Absenteísmo na Administração Pública: Uma análise dos custos institucionais, principais causas e o papel de estratégias inovadoras na promoção da saúde e da eficiência organizacional.
absenteísmo; setor público; economia da saúde; inovação; saúde ocupacional; eficiência do gasto público.
O presente estudo analisa o absenteísmo-doença entre servidores da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF), com foco em sua magnitude epidemiológica, determinantes e impactos econômicos, bem como no papel de estratégias inovadoras de gestão no enfrentamento do fenômeno. A pesquisa fundamenta-se na perspectiva da economia da saúde e da eficiência do gasto público, especialmente no conceito de custo da doença, que abrange custos diretos e indiretos associados à ausência laboral. Adota-se abordagem quantitativa, de natureza descritiva, com base em dados secundários oficiais extraídos de sistemas administrativos do Governo do Distrito Federal, no período de 2018 a 2024, com utilização complementar de dados de 2025 exclusivamente para fins descritivos. A análise contempla indicadores epidemiológicos de absenteísmo, além da distribuição dos afastamentos segundo características sociodemográficas, funcionais e diagnósticas, com base na Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Os resultados evidenciam que o absenteísmo-doença constitui padrão recorrente ao longo do tempo na SEEDF, com destaque para a predominância de transtornos mentais e comportamentais e doenças osteomusculares, que concentram parcela expressiva dos dias perdidos. Observa-se ainda a concentração dos afastamentos em carreiras diretamente vinculadas à atividade-fim da educação, ampliando seus impactos organizacionais e econômicos. Sob a perspectiva econômica, o absenteísmo implica custos relevantes e compromete a eficiência alocativa dos recursos públicos. Conclui-se que estratégias inovadoras de gestão, baseadas em evidências e integração institucional, são essenciais para reduzir o fenômeno e aprimorar o desempenho do setor educacional.