antimicrobianos é um problema crítico em nível mundial, que coloca em risco o meio ambiente e a saúde. No Brasil, toneladas de agrotóxicos são utilizadas por ano, e seu uso indiscriminado provoca danos significativos à biodiversidade, contribuindo, especialmente, para a seleção de cepas biologicamente mais resistentes aos químicos atualmente utilizados no controle microbiano. De maneira semelhante, a resistência antimicrobiana também tem sido um desafio enfrentado pelos sistemas de saúde, os quais lidam com dificuldades no controle de patógenos resistentes a tratamento, responsáveis por provocar quadros severos de doenças em humanos. Em geral, microrganismos desse tipo podem possuir certas características adaptativas vantajosas, como a capacidade de formar biofilme, que lhes conferem maior resistência mesmo a ambientes extremos, favorecendo sua sobrevivência. Nesse contexto, este trabalho teve como objetivo explorar o potencial biotecnológico de microalgas como agentes de controle biológico ainda pouco convencionais, visto que a utilização de outros microrganismos e de biomoléculas derivadas destes podem ampliar a disponibilidade de recursos antimicrobianos eficientes. Para tanto, microalgas eucariotas e procariotas (cianobactérias) foram testadas contra os fungos fitopatógenos Fusarium oxysporum, Macrophomina phaseolina e Sclerotinia sclerotiorum, e as bactérias patogênicas Klebsiella pneumoniae e Pseudomonas aeruginosa. Atividades antimicrobianas de oito microalgas foram avaliadas sob duas condições de aplicação: 1) aplicação da cultura celular de microalgas e 2) de lisado celular, sobre fungos, e apenas de lisado microalgal sobre bactérias formadoras de biofilme. Em relação aos fitopatógenos, os tratamentos foram capazes de induzir discretas alterações morfológicas nos padrões de crescimento fúngico. Além disso, as espécies eucariotas se destacaram pela habilidade em competir pelo substrato utilizado. Nos ensaios antibacterianos, o lisado da microalga BTL 52 mostrou alta atividade de degradação de biofilme de bactérias patogênicas, mantendo sua atividade mesmo sob mudança de pH. As atividades enzimáticas também foram investigadas a fim de entender quais enzimas podem estar envolvidas na degradação, revelando afinidade da cepa por diferentes substratos. Os resultados preliminares deste estudo mostram que as microalgas, com destaque para a BTL 52, apresentam potencial relevante como fonte de antimicrobianos, que justifica o estudo mais aprofundado sobre esses microrganismos para futuras aplicações.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - LUIZ FERNANDO ROMANHOLO FERREIRA - UCB
Externa ao Programa - 1162105 - BRENDA RABELLO DE CAMARGO - nullPresidente - 2222088 - ELIANE FERREIRA NORONHA
Externo ao Programa - 1986215 - THOMAS CHRISTOPHER RHYS WILLIAMS - null
Notícia cadastrada em: 18/05/2026 11:15
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