"Experimentação Remota como estratégia de ensino no contexto do Novo Ensino Médio em escolas públicas do Distrito Federal."
Experimentação Remota; Novo Ensino Médio; Ensino de Biologia; Laboratórios Remotos; Inovação Pedagógica.
Esta dissertação analisa a experimentação remota como estratégia pedagógica no ensino de Ciências da Natureza no contexto do Novo Ensino Médio, instituído pela Lei nº 13.415/2017, em escolas públicas do Distrito Federal. A pesquisa parte do reconhecimento de que a redução da carga horária das disciplinas e as limitações estruturais recorrentes nas escolas públicas comprometem a realização de práticas experimentais, tradicionalmente consideradas fundamentais para a aprendizagem significativa em Ciências. Nesse cenário, a experimentação remota é investigada como alternativa tecnológica e metodológica capaz de ampliar o acesso à prática investigativa por meio das Tecnologias da Informação e Comunicação. O estudo caracteriza-se como qualitativo, de natureza aplicada e caráter descritivo-analítico. Foi desenvolvido com professores de Biologia atuantes em escolas públicas de Ensino Médio da Região Administrativa de São Sebastião – DF. A pesquisa envolveu formação em serviço, planejamento colaborativo e implementação de sequências didáticas estruturadas com o uso de laboratórios remotos. A produção de dados ocorreu por meio de questionários e registros reflexivos docentes. Os resultados indicam que a experimentação remota amplia as oportunidades de vivência experimental em contextos marcados pela ausência de laboratórios físicos e pela insuficiência de equipamentos. Observou-se maior engajamento estudantil, intensificação das discussões conceituais e fortalecimento de práticas investigativas baseadas na problematização e na análise de dados reais. A possibilidade de manipulação remota de equipamentos científicos contribuiu para aproximar teoria e prática, favorecendo o protagonismo discente e a construção colaborativa do conhecimento. Entretanto, foram identificados desafios relacionados à formação continuada dos professores para uso pedagógico das tecnologias, ao tempo necessário para o planejamento de sequências investigativas e às limitações institucionais quanto à conectividade, à organização curricular e escolar. Conclui-se que a experimentação remota apresenta potencial consistente como estratégia pedagógica relevante no contexto do Novo Ensino Médio, desde que acompanhada de suporte formativo, infraestrutura adequada e articulação institucional que garantam sua integração planejada e sustentável ao currículo escolar.