CORRELAÇÃO ENTRE O VOLUME TUMORAL E OS NÍVEIS DE DNA TUMORAL CIRCULANTE EM PACIENTES DE CÂNCER COLORRETAL
Neoplasias Colorretais. Biópsia Líquida. DNA Tumoral Circulante. Volume Tumoral. Doença Residual Mínima.
O câncer colorretal (CCR) permanece como um dos maiores desafios de saúde pública global, apresentando limitações diagnósticas nos métodos convencionais de rastreamento e seguimento. A biópsia líquida, por meio da análise do DNA tumoral circulante (ctDNA), emerge como uma ferramenta minimamente invasiva capaz de refletir a biologia tumoral em tempo real. Este estudo prospectivo e observacional tem como objetivo avaliar a correlação entre o volume tumoral do CCR (aferido por volumetria radiológica e anatomopatológica) e os níveis de ctDNA em uma coorte, até o momento, de 65 pacientes atendidos no Hospital Universitário de Brasília (HUB). A metodologia envolve o sequenciamento de nova geração (NGS) de amostras de tecido e plasma (painéis Oncomine™), além de análises volumétricas de imagem por software ITK-SNAP 4.0. Os resultados preliminares não demonstram uma correlação linear significativa entre o volume tumoral e os níveis de ctDNA , bem como entre o estadiamento patológico e a carga molecular. Observaram-se fenótipos discrepantes, como tumores volumosos "silenciosos" e lesões diminutas "hiper-secretoras". A dinâmica pós-operatória revelou que o ctDNA possui sensibilidade superior ao antígeno carcinoembrionário (CEA) na detecção de doença residual mínima (DRM), identificando escapes moleculares mesmo em pacientes com queda nos níveis de CEA. Conclui-se que a liberação de ctDNA é regida por fatores biológicos intrínsecos e heterogeneidade tumoral, superando a mera métrica de volume físico.