Banca de DEFESA: IGOR PASSOS PIRES

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : IGOR PASSOS PIRES
DATA : 17/09/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Sala B-14 e Teams
TÍTULO:

PERFORMANCES DA BRANQUITUDE EM AULAS DE TEATRO: um estudo com professoras/es da Educação Básica no Distrito Federal, Brasil

 


PALAVRAS-CHAVES:

Ensino de Teatro; Branquitude; Dispositivo de Poder; Estudos da Performance; Performances de Branquitude.

 


PÁGINAS: 232
RESUMO:

Esta tese investiga como a branquitude é operacionalizada em aulas de Teatro na
Educação Básica, perguntando de que modo ela produz formas de fazer e de se
relacionar nas práticas cênicas escolares. Defende-se que a branquitude atua por
meio de performances da branquitude, compreendidas, a partir de Diana Taylor,
Leda Maria Martins e Richard Schechner, como atos de transferência que fazem
circular saberes, memórias e hierarquias raciais entre os corpos, atualizando um
discurso pedagógico-racializante e reproduzindo a organização racializada da
sociedade brasileira. Fundamentada, especialmente, em Michel Foucault e Sueli
Carneiro, a branquitude é apresentada como um dispositivo de poder que
articula discursos, práticas e subjetividades para a manutenção do privilégio
branco. A pesquisa inspira-se na arqueogenealogia foucaultiana, articulada aos
Estudos da Performance, e tem como arquivo empírico entrevistas com
professoras brancas, observação de aulas de docentes brancos/as e negros/as em
escolas públicas do Distrito Federal e registros da prática pedagógica do
pesquisador. A análise demonstra que o ensino de Teatro é atravessado por um
discurso pedagógico-racializante de matriz colonial; que as imagens produzidas
em cena performam e atualizam relações raciais de poder; e que gestos
performativos da branquitude, como a assepsia e o cuidado assimétrico,
sustentam hierarquias raciais nas práticas escolares. Como formas de resistência,
identificam-se a ginga, o abandono e a circularidade como princípios de
contraconduta. A principal contribuição da tese é a proposição da perspectiva de
performances da branquitude como categoria analítica para a Pedagogia do
Teatro, evidenciando que o dispositivo de branquitude opera não apenas no
plano discursivo, mas também nos corpos, nas imagens e nos gestos das práticas
cênicas escolares, além de apontar caminhos para a construção de
contracondutas pedagógicas capazes de tensionar as hierarquias raciais no ensino
de Teatro

 


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - ALEXANDRA GOUVÊA DUMAS - UFBA
Externa à Instituição - CARMINDA MENDES ANDRÉ - UNESP
Presidente - ***.266.380-** - GILBERTO ICLE - UnB
Interno - 2522365 - JORGE DAS GRACAS VELOSO
Interna - 1198789 - LUCIANA HARTMANN
Notícia cadastrada em: 09/07/2026 15:15
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