Banca de DEFESA: Ísis de Araujo Oliveira Nakashoji

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : Ísis de Araujo Oliveira Nakashoji
DATA : 24/08/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Plataforma TEAMS
TÍTULO:

GENOTIPAGEM PARA HPV E EXAME CITOPATOLÓGICO DE COLO DE ÚTERO NA POPULAÇÃO ELEGÍVEL PARA VACINAÇÃO CONTRA HPV (VACINADAS E NÃO VACINADAS)


PALAVRAS-CHAVES:

HPV, vacina quadrivalente, tipos de HPV, câncer de colo do útero, HR-HPV


PÁGINAS: 64
RESUMO:

Introdução: O câncer do colo do útero é o quarto tipo de câncer mais frequente em incidência e mortalidade no mundo e está diretamente associado à infecção persistente por tipos de papilomavírus humano (HPV) de alto risco. Além do câncer cervical, o HPV também está relacionado ao desenvolvimento de câncer de pênis, ânus e cavidade oral. Como estratégia de prevenção, a vacinação contra o HPV foi implementada em diversos países. No Brasil, desde 2016, a vacina quadrivalente, direcionada aos tipos HPV 6, 11, 16 e 18, é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas, meninos e adolescentes. Objetivo: Avaliar o impacto da vacinação contra o HPV na frequência de infecção por 35 diferentes tipos virais e na ocorrência de alterações citopatológicas do colo do útero em mulheres pertencentes à população elegível para vacinação, comparando indivíduos vacinados e não vacinados aproximadamente dez anos após a implementação da vacina no sistema público de saúde. Metodologia: Foi realizado um estudo envolvendo mulheres de 18 a 25 anos pertencentes à população elegível para vacinação. As participantes responderam a um questionário epidemiológico e foram submetidas à coleta de amostras cervicais para realização de exame citopatológico e genotipagem molecular de 35 tipos de HPV, incluindo 18 tipos de alto risco oncogênico e 17 de baixo risco. Foram comparadas a frequência de infecção por HPV, os genótipos circulantes, a presença de infecções múltiplas e as alterações citopatológicas entre mulheres vacinadas e não vacinadas. Resultados: Mais da metade das participantes havia recebido pelo menos uma dose da vacina, sendo que a grande maioria das vacinadas completou o esquema com duas ou três doses. A menor escolaridade foi o único fator de risco significativamente associado à infecção por HPV. A vacinação esteve associada à redução da frequência de infecção por HPV, incluindo infecção por tipos de alto e baixo risco, infecções múltiplas e infecções pelos tipos contemplados pelas vacinas quadrivalente e nonavalente. Os tipos-alvo da vacina quadrivalente (HPV 6, 11, 16 e 18) tornaram-se raros na população, sendo identificados em apenas 0,67% das participantes, sem diferença significativa entre vacinadas e não vacinadas. Em contraste, outros tipos oncogênicos permaneceram frequentes, especialmente HPV 52, 35, 56, 58, 66 e 68, sendo que os tipos 52 e 56 predominaram nas mulheres vacinadas e os tipos 35 e 52 nas não vacinadas. Observou-se redução significativa apenas para os tipos HPV 35 e HPV 62/81 entre as vacinadas. Os tipos de alto risco contemplados exclusivamente pela vacina nonavalente (31, 33, 45, 52 e 58) foram detectados em 12,33% da população e em 38,14% das mulheres com infecção por HPV de alto risco, sem diferenças significativas entre os grupos. A maioria das infecções e das alterações citopatológicas foi causada por tipos de HPV não incluídos na vacina nonavalente. Em relação ao exame citopatológico, as mulheres vacinadas apresentaram menor frequência de alterações, incluindo lesões de baixo e de alto grau, embora a maioria dos exames alterados em ambos os grupos permanecesse associada à infecção por HPV de alto risco, principalmente pelos tipos 35, 52, 58, 68 e 82. Conclusão: A vacinação quadrivalente demonstrou elevada efetividade na redução da circulação dos tipos de HPV contemplados pela vacina e esteve associada à diminuição da frequência de infecção por HPV e de alterações citopatológicas cervicais. Entretanto, a persistência de elevada circulação de outros tipos oncogênicos, muitos deles não cobertos pela vacina quadrivalente e, em sua maioria, também ausentes da vacina nonavalente, evidencia que a vacinação reduziu apenas parcialmente o risco de infecção e de lesões precursoras do câncer do colo do útero. Os resultados reforçam a necessidade de estratégias complementares de prevenção, incluindo ampliação da cobertura vacinal, desenvolvimento de vacinas com espectro mais amplo, manutenção do rastreamento citopatológico e ações educativas voltadas ao aumento do acesso à informação, especialmente entre populações com menor escolaridade.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2499462 - FABIANA PIRANI CARNEIRO
Externa à Instituição - LEONORA MACIEL DE SOUZA VIANNA - UnB
Externa ao Programa - 1525798 - LIANNA MARTHA SOARES MENDES - nullExterna à Instituição - Livia Bravo Maia - SESDF
Externa à Instituição - ROSÂNGELA VIEIRA DE ANDRADE - UCB
Notícia cadastrada em: 06/08/2026 15:20
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