Saúde Mental de Crianças e Adolescentes Indígenas em Comunidades do Noroeste de Brasília: Repercussões das Dinâmicas Territoriais no Bem Viver
Desterritorialização; Dinâmicas territoriais; Saúde mental indígena; Bem Viver; Crianças e adolescentes indígenas
Esta pesquisa busca investigar como as dinâmicas territoriais, especialmente os processos de desterritorialização e as novas formas de reterritorialização, repercutem na saúde mental de crianças e adolescentes indígenas em comunidades do Setor Noroeste de Brasília-DF. A partir de uma abordagem qualitativa, com delineamento de estudo de caso, a pesquisa será desenvolvida por meio de entrevistas narrativas e análise de documentos, e tendo como base as experiências prévias nas vivências interculturais realizadas em novembro de 2024. O estudo busca analisar as repercussões psicossociais dessas transformações, identificando mecanismos culturais de resistência e fortalecimento coletivo. A pesquisa também pretende compreender de que modo essas dinâmicas interferem na construção identitária das infâncias e adolescências indígenas, considerando tanto o rompimento de vínculos ancestrais quanto a emergência de novas formas de pertencimento. A investigação se orienta por referenciais da psicologia social crítica, da psicologia indígena, dos estudos decoloniais e da geografia de Milton Santos, podendo dialogar com outros referenciais a depender da necessidade do percurso investigativo. Esta pesquisa busca também contribuir para a formulação de políticas públicas sensíveis à diversidade cultural, voltadas à promoção do Bem Viver e do cuidado psicossocial de povos indígenas em contexto urbano. Como exigência do programa de Mestrado Profissional, será elaborado, além do material teórico, um produto técnico em diálogo com o povo indígena do Santuário dos Pajés e das comunidades do entorno, construído de forma conjunta, em consonância com suas demandas e expectativas.