Banca de DEFESA: CLAUDIA GIROTTI

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : CLAUDIA GIROTTI
DATA : 27/07/2026
HORA: 10:00
LOCAL: Sala de Reuniões da FACE UnB
TÍTULO:

TRANSIÇÃO ENERGÉTICA BASEADA EM MINERAIS CRÍTICOS: ALTERNATIVA OU ARMADILHA TECNOLÓGICA? Um Estudo Crítico da Sustentabilidade da Nova Ordem Energética Pós-COP28


PALAVRAS-CHAVES:

Transição Energética; Minerais Críticos; Princípio da Precaução; Sustentabilidade Forte; Inovação Tecnológica; Ignorância Estrutural.


PÁGINAS: 97
RESUMO:

Os compromissos climáticos da COP28 foram celebrados como o início de uma vitória sobre a hegemonia dos combustíveis fósseis. Esta dissertação investiga como o processo de transição energética, coordenado pela governança climática global, impulsiona a descarbonização, com foco na adoção acelerada de tecnologias renováveis intensivas em minerais. O problema central confronta a racionalidade econômica com a realidade material: trata-se de uma reestruturação sistêmica genuína — orientada pelos limites da Sustentabilidade Forte — ou de uma armadilha contábil e material — operada sob a comensurabilidade ilusória da Sustentabilidade Fraca? Utilizando uma abordagem qualitativa, exploratória e bibliométrica, ancorada na economia institucional e na inovação, a pesquisa examina o descompasso de escalas entre a narrativa climática global e a materialidade da extração mineral em nível local. A análise revela que a governança atual legitima "vencedores tecnológicos" que trocam fluxos financeiros globais (redução de emissões) por danos ambientais irreversíveis nos territórios. Tal configuração consolida uma trajetória tecnológica excludente, que protege a inércia do Complexo Tecno Institucional e mantém a lógica hegemônica original ao comprimir o tempo de maturação da inovação. A pesquisa propõe a adoção do Princípio da Precaução como uma inovação disruptiva para uma "pausa metodológica": quebrar as sequências compulsórias dos processos de decisão e revisar as escolhas conflitantes (trade-offs) assumidas com base nos resultados materiais. Conclui se que institucionalizar a incerteza atua como um freio civilizatório necessário para confrontar a falha ontológica humana: a recusa em lidar com a própria ignorância diante da incerteza radical. Queremos inovar a forma como nos relacionamos com a Natureza, ou apenas explorá-la aceleradamente?


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 403969 - JORGE MADEIRA NOGUEIRA
Externo à Instituição - ANDERSON ANTONIO DA SILVA
Externa à Instituição - ELKE URBANAVICIUS COSTANTI - IIEB
Externa à Instituição - MARIA VIRGINIA DA SILVA COLUSSO - CNI
Notícia cadastrada em: 08/07/2026 15:49
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