Banca de DEFESA: THAYANE ALVES DOS SANTOS RODRIGUES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : THAYANE ALVES DOS SANTOS RODRIGUES
DATA : 29/01/2026
HORA: 15:00
LOCAL: Auditório da Pós Graduação da Faculdade de Medicina
TÍTULO:

Reativação da doença de Chagas após transplante cardíaco: uma análise multimetodológica


PALAVRAS-CHAVES:

doença de Chagas; Trypanosoma cruzi; Transplante Cardíaco; Infecção Latente; Terapia de Imunossupressão


PÁGINAS: 104
RESUMO:

Introdução: A reativação da doença de Chagas (RDC) após o transplante cardíaco permanece um desafio clínico relevante, especialmente em contextos de imunossupressão. Objetivo: Compreender a reativação da doença de Chagas após o transplante cardíaco com base em uma análise multimetodológica. Métodos: Foi realizada uma abordagem multimetodológica composta por: (1) estudo de coorte retrospectivo envolvendo 212 pacientes com doença de Chagas submetidos a transplante cardíaco entre 2007 e 2024, avaliando incidência de reativação, sobrevida e fatores associados à mortalidade; (2) revisão sistemática com metanálise de 20 estudos envolvendo 676 pacientes, sintetizando evidências sobre incidência, métodos diagnósticos e desfechos da RDC; e (3) relato de caso clínico ilustrando reativação com acometimento neurológico. Resultados: Na coorte, a reativação ocorreu em 28,7% dos pacientes, com mediana de 123 dias até a reativação; os métodos invasivos, especialmente biópsia endomiocárdica, foram os mais utilizados para diagnóstico. Não houve diferença significativa de sobrevida entre pacientes chagásicos com e sem reativação. A metanálise indicou proporção combinada de reativação de 32,5% (IC95%: 22,5–44,3%), com Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) como método diagnóstico mais frequente e manifestações clínicas variando de sintomas inespecíficos a arritmias e disfunção ventricular. O relato de caso destacou um episódio raro com acometimento neurológico e desfecho fatal, reforçando a complexidade clínica da RDC. Conclusão: A reativação da doença de Chagas é frequente após transplante cardíaco, acometendo cerca de um terço dos pacientes, mas não se associa a pior sobrevida. Estratégias de vigilância sistemática, incluindo métodos não invasivos, e padronização do manejo são essenciais para diagnóstico precoce e tratamento oportuno. Os achados reforçam a necessidade de diretrizes multicêntricas e estudos prospectivos para otimização da vigilância e protocolos terapêuticos. Uma vez que o acometimento e prevalência têm extrapolado países considerados endêmicos


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - ***.136.268-** - FERNANDO ANTIBAS ATIK - UnB
Externa ao Programa - 1712697 - MARIA ESTEFANIA BOSCO OTTO - nullInterna - 2446211 - NADJAR NITZ SILVA LOCIKS DE ARAUJO
Externo à Instituição - WAGNER LUIS GALI - HUB
Notícia cadastrada em: 22/01/2026 15:27
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