“ESTRATÉGIA DE ENFRENTAMENTO À OCORRÊNCIA DA DOENÇA DE CHAGAS RELACIONADA A INGESTÃO DE AÇAÍ NA REGIÃO AMAZÔNICA.”
“Doença de Chagas; Açaí; Saúde Pública; Amazônia; Modelo Lógico”
“Esta dissertação investiga as estratégias de enfrentamento à ocorrência da doença de Chagas relacionada à ingestão de açaí na região amazônica, uma questão de crescente relevância para a saúde pública e economia local. O estudo contextualiza a transmissão oral da doença de Chagas, particularmente associada ao consumo de açaí contaminado com Trypanosoma cruzi, destacando a complexidade da cadeia produtiva do fruto, sua importância cultural e econômica, e os desafios sanitários enfrentados na Amazônia. A pesquisa tem como objetivo analisar as estratégias atuais de controle e prevenção da doença e propor melhorias que considerem as especificidades regionais. A metodologia utilizada baseou-se na análise de dados secundários não-nominais, incluindo revisões bibliográficas, análise documental de legislações e relatórios epidemiológicos. Também foi desenvolvido um Modelo Lógico (ML) para descrever, mapear e organizar as ações necessárias para o possível controle e diminuição da transmissão oral da doença de Chagas associada ao consumo de açaí na região, destacando os atores envolvidos e as intervenções estratégicas propostas. Os resultados indicam que, apesar das regulamentações existentes e das ações educativas e sanitárias implementadas, a transmissão da doença por ingestão de açaí permanece um problema significativo, especialmente devido à resistência cultural ao uso de tecnologias de controle e à falta de infraestrutura adequada em áreas remotas. O estudo sugere a necessidade de uma abordagem integrada, que combine educação em saúde, fiscalização eficiente e adaptação das práticas recomendadas às especificidades culturais locais. Conclui-se que a efetividade dessas medidas depende da cooperação entre os diversos setores envolvidos e do engajamento das comunidades locais, visando à promoção de um consumo seguro do açaí sem comprometer a saúde pública.”