A memória como termômetro na relação da população brasileira com notícias negativas sobre política
memória; memória noticiosa; comunicação política; exposição seletiva
Historicamente, as mídias tradicionais mundiais se utilizam de fatos negativos para alavancar seus conteúdos, especialmente na cobertura política. Por isso, durante anos, pesquisadores de diversas áreas têm investigado a relação entre informações negativas e uma maior atenção e maior potencial de lembrança em indivíduos. Porém, estudos que integrem os processos de memória aos efeitos do consumo de notícias políticas negativas e os relacionando à informações socioeconômicas ainda são escassas.
É nesse contexto que a presente dissertação busca analisar de que maneira a lembrança pode funcionar como uma forma de mensurar a relação da população brasileira com as notícias negativas sobre política. Para isso, a pesquisa fundamenta-se em referenciais da psicologia, neurociência, sociologia e comunicação.
Metodologicamente, foi adotada uma abordagem quantitativa, baseada na análise de dados obtidos por meio de questionário secundário aplicado à população brasileira e utilizando Regressão Logística Binária (RLB) para, além de tudo, relacionar os dados com informações socioeconômicas dos 3.793 participantes.
Sendo assim, com este estudo, espera-se contribuir para a ampliação da compreensão dos mecanismos cognitivos relacionados à retenção de notícias políticas e para o fortalecimento do diálogo interdisciplinar entre os campos de estudo