Banca de DEFESA: ISABELLE BRAZ DE OLIVEIRA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ISABELLE BRAZ DE OLIVEIRA SILVA
DATA : 13/01/2026
HORA: 08:00
LOCAL: Plataforma Teams (online)
TÍTULO:

COMPARAÇÃO ENTRE PRÓTESES DE AJUSTE MANUAL E AUTOMÁTICO NA OPERAÇÃO DE ESTAPEDOTOMIA/ESTAPEDECTOMIA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA E METAANÁLISE.


PALAVRAS-CHAVES:

Otosclerose; Estapedotomia; Estapedectomia; Prótese estapédica; Resultados auditivos; Metanálise; Prótese autoajustável; Crimpagem manual; Gap aéreo-ósseo; Revisão sistemática


PÁGINAS: 55
RESUMO:

Introdução: A otosclerose é uma doença hereditária caracterizada por remodelação óssea anormal da cápsula ótica, frequentemente resultando em perda auditiva condutiva. O tratamento cirúrgico por meio de estapedotomia ou estapedectomia, utilizando diferentes tipos de próteses, evoluiu significativamente ao longo das décadas. No entanto, a superioridade entre as próteses com fixação manual e as automáticas (autoajustáveis) ainda permanece incerta. Objetivo: Comparar os resultados auditivos pós-operatórios entre próteses estapédicas manuais e automáticas em pacientes submetidos à estapedotomia ou estapedectomia por otosclerose. Métodos: Foi realizada uma revisão sistemática com metanálise conforme as diretrizes PRISMA e registrada no PROSPERO (CRD42024401713). As bases de dados PubMed, Embase e Cochrane foram pesquisadas em dezembro de 2024. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados (ECRs) e estudos observacionais comparativos que relataram desfechos audiométricos pósoperatórios. O risco de viés foi avaliado por meio das ferramentas RoB 2 e ROBINS-I. As análises combinadas foram realizadas no software Review Manager 5.4, utilizando modelos de efeitos fixos ou aleatórios de acordo com a heterogeneidade (I²). Foi aplicada metarregressão para explorar possíveis moderadores da heterogeneidade. Resultados: Foram incluídos 25 estudos (3 ECRs e 22 não randomizados), totalizando 3.289 pacientes. Não foram encontradas diferenças significativas entre as próteses manuais e automáticas em relação ao gap aéreo-ósseo pós-operatório (MD = 1,18; IC 95% –0,3–2,66; p = 0,12; I² = 93%), fechamento do gap aéreo-ósseo (MD = 0,44; IC 95% –1,51–2,40; p = 0,95; I² = 99%) ou proporção de pacientes com gap aéreo-ósseo ≤10 dB (RR = 1,00; IC 95% 0,94–1,06; p = 0,95; I² = 39%). A metarregressão não demonstrou influência do tipo de estudo, idade média ou tempo de seguimento sobre os resultados (R²=10%; p>0,20). Conclusão: As próteses estapédicas manuais e automáticas apresentam resultados auditivos pós-operatórios semelhantes. O tipo de mecanismo de fixação não parece influenciar significativamente o sucesso audiométrico. Entretanto, devido à predominância de estudos observacionais e à alta heterogeneidade dos dados, ensaios clínicos randomizados de alta qualidade, com controle rigoroso de viés e padronização metodológica, são necessários para confirmar esses achados.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - MARIANA DE CARVALHO LEAL GOUVEIA - UFPE
Interno - 3217424 - ANDRE LUIZ LOPES SAMPAIO
Externo à Instituição - GUSTAVO LARA REZENDE - HBDF
Interna - 3424061 - SELMA APARECIDA SOUZA KUCKELHAUS
Notícia cadastrada em: 30/12/2025 15:39
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